A incrível casa transparente que se camufla na floresta mexicana

A arquiteta mexicana Tatiana Bilbao usou vidro espelhado, juntamente com terra batida e tijolos de argila, para criar uma casa de férias que se mistura à natureza do lugar onde foi construída na cidade de Monterrey, maior cidade do estado mexicano de Nuevo León.

Batizada de Los Terrenos, a habitação compreende dois ambientes completos aninhados dentro de uma paisagem de flora nativa, com pavimentos em terracota e paredes de pedra. Um terceiro ambiente está planejado para a casa, que irá ultrapassar a copa das árvores.

O maior dos dois ambientes é plano retangular e é coberto com um telhado assimétrico. As fachadas são revestidas de vidro espelhado, permitindo que a habitação se misture com o terreno verdejante.

O edifício contém uma cozinha, sala de jantar e sala de estar pouco mobilados. As portas abertas proporcionam uma conexão perfeita entre a área social e um terraço com sombra.

Do chão ao teto estende-se uma tela de cerâmica em um padrão de chevron que a equipe chama de rede. Isso foi usado de várias maneiras ao longo do projeto.

“A rede foi projetada para se adaptar de acordo com diferentes conexões espaciais e possibilidades estruturais”, afirmou o estúdio. “Funciona como um piso sólido e permeável, uma partição de tela, uma parede estrutural e uma parede semiaberta que permite ventilação e luz solar para banhar os espaços interiores”.

A segunda estrutura, que é em forma de L em plano, contém dois quartos orientados em diferentes direções. Em vez de manter o nível do chão, a equipe inseriu plataformas e escadas de madeira para criar uma topografia escalonada dentro dos quartos. As inserções também servem como áreas de armazenamento.

As paredes dos quartos de dormir são feitas de terra batida e tijolos de barro. Em um lado de cada quarto, uma partição de vidro retrátil permite que o espaço interior seja aberto ao ar livre.

Tatiana Bilbao completou vários edifícios distintivos no México desde que fundou seu estúdio em 2004. Projetos anteriores incluem um protótipo de construção flexível para enfrentar a falta de habitação do México e uma instalação de biotecnologia para uma universidade que compreende uma pilha de caixas de vidro.


Imagens: Reprodução/fonte:via

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Fotógrafo daltônico registra ‘outro mundo’ das pirâmides de terra na Áustria

O fotógrafo alemão Kilian Schoenberger esperava, desde sua infância, no início dos anos 1990, obter uma oportunidade ideal para registrar os mistérios e beleza diferenciada das pirâmides de terra, que formam uma floresta argilosa próximo do sul de Tirol, nos Alpes austríacos.

O profissional, que é daltônico, queria um dia nublado e com neblina para realçar as características únicas do que ele apelidou de ‘other world’ (outro mundo).

“Devido à erosão, as pedras são afastadas do chão e permanecem equilibradas como pequenos telhados“, explicou ele sobre as formas das pirâmides, que possuem pedras suspensas no topo.

Por uma dessas magias da natureza, as pirâmides crescem enquanto a chuva leva tudo em volta. No fim, a região transforma-se em algo um tanto sombrio, mas que vale o registro.

“Uma vez que a pirâmide de terra é muito frágil para carregar a rocha, o equilíbrio é perdido e a pedra cai. Sem essa proteção, o resto do pilar terrestre desaparece bastante rápido com as chuvas”, afirmou ele.

Kilian assumiu ter ficado “várias horas no local para capturar a mudança de tons e luz do amanhecer até o meio dia”.

fonte:via

Estas instalações feita com luminárias deixaram a natureza ainda mais linda

O artista norueguês  Rune Guneriussen se tornou conhecido em seu país por decorar áreas da natureza não habitadas sem prejudicar o funcionamento do ecossistema.

Agora, Guneriussen voltou a explorar as florestas da Noruega ao instalar uma série de luminárias no estilo vintage, imitando o posicionamento de cogumelos.

Em cada caso, a ideia do artista é mostrar o contraste entre a ação da natureza e a do homem, fortalecendo a ideia de equilíbrio entre a cultura humana e a selvagem.

