Qual o segredo da longevidade? Ratos-toupeiras-pelados não envelhecem

O rato-toupeira-pelado é um animal incrível que vem sendo estudado pelos cientistas há um bom tempo.

Ele parece ter todo o tipo de superpoder: pode ser atingido com