Este britânico quer cavar um lixão para encontrar R$ 280 milhões em bitcoins

O bitcoin, a criptomoeda mais conhecida e valiosa do mundo, vem atingindo seguidos recordes de cotação em 2017. Hoje, um bitcoin vale mais ou menos 47 mil reais, ou 12.580 dólares. Isso faz com que muita gente se arrependa de não ter acreditado na moeda antes, mas ninguém deve se lamentar tanto quanto o britânico James Howells.

Nascido no País de Gales, o operador de TI acreditou no potencial do bitcoin desde o início. Em 2009, ele usou seu computador para minerar bitcoins, decifrando códigos com valores criptografados para receber a criptomoeda em troca.

Acontece que demorou alguns anos para que o valor de mercado do bitcoin aumentasse, e James deixou a atividade de lado. No seu notebook, ele tinha 7,500 bitcoins, que, acreditava, valeriam uma fortuna em breve. Como a máquina passou a dar problemas, ele a desmontou e vendeu as peças pela internet, mas fez questão de manter o HD com o acesso a seus bitcoins.

Só que, em 2013, em meio a problemas familiares e uma mudança de casa, ele jogou o precioso HD fora, junto de suas chaves de acesso. O disco rígido vale, hoje, US$ 86 milhões, ou cerca de 280 milhões de reais – e James acredita que o número pode chegar até a 1 bilhão de dólares nos próximos anos.

Ele crê que o HD esteja funcionando, mas soterrado em um lixão em sua cidade, Newport. O galês pretende conseguir autorização para cavar o aterro até encontrar seu tesouro, ainda que “haja problemas ambientais como gases perigosos e incêndios em potencial”, em suas palavras.

Para isso, James pretende atrair grandes investidores, que financiariam os altos custos do projeto em troca de uma fração dos bitcoins uma vez que eles sejam encontrados.

 

Fotos: Reprodução/fonte:[via]

Artista que ficou 6 horas à mercê da audiência; resultados foram horríveis

A artista performática Marina Abramovic tinha apenas 28 anos quando realizou sua performance mais famosa, a “Ritmo 0”. A ação foi tão forte que em 2016, com 70 anos, ela ainda lembra em detalhes cada minuto das seis horas passadas à mercê da audiência.

 

“Eu não queria morrer, mas é interessante quão longe você pode levar a energia do corpo humano, quão longe você pode chegar e ver que a energia dela é quase ilimitada”, diz ela em vídeo para o Instituto Marina Abramovic. “O trabalho que mais chamou atenção do público foi o Ritmo 0. Até então, o trabalho do artista performático era considerado totalmente ridículo, doente, exibicionista e masoquista”.

Marina ficou cansada desse tipo de crítica em relação aos seus trabalhos anteriores, como o “Ritmo 5”, em que ela colocou fogo em uma grande estrela e deitou-se no espaço interior vazio, ou o “Ritmo 2”, em que ela tomou um comprimido para pacientes catatônicos na frente da audiência e teve espasmos por cerca de uma hora. “Vou fazer a peça para ver até onde o público vai se o próprio artista não fizer nada”, relembra a artista.

Assim, resolveu simplesmente não fazer nada por seis horas. Ela se colocou à disposição para que o público interagisse com ela das 20h até 2h da madrugada seguinte. Ela estava vestida e com um olhar vidrado, e em sua frente havia 72 itens que poderiam ser usados sem machucá-la, como penas, uvas, um pedaço de pão. Havia também objetos que infligem dor, como correntes, cordas, facas, tesouras, pregos e até uma arma carregada.

 

“Há 72 objetos na mesa que qualquer um pode usar em mim como desejar. Performance. Eu sou o objeto. Durante esse período eu me responsabilizo completamente. Duração: 6 horas”, dizia um recado em cima da mesa.

 

“Eu quis assumir esse risco, saber como o público era e o que eles fariam em uma situação assim”, explica.