Cada instalação demorou cerca de três semanas para ser instalada. Quando finalizada, Rune faz questão de registrá-la em foto para que fique eternizada.

“Muitas pessoas enxergam luminárias de forma estética apenas, sabe, bonitas, mágicas e tal… as luzes são também uma parte importante da cultura consumista que todos entendemos que deve mudar. A maior parte da energia consumida hoje nos é disponibilizada pela natureza, e energia tem uma óbvia relação com as lâmpadas”, disse Guneriussen em entrevista ao sirte My Modern Met.

Inspire-se com estas fotos da galera usando jeans nas ruas nos anos 1970

O jeans se tornou um adereço indispensável na moda jovem a partir dos anos 1950 e começo dos anos 1960. Depois, se propagou em pessoas de outras idades e ganhou a popularidade que possui até hoje.

O glamour do tecido ganhou forte impulso com as atuações de caras como Marlon Brando e James Dean em filmes como Juventude Transviada (1955) e Blue Denim (1959).

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Essas produções decretaram o jeans, a jaqueta de couro preta e a camiseta branca como símbolos da rebeldia, que se tornou um movimento cultural na época.

Nos anos 1970, uma série de movimentos explodiu na população mundial, como a revolução sexual, e o jeans se tornou o uniforme de estudantes universitários, hippies e todo mundo que se identificava com a contracultura.

A calça, então, ganhou esse status simbólico de independência, liberdade e o abandono de tradições do passado. Além disso, o jeans era uma roupa que homens e mulheres podiam usar, o que o fez representar a igualdade de gênero tão buscada até hoje.

Uma das pioneiras a comercializar o jeans, a Levi’s segue sendo uma das marcas mais populares nesse setor. “Levi’s sempre foi uma companhia construída em cima de fortes valores e nós temos orgulho de sermos pioneiros na luta por direitos iguais”, disse Karyn Hillman, CPO da empresa, para o site Fashionista. A marca é a responsável pelos modelos que aparecem abaixo.

 

Fotos: foto 1: Keystone Features/Getty Images; foto 2: Mike Lawn/Fox Photos/Getty Images; foto 3: Roy Jones/Getty Images; foto 4: R. Jones/Getty Images; foto 5: Evening Standard/Getty Images; foto 6: Evening Standard/Getty Images; foto 7: Hulton Archive/Getty Images; foto 8: Chaloner Woods/Getty Images; foto 9: Tim Graham/Getty Images /fonte:via

Estes foram os métodos anticoncepcionais mais dolorosos e bizarros da história

Hoje em dia, quando se pensa em contraceptivos, logo temos em mente a pílula anticoncepcional ou a camisinha como uma associação natural.

Mas nem sempre foi assim.

Segundo estudos da  National Geographic Society, as pessoas têm tentado desenvolver formas de se proteger da possibilidade de gravidez durante o sexo desde que nos entendemos por sociedade. “Esponjas foram utilizadas por muitos anos”, garantiu a escritora Irene Linda Gordon.

A ideia era que, quando colocada no cérvix, as esponjas eram “bastante efetivas como uma forma natural de contraceptivo” pois ela “absorvia o sêmen”.

Entre outras bizarrices, a maioria dos antigos anticoncepcionais faziam a mulher sofrer, com aparelhos grandes e que causavam desconforto no ato sexual. Todos funcionavam de forma semelhante ao dispositivo intrauterino (DIU) que conhecemos hoje.

1. Essa rosca de bronze foi utilizada em Roma entre os anos 200 e 400

Ela funcionava como o DIU, sendo colocada no cérvix da mulher. Como causava muita dor durante o ato, era fortemente desaprovada por elas.

