Fotógrafo viaja 2 anos para registrar animais que podem ser extintos pela ação humana

O desaparecimento de espécies inteiras de animais por conta da ação humana para muitos pode parecer algo distante, quase irreal ou abstrato, como uma sequência apocalíptica de frases alarmantes e nada mais. Acontece que se trata de um fenômeno real e terrível, e o que o fotógrafo inglês Tim Flach oferece com seu trabalho é justamente são imagens para tais absurdos efeitos da ação humana sobre a natureza. Por dois anos Flach desbravou os habitats de tais animais para registrar e mostrar ao mundo a face e a dor das espécies mais ameaçadas de extinção no planeta.


Urso polar

Batizado de Endangered (Ameaçado, em tradução livre), as fotos de Flach mostram desde espécies conhecidas, como o urso polar e o leopardo da neve, até animais exóticos, registrando um espectro imenso de biodiversidade do planeta que tem em comum o fato de estarem à beira de desaparecerem.


Sapo-do-olho-amarelo


Saiga


Rinoceronte branco

Alguns são ameaçados pela destruição de seus habitats naturais, outros pela caça humana ou pela dificuldade que atravessam hoje para conseguirem se alimentar. Endangered traz rosto, corpo e realidade não só às consequências da desregrada e desenfreada ação humana, como ilustra o quanto de beleza, natureza e vida que a ganância do ser humano vem matando – em nome daquilo que gostamos de chamar de progresso, mas que claramente nos faz andar pra trás em velocidade impressionante.


Ploughshare Tortoise


Panda vermelho


Lince-ibérico


Leopardo-da-neve


Lemur


Hipopótamo


Guepardo


Elefante africano


Pássaro Bico-de-tamanco


Arara-azul


Águia-filipina


Abutre egípcio


Abelha européia

 

© fotos: Tim Flach/fonte:via

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Magritte, Hopper e muito mais: As obras que se tornam domínio público em 2018

O primeiro dia do ano é considerado por muitos como o dia mundial da ressaca ou o dia universal das promessas que nunca são cumpridas. Mas a data tem também outro valor muito especial: é quando diversas obras finalmente passam a ser de domínio público.

Aqui no Brasil, a lei estabelece que, para que uma obra entre em domínio público, é preciso que se passem 70 anos após a morte de seu autor. Dessa forma, criações publicadas por autores que faleceram em 1947 passaram a ser de uso público a partir do dia 1º de janeiro de 2018. Confira alguns dos autores/artistas que se enquadram nessa categoria.

Pierre Bonnard (1867-1947)

O pintor francês foi um dos fundadores do grupo de vanguarda pós-impressionista Les Nabis.

Winston Churchill (1871–1947)

Apesar de ser um homônimo, trata-se de um escritor americano – e não é o mesmo Winston Churchill que você está pensando, ok?

Kathleen Scott (1878 – 1947)

Conhecido escultor britânico durante o início do século passado.

Albert Marquet (1875 – 1947)

Amigo próximo de Matisse, o pintor francês é o responsável pela obra abaixo.

Georg Kolbe (1877 – 1947)

Escultor alemão, Kolbe teve grande parte de seus trabalhos destruídos durante as guerras que assolaram o país.

Anna Wickham (1883-1947)

Embora tenha publicado poucos trabalhos, a autora é conhecida por escrever textos feministas na Londres da década de 30.

René Magritte (1898–1967) e Edward Hopper (1882 – 1967)

As obras dos artistas passam a ser de domínio público apenas em países que estabelecem como lei a regra de passados 50 anos da morte do autor. É o caso do Uruguai, Canadá e de diversos países na Ásia e África. Infelizmente, ainda precisaremos esperar mais 20 anos para usufruir de suas criações aqui no Brasil.