Inicialmente os únicos a se aproximarem dela foram os fotógrafos. O público ficou mais atrás, inibido. Depois, alguns se aproximaram e interagiram de forma leve com ela, a abraçando, colocando as flores em seus braços. Depois, ela foi colocada sentada em uma cadeira, e foi aí que as humilhações começaram.

Ela teve sua blusa cortada, líquidos jogados em sua cabeça, palavras escritas em seus braços e correntes colocadas em seu pescoço.

“Eles cortaram meu pescoço e beberam meu sangue, eles me carregaram e colocaram em uma mesa. Uma pessoa colocou a arma na minha mão para ver se eu apertaria o gatilho. O galerista veio, tirou a arma das mãos do homem e a jogou pela janela”, relembra.

A audiência continuou com os abusos, espetando-a com os espinhos das rosas. Depois das seis horas, o galerista voltou e anunciou o fim da performance. Marina então finalmente olhou para seus agressores nos olhos e foi em direção a eles, que saíram correndo com medo do confronto.

“Eu comecei a ser eu mesma, porque eu estava como um fantoche só para eles. Nesse momento todo mundo correu. Eles não conseguiam me encarar como pessoa.”

O crítico de arte Thomas McEvelley, que observou a performance, comentou: “ela estava tão comprometida com a peça que ela não teria resistido a um estupro ou assassinato”.

Na época da peça, Marina escreveu: “esse trabalho revela algo terrível sobre a humanidade. Mostra como uma pessoa pode machucar você. Mostra como é fácil desumanizar uma pessoa que não se defende. Isso mostra que se há um palco, a maioria das ‘pessoas normais’, aparentemente, podem se tornar verdadeiramente violentas”. [Readlly]

Confira abaixo entrevista com a artista:

fonte:via

Estas xícaras delicadas com mensagens ofensivas são apenas perfeitas

Tomar um chá parece uma das atividades mais tranquilas a se fazer. Basta aquecer a água e deixar que ervas e especiarias liberem seus sabores na xícara. Mas não em qualquer xícara, é claro.

Estes jogos de chá criados pela Miss Havisham’s dizem tudo que você sempre quis dizer para ~certas pessoas~ sem perder o estilo. Em entrevista ao Bored Panda, Melisa Johnson, a criadora dos utensílios, lembra que as xícaras são exatamente como nós e nem sempre expressam em seu exterior o mesmo que está gravado dentro delas.

As mensagens vão desde um simples “bruxa” até expressões mais cruéis como “ninguém gosta de você“. E, quem sabe, você poderia servir um delicioso chá com estes dizeres para aquela pessoa não-tão-querida.

Gentilmente, vá se fuder. 

Eu poderia envenenar você.

Eu espero que você sufoque.

Que mulher malvada.

Pare de falar.

Bruxa!

Ninguém gosta de você. 

Por favor, morra.

Bruxa má/Bruxa boa

Você serve.

Odioso.

As xícaras estão à venda no Square Up individualmente ou em conjuntos e custam a partir de US$ 60 (R$ 195).

Fotos: Miss Havisham’s /fonte:[via]

Esse novo fóssil mostra a transição da vida na terra para vida aquática

A biologia já sabe há algum tempo que a

 

vida na Terra surgiu na água. Em algum momento, a evolução permitiu que os seres que viviam nos corpos d’água primitivos migrassem para a Terra e dominassem o planeta. Mas o contrário também aconteceu.

Animais que viviam na terra em algum momento se mudaram para os mares. Nós ainda não temos todas as respostas para as causas e os motivos disso, mas cientistas da Universidade Johns Hopkins e do Museu Americano de História Natural acabaram de encontrar pistas importantes ao pesquisar um fóssil de 155 milhões de anos.Segundo os pesquisadores, o réptil, chamado de Vadasaurus herzogi, possuía características aquáticas, incluindo uma cauda alongada e em forma de chicote e cabeça triangular, enquanto seus membros relativamente grandes o ligam a espécies terrestres.