2. Jean-Jacques Casanova (1725 – 1798) assopra um dos primeiros esboços de camisinha em 1754

3. Em 1880, esse pessário vaginal era inserido na vagina da mulher para evitar a chegada do sêmen ao útero

4. A esponja anticoncepcional, supostamente, absorvia o sêmen e foi bastante utilizada no período de 1910

5. Feita de membrana animal, essa camisinha também era utilizada em 1910 e era mais eficiente que a dos anos 1700. Só que causava desconforto tanto no homem, quanto na mulher

6. Criado em 1921 pela Dr. Marie Stopes (1880-1958), esse contraceptivo, quando ingerido, prometia matar qualquer vestígio de esperma do organismo feminino

7. A mesma marca também tinha uma espécie de diafragma de couro que era utilizado pelas mulheres na mesma época 

8. Feito de metal ou vidro, esse DIU era utilizado pelas mulheres na década de 1920 

9. No final da mesma década, criaram uma outra versão feita de alumínio que só parece ser ainda mais dolorosa 

10. Outro formato de DIU utilizado por volta de 1925 e que competia com os apresentados acima

11. Naquela década também foi desenvolvido um outro formato de DIU que só podia ser inserido por ginecologistas especializados. Quando colocado da forma correta, poderia ficar dentro da mulher por muitos anos 

Para o melhor desempenho sexual de todos, as camisinhas que conhecemos hoje começaram a ser testadas em 1935 e deram um pouco mais de responsabilidade ao homem.

30 anos depois, em 1965, começaram a ser desenvolvidas em laboratório as pílulas anticoncepcionais que conhecemos hoje, mas que ainda causam problemas de saúde para algumas mulheres e estão longe de decretar um cenário onde a responsabilidade sexual é dividida.

 

Fotos: Reprodução/fonte:via

Choque tóxico, a doença que fez essa mulher perder a perna e processar marca de absorvente interno

A Síndrome do Choque Tóxico é uma rara emergência medicinal que pode causar sérios danos ao organismo de uma pessoa e até levá-la ao óbito.

A doença não é um condição exclusiva das mulheres, mas possui uma relação histórica com os absorventes internos, como explica o médico Drauzio Varella neste artigo.

Cerca de 20% da população mundial possui uma pré-disposição a contrair a síndrome, que teve seu ápice durante os anos 1980 nos Estados Unidos, quando marcas de absorvente internos do país passaram a comunicar um aviso dos riscos em suas embalagens.

Lauren Wasser é uma jovem de 24 anos e foi uma das recentes vítimas dessa condição. Modelo, ela possuía uma vida bastante saudável. Gostava de jogar basquete por hobby e andava cerca de 48 km de bicicleta por dia.

A história foi divulgada pela revista Vice. No dia 3 de outubro de 2012, durante período de menstruação, Lauren começou a se sentir estranha, como se estivesse gripada. A jovem foi até a farmácia e comprou o absorvente que sempre utilizou, da marca Kotex Natural Balance e interno.

Nos EUA, essa categoria de absorvente é bastante popular, mais do que no Brasil.

Mesmo sentindo-se mal, Lauren tentou comparecer ao aniversário de uma amiga, onde pensou em agir o mais normal possível. “Todo mundo disse: ‘Meu, você está péssima’”, ela lembra.

Ela, então, voltou para casa dirigindo, tirou a roupa e deitou na cama. Dormiu talvez por horas, dias, semanas… não sabe ao certo. Mas se lembra do seu cachorro, que é cego, latindo desesperadamente em seu peito enquanto alguém gritava “polícia!” na porta.

É que, preocupada, a mãe de Lauren pediu uma checagem de bem-estar, serviço policial americano quando os oficiais são enviados para ver se determinada pessoa está bem. “Eu não tinha levado meu cachorro para passear; então, havia xixi e cocô dele no apartamento todo”, lembrou ela.

Após uma conversa com a mãe que a deixou ainda mais preocupada, Lauren voltou para a cama. Foi encontrada no dia seguinte, desacordada na porta do quarto, por um policial e um amigo.

Com febre, ela foi levada ao hospital, onde sofreu uma parada cardíaca e ficou em coma induzido. Seus órgãos estavam parando e o estado era grave.

Um especialista em doenças infecciosas desvendou o mistério. “Ela está usando absorvente interno?”, ele perguntou. A resposta positiva fez com que o produto fosse levado para análise, onde se constatou a Síndrome do Choque Tóxico.

Ela acordou dias depois, com 36 quilos de fluido sendo bombeados em seu corpo; desorientada, ela achava que estava no Texas.

“Minha barriga estava enorme. Eu tinha tubos enfiados por todo lado. Eu não conseguia falar”, ela lembra. Ao lado da cama, havia um tubo com toxinas pretas retiradas de dentro do seu corpo.

Lauren acabou perdendo a perna direita, que gangrenou, e os dedos do pé esquerdo. Agora, está processando a Kotex.

Seu advogado, Hunter J. Shkolnik, tem histórico em solucionar casos onde pessoas processam produtos que, por falta de um aviso mais qualificado, lhe causam algum mal. “Os absorventes não mudaram desde a epidemia de SCT original. Eles só colocaram o aviso ‘Você pode ter um choque tóxico’ na embalagem. O material não muda há décadas”, ele comenta.

“Parte do nosso trabalho será mostrar para o júri que isso não tem a ver com o aviso da caixa – é sobre o fato de eles terem acesso a materiais que poderiam tornar [os absorventes internos] mais seguros há 20 anos e preferirem não os usar. Eles chamam esses absorventes de ‘naturais’ quando, na realidade, eles são feitos de materiais sintéticos que os tornam perigosos. O marketing deles faz as mulheres pensarem ‘Ah, esses são naturais, de algodão’, mas eles não são naturais, não são de algodão – e, se fossem, a chance de choque tóxico seria quase zero”.

“A síndrome do choque tóxico pode acontecer se uma mulher não tem anticorpos para a toxina ou uma produção baixa de anticorpos. Portanto, os ingredientes sintéticos dos absorventes são um problema. Os absorventes 100% algodão oferecem um risco menor, se é que oferecem algum”, afirma o Dr. Philip M. Tierno.

“Quis me matar quando cheguei em casa”

Anos depois do ocorrido, Lauren ainda sente dores e enfrenta a depressão que ameaçou lhe atingir por conta das mudanças na rotina. Com a ajuda da namorada, ela documentou toda sua recuperação em fotos e, apesar de não gostar de mostrar a prótese nos cliques, tenta manter a postura de modelo que guiou sua vida antes da doença.

O que Lauren busca agora é transparência. Nem ela, nem seu advogado querem o fim dos absorventes internos, mas sim que os anúncios dos riscos sejam mais claros, ou melhor, que algo seja feito para evitar a intoxicação de outras mulheres.

O que mais a irrita é ver os comerciais veiculados nos Estados Unidos com meninas utilizando absorvente interno e usando biquíni ou shorts branco intacto. “Não consigo subir num escorregador, não quero nem pensar em usar biquíni, não posso entrar no mar se eu quiser”, ela lamenta. “Esse produto fodeu com a minha vida”.

Mas a vida segue e Lauren quer se recuperar. Aos poucos, tenta voltar a realizar suas atividades com as devidas adaptações, inclusive o basquete. “Se você tem jogo, você tem jogo para sempre”, ela frisa.

 

Fotos: Jennifer Rovero/Camraface /fonte:via

Portugal é eleito melhor destino do mundo em 2017

Nada de ficar quebrando a cabeça para decidir o seu próximo destino de viagens. O resultado do World Travel Awards já saiu e o país eleito como o melhor destino do mundo é uma ótima notícia para os brasileiros: trata-se de Portugal.

Além de falar a nossa língua, o país europeu também tem um ótimo custo de vida – mais baixo do que o encontrado em São Paulo e outras capitais. E, para melhorar, há voos diretos para Lisboa saindo de diversas cidades brasileiras. \o/

Portugal é o primeiro país europeu a conquistar o prêmio, que foi entregue neste domingo, 10. Apesar disso, cidades como Londres e Paris já haviam recebido a distinção em anos anteriores. Lisboa também recebeu o prêmio de melhor destino de escapada urbana do mundo.

Criado em 1993, o World Travel Awards é considerado como o “Oscar do turismo” por reconhecer o trabalho de entidades turísticas do mundo inteiro. Este ano, a cerimônia ocorreu em Phu Quoc, no Vietnã, onde Portugal deixou para trás concorrentes de peso, como Brasil, Grécia, Maldivas, Estados Unidos, Marrocos, Vietnam e Espanha.

 

Fotos: Unsplash /fonte:via