Ela fotografou crianças curtindo o verão bem longe da tecnologia

Segundo a polonesa Elwira Kruszelnicka, tudo em sua vida se tornou mais rico depois que ela conheceu a fotografia. A paixão se tornou profissão, e ela gosta de dizer que costuma clicar intuitivamente, muitas vezes se sentindo como uma criança com um brinquedo.

Um de seus trabalhos mais recentes, Just Summer, ela captou a diversão de seu filho e amigos ao curtir o verão longe da tecnologia. “Amo o sol, a água e o contato com a natureza, especialmente no verão”, descreve. “Esse período me lembra de uma infância despreocupada, quando absorvíamos o momento sem preocupações com a vida adulta”.

Elwira conta ainda que passou anos observando a diversão das crianças através das lentes, admirando a capacidade que elas têm de mergulhar no que estão fazendo, se esquecendo de todo o resto, inclusive da câmera que as acompanha.

“O verão acaba rápido e a felicidade desses momentos nos trará saudades pelo resto da vida”, conclui.

 

Fotos © Elwira Kruszelnicka /fonte:via

Técnica brasileira para tratar queimadura com pele de tilápia salva ursos vítimas de incêndio na Califórnia

 

Você se lembra do inovador tratamento para queimaduras desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará e anunciado em 2017? Nele, pele de tilápia esterilizada é colocada sobre a pele do paciente queimado e funciona como um curativo que dura até dez dias, acelerando o tratamento e diminuindo custos. Pois este tratamento acaba de ajudar duas ursas e um leão da montanha a se recuperarem mais rápido depois de um dos incêndios que atingiu a Califórnia recentemente. Os veterinários aprovaram os resultados e pretendem usar a técnica em vítimas de incêndios futuros.

No dia 4 de dezembro de 2017, o incêndio Thomas atingiu o sul do estado da Califórnia. Ele só foi controlado cinco semanas depois, e afetou milhares de pessoas e de animais selvagens. Duas ursas e um leão da montanha de cinco meses foram encontrados com queimaduras de terceiro grau nas patas, e uma das fêmeas estava com tanta dor que nem conseguia se levantar. Os animais foram resgatados e levados ao Departamento de Peixes e Vida Selvagem da Califórnia.

Uma das médicas veterinárias da Universidade da Califórnia que examinou o urso em pior estado estimou que levaria entre quatro e seis meses para ela se recuperar o suficiente para ser libertada. Este período é muito longo para manter ursos em cativeiro, especialmente considerando que uma delas estava esperando filhotes e poderia rejeitá-los se continuasse em um ambiente estressante.

Na corrida contra o tempo, a veterinária Jamie Peyton leu sobre a técnica brasileira que usa pele de tilápia, e resolveu testar o tratamento nos animais. Essas peles isolam a pele do paciente do exterior, evitando a contaminação e que a pele perca líquido e proteínas. Esta perda causa desidratação e prejudica a cicatrização.

Os ótimos resultados do tratamento foram quase imediatos. Logo após a aplicação da pele nas patas da ursa mais ferida, ela conseguiu se levantar pela primeira vez. Neste caso, as peles foram costuradas na pele da ursa e envoltas em papel de arroz para que ela não arrancasse a atadura tão rapidamente.

Em poucas semanas, a pele dos três animais se recuperou e eles estavam prontos para voltar para a natureza. No dia 18 de janeiro, as duas ursas foram liberadas na região vizinha a do incêndio, para que elas continuassem no mesmo habitat em que viviam antes. Os dois animais foram soltos a 8km de distância um do outro, colocados anestesiados em tocas construídas pela equipe do Departamento de Vida Selvagem da Califórnia. Já o filhote de leão da montanha foi levado para um santuário de vida selvagem.

Para Peyton, o mais importante nesta história foi a experiência da equipe com a técnica brasileira. “Esses animais contribuíram com a forma que vamos tratar queimaduras no futuro”. Com a mudança climática que tem causado incêndios cada vez mas frequentes no oeste estadunidense, é esperado que haja mais animais domésticos e selvagens queimados, e este provavelmente será o tratamento escolhido daqui para frente.

O incêndio Thomas afetou mais de mil quilômetros quadrados, destruiu mais de mil construções e forçou mais de 100 mil pessoas de Santa Bárbara e Ventura a deixar suas casas.

No tratamento desenvolvido no Brasil, as peles de tilápias são retiradas e lavadas em água corrente, esterilizadas inicialmente e enviadas ao Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) da Universidade de São Paulo (USP), onde são radioesterilizadas para eliminar qualquer vírus que poderia causar problemas. Essas peles esterilizadas podem ser refrigeradas e usadas em até dois anos.