O Vadasaurus, que é o termo latino para “lagarto caminhante”, foi descoberto em pedreiras de calcário perto de Solnhofen, na Alemanha, parte de um antigo mar raso, explorado há muito tempo por sua grande quantidade de achados fósseis.

“Características anatômicas e comportamentais de grupos modernos de seres vivos se acumularam por longos períodos de tempo. Os fósseis podem nos ensinar muito sobre essa história evolutiva, incluindo a ordem em que essas características evoluíram e seu papel adaptativo em um ambiente em mudança”, diz Gabriel Bever, pesquisador do Museu Americano de História Natural, em Nova York, onde o fóssil está localizado, e professor assistente de anatomia funcional e evolução na Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins.

“Sempre que podemos ter um fóssil como esse, que seja tão bem conservado e tão significativo na compreensão de uma grande transição ambiental, é muito importante”, completa Mark Norell, paleontólogo do museu. “É tão importante que podemos considerar o Vadasaurus como o Arqueopteryx dos rincocefálicos (répteis primitivos)”, acrescenta.

Ligações

De acordo com Bever, a pesquisa que eles estão fazendo pode ser acrescentada a uma lista de criaturas do mar cujos antepassados ​​eram vertebrados terrestres. Eles incluem baleias modernas, focas e cobras marinhas, e espécies antigas (e agora extintas) como os ichthyosaurus, mosasaurus e plesiosaurus.

 

Bever diz que o estudo oferece evidências de que o Vadasaurus pode ser ligado pela sua anatomia a um pequeno grupo de espécies marinhas chamadas pleurosauros, que há muito tempo pensavasse que tinham raízes terrestres. Os pleurossauros viveram durante o período jurássico, 185 a 150 milhões de anos atrás. As criaturas, semelhantes a enguias, tinham membros reduzidos que provavelmente eram usados como auxílio na direção em vez de propulsão na água. Até agora, fósseis de apenas três espécies antigas de pleurossauros foram descobertos.

 

Bever e Norell dizem que o Vadasaurus e os pleurosauros fazem parte de uma linhagem de répteis chamada Rhynchocephalia. Como acontecia nos pleurosaurios, o crânio do Vadasaurus possuía uma forma triangular, uma adaptação encontrada entre muitos animais aquáticos, como a maioria dos peixes, enguias e baleias. Um focinho alongado, comum entre os animais marinhos, apresentava dentes mais afastados do corpo.

 

Outra característica “aquática” do Vadasaurus estava na mordida. Ao examinar a forma e a estrutura do crânio do animal, os pesquisadores concluíram que a mordida do Vadasaurus provavelmente era um movimento rápido, feito lateralmente, em comparação com a mordida mais lenta e mais forte, típica de muitos animais terrestres.

Híbrido

Apesar de suas características aquáticas, o Vadasaurus manteve algumas características mais frequentemente encontradas entre os vertebrados terrestres. Por exemplo, ele possuía membros grandes em relação ao tamanho de seu corpo, algo comum em um réptil terrestre. Porém, assim como acontecia com os pleurossauros, os pesquisadores acreditam que eles não usavam seus membros para propulsão, mas sim para o direcionamento. O Vadasaurus pode ter nadado como uma cobra do mar moderna, movendo sua coluna vertebral com um movimento ondulante.

“Nossos dados indicam que Vadasaurus é um primo primitivo do pleurossauro”, diz Bever. Segundo ele, os dois répteis ancestrais estão intimamente relacionados com o moderno tuatara, um réptil que vive nas ilhas costeiras da Nova Zelândia e é a única espécie rincocefálica restante ainda viva.

“Nós não sabemos exatamente quanto tempo o Vadasaurus gastava em terra versus na água. Pode ser que o animal tenha desenvolvido suas adaptações aquáticas por algum outro motivo, e que essas mudanças simplesmente eram vantajosas para a vida na água”, diz Bever. Ele diz que mais detalhes sobre a história evolutiva do Vadasaurus exigirão mais dados e outros achados fósseis.

fonte:[via][[phys.org]