 

Fotos: Domínio Público, exceto quando especificado

Fontes: Wikipedia, MyModernMet e Nexo

Estas casas autossuficientes são impressas em 8 horas

Ter uma casa completamente movida a energia solar pode até parecer um daqueles sonhos distantes, mas uma nova tecnologia já está pronta para tornar isso uma realidade. E o melhor: o projeto de moradia cabe no seu bolso!

A proposta do engenheiro ucraniano Max Gerbut foi chamada de PassivDom. Tratam-se de residências pequenas, mas completamente autossuficientes, com um sistema de energia solar. Se isso já não fosse motivo de sobra para amar o projeto, então é bom saber que essas casas podem ficar prontas em apenas 8 horas, com a maioria de suas partes sendo desenvolvidas com uma impressora 3D.

De acordo com o Ciclo Vivo, a casa conta ainda com uma bateria para armazenar a energia extra. Graças à tecnologia, ela pode permanecer com energia suficiente para até duas semanas sem sol. Além disso, janelas especiais com isolamento térmico reduzem a necessidade de uso de ar condicionado e aquecedores.

Os primeiros modelos desenvolvidos pela empresa ganharam o nome de ModulOne e ModulTwo e, segundo seus criadores, podem ser instalados em qualquer superfície. Uma moradia de um dormitório com cozinha, sala e banheiro equipados pode ser reservada por US$ 64 mil (cerca de R$ 205 mil) na página da empresa, enquanto um modelo semelhante com dois dormitórios custa a partir de US$ 97 mil (aproximadamente R$ 315).

 

Fotos: Reprodução PassivDom/fonte:via

2,6 mil voluntários se unem para fazer da fronteira México-EUA o maior mural do mundo

Enrique Chiu é um artista de origem mexicana, baseado em Califórnia que está pintando o maior mural do mundo na fronteira com o México nos EUA. Como sinal de solidariedade, espalhando paz e união entre o muro fronteiriço, ele está liderando o esforço de embelezar a fronteira como uma resposta ao muro proposto pelo atual presidente dos Estados Unidos com o projeto ‘Mural da Irmandade’ (The Mural of Brotherhood).

Sua missão começou no início de 2017 como um projeto de embelezamento pessoal em sua casa de Tijuana. “O muro está enferrujado e sujo”, disse Chiu ao site Artnet. “Eles nunca fazem manutenção e eu queria embelezar isso para dar algo de volta à comunidade “.

Então ele começou a pintar, mas o projeto de Chiu coincidiu com uma das maiores atrocidades dos últimos tempos que foi a proposto do terrível muro separatista de Trump. Portanto, agora o artista espera criar um trabalho que abranja todo o comprimento do muro fronteiriço proposto pelo presidente ao longo da fronteira EUA-México, com quase 2.000 milhas de extensão.

Chiu está criando obras de arte junto com visitantes de todo o mundo – no momento já são cerca de 2.600 pessoas.

As imagens no mural incluem duas mãos que se aproximam, acompanhadas de pombas, muitas flores, áreas de puro azul destinadas a fundir-se com o azul do céu e, claro, slogans como “sem fronteiras”.

O próprio Chiu atravessou a fronteira junto com sua mãe aos 8 anos de idade e morou em Los Angeles por um ano ilegalmente. Depois de se mudar para Tijuana por dez anos antes de se dirigir para Long Beach, Chiu tornou-se um componente vital na crescente cena artística da cidade.

Ele explicou que o mural é para “todas aquelas pessoas que procuram uma vida melhor. Quem assume riscos enormes. Ou aqueles foram deportados e separados de suas famílias “.

O muro fronteiriço proposto por Trump avançou um passo para a realidade em 27 de julho, quando a Câmara dos Deputados aprovou um pacote de gastos de US $ 790 bilhões, incluindo US $ 1,57 bilhão para um muro de fronteira. O pacote de gastos agora vai para o Senado, onde se espera que enfrente uma forte oposição dos democratas, cujos votos serão necessários para passar.

 

Imagens: Reprodução/fonte:via