Veja no vídeo abaixo como o tratamento com os animais foi feito:

fonte:[via][Califórnia Department of Fish and Wildlife, Earther]

15 fotos que vão mudar a maneira como você vê o mundo

Quando alguém te pede para ver o outro lado de uma situação, você realmente deveria fazer isso, pois sua visão pode mudar radicalmente.As coisas nunca possuem um só ângulo. E, quando olhamos para elas de pontos de vista inesperados, podemos nem reconhecê-las em um primeiro momento.
Confira abaixo imagens reunidas pelo portal Bored Panda de objetos incrivelmente comuns, observados de uma maneira bastante incomum:
Imagem de um antigo ônibus espacial deixando a Terra, feita pela NASA
O interior dessa guitarra parece um apartamento luxuoso
É assim que calçadas de tijolinho são construídas na Holanda
 
Visão de um teatro atrás do palco
Vitória-régia de ponta-cabeça
Esqueleto de uma tartaruga
Navio de guerra moderno fora d’água
Os vasos sanguíneos de uma mão
Narina de uma baleia-azul, por onde ela expele o ar quente e úmido dos seus pulmões após um tempo submersa, formando uma coluna de água que pode ter até seis metros
Embrião humano em estágio precoce na ponta de uma agulha
Máquina de tomografia computorizada sem sua cobertura plástica
É assim que o topo do Everest se parece
Exterior e interior de pérolas
Arbusto maduro cortado no meio
Flores de alcachofra, quando elas não são colhidas para consumo
fonte: [via] [Bored Panda]

Genial: a escada colorida que é também uma estante prática e estilosa

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Com casas cada vez menores e muita gente se adaptando à vida em pequenos espaços, a criatividade vem ganhando um lugar de destaque na decoração e mobília dos ambientes. E criatividade realmente não falta para o arquiteto australiano Andrew Maynard, que criou estas escadas que funcionam também como estantes.

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O projeto My-Home é parte tanto da casa do próprio arquiteto quanto de seu escritório, o Austin Maynard Architects. Enquanto a residência fica no segundo piso, o escritório ocupa o térreo da construção, localizada em Melbourne. Para dar um toque descontraído à criação, Andrew optou por usar uma cor alegre: o amarelo. Assim, o móvel passou a unir praticidade e estilo.

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Escolhido como o 2º escritório mais interessante de 2017 pela publicação de design Dwell, o local faz parte da proposta do arquiteto de “usar óculos de sol dentro de casa”. Essa mistura de brincadeira e desafio partiu da ideia de que muitos clientes insistem por projetos de casas com mais luz natural – e, como é possível ver pelas fotos, Andrew levou esse conceito a sério.

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Fotos:  Tess Kelly /fonte:via

Para ajudar pessoas em situação de rua, cidade canadense constrói casas para todas elas

O artigo XXV, n. 01 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, assim como a própria constituição brasileira, afirma que todo ser humano tem direito à moradia digna. Infelizmente, a maioria dos estados e nações simplesmente fecha os olhos para essa obrigação empática, social e até mesmo legal, deixando partes de suas populações muitas vezes não só sem moradia digna, mas sem qualquer moradia simplesmente.

A pequena cidade canadense de Medicine Hat, no estado de Alberta, no entanto, decidiu assumir o compromisso de fato, e resolver a questão dos moradores em situação de rua.

O projeto teve início e 2009, e previa, no lugar de malabarismos e debates, enfrentar a situação de um jeito objetivo e eficaz, tomando justamente as recomendações supracitadas como leis. Assim, a cidade de apenas 64 mil habitantes decidiu por simplesmente oferecer casas para quem não as possuía.

No lugar, porém, da habitual burocracia, lentidão e da mil exigências que tais programas costumam impor aos agraciados pelo mundo, a cidade concluiu que qualquer pessoas merece uma casa – e pronto. Sem exigências, perfis, testes ou burocracias.

Assim, a empatia e a confiança ocuparam o lugar das cobranças, do preconceito e da exclusão no projeto. A ideia de Medicine Hat não é encarar o gesto como um favor, mas sim como uma obrigação da própria cidade. Mais de 100 casas já foram distribuídas desde 2009 para mais de 1000 pessoas, diminuindo praticamente a zero a população de rua e, com isso, reduzindo drasticamente a criminalidade por lá.

Uma atuação simples e literalmente exemplar a respeito da força das ações comunitárias, e do efeito positivo e geral que tais ações podem trazer.

Para saber mais, assista o vídeo abaixo.

 

© fotos: reprodução /fonte:via

A ilha dos porcos nadadores nas Bahamas não é um paraíso fofinho

As paradisíacas ilhas das Bahamas são perfeitas para o sonho de dias de sol, mar transparente, clima tropical, mata verde… e porcos. Sim, entre as diversas ilhas que atraem milhões de turistas para o arquipélago anualmente, uma delas se destaca não somente por suas paisagens e praias, mas pela população suína que a ocupou. Trata-se de Big Major Cay, uma ilhota mais conhecida como “Ilha dos Porcos”. O motivo é evidente: Big Major Cay é habitada somente por porcos.

Mais precisamente, a população local é formada por algumas dezenas – estimativas variam entre 20 e 40 – javaporcos, um cruzamento entre o porco doméstico e o javali. Não se sabe o motivo para tal exótica população ter ocupado a ilha, e as teorias são diversas. Há quem diga que marinheiros teriam deixado os animais por ali no início de uma viagem, para os cozinharem quando voltassem, coisa que jamais ocorreu. Outros garantem que funcionários de hotéis de outras ilhas teriam interrompido a proliferação dos porcos em sua região os transferindo para lá, e há a hipótese dos porcos terem sido envidados para a ilha a fim de torna-la uma atração turística – coisa que de fato a Ilha dos Porcos se tornou.

Os animais são fofos, alimentam-se diretamente da mãos dos turistas, e a paisagem é de fato estonteante – mas nem tudo é paradisíaco na Ilha, como esse artigo recente mostrou. Para manter o número controlado de animais, a população local acaba tendo que abate-los eventualmente, e explora-los frequentemente como atração. Turistas constantemente são atacados pelos animais, que vivem sem abrigos adequados contra o sol e a chuva – que são ambas inclementes na região caribenha. A ilha é utilizada como um verdadeiro negócio, às custas da saúde dos animais – que muitas vezes se queimam no sol de forma intensa – e colocando em risco a integridade dos turistas, que são hoje a principal fonte de alimento para os porcos.

Há, é claro, pontos positivos sobre o local – principalmente no que diz respeito do conhecimento a respeito dos porcos, para mostrar ao mundo que são animais inteligentes, brincalhões e dóceis de modo geral. Acontece que a ilha não é simplesmente um paraíso para os bichos, explorados como parte de um negócio, sem maiores controles e cuidados. Não basta uma paisagem incrível para fazer de um lugar um paraíso, e cuidar dos bichinhos é o mínimo a se oferecer em troca do deleite de turistas e da população local.

© fotos: Getty Images/fonte:via

Como este restaurante comandado por mulheres está ressignificando as relações de trabalho

Inaugurado em Los Angeles em 2017, o restaurante Kismet tem chamado atenção de público e crítica. Não apenas por seus pratos inspirados na culinária do Oriente Médio, mas também por causa da filosofia de trabalho das sócias Sarah Hymanson e Sara Kramer.


Sarah Hymanson (esq.) e Sara Kramer (dir.)

As duas estão ligadas nas mudanças importantes que têm acontecido nas relações de trabalho nos Estados Unidos. Embora o ramo da gastronomia não tenha a mesma visibilidade de Hollywood, uma espécie de revolução também está acontecendo.

Chefs conhecidos, como Mario Batali e Johnny Iuzzini, foram acusados de conduta imprópria ao comandar suas cozinhas, incluindo machismo frequente e assédio moral e sexual. Apesar de recusar estereótipos sobre um “jeito feminino” de comandar o restaurante, Sarah e Sara concordam que elas fogem ao convencional quando se trata do ramo da gastronomia.

“Obviamente somos mulheres, então tentamos criar um ambiente que encoraje outras mulheres e possibilite a chegada delas em posições de liderança, sem deixar os homens de lado”, diz Sara Kramer ao Refinery29.

Sarah Hymanson aponta que “nem todo mundo se identifica com os gêneros masculino e feminino, então estamos tentando tirar isso da equação quando possível, tratando a todos com o mesmo respeito e dignidade”.

A equipe do Kismet foi formada tendo a diversidade como pedra fundamental, e as chefs não gostam de gritar ou fazer críticas ofensivas na cozinha. “Trabalhamos bastante a linguagem que usamos. Tentamos ser construtivas, e não críticas”, pondera Hymanson.

Kramer ressalta que, em meio às denúncias, o público precisa prestar atenção em quem faz as coisas do jeito certo. “A única maneira de criar mudança é com as próprias mãos. É algo que todos queremos ver, uma mudança cultural. O machismo e a intimidação faziam parte do dia a dia das cozinhas, mas isso está mudando. Eu sinto que é nosso momento”, concluiu.

 

Fotos por Jessica Antola

Com informações do Refinery29  /fonte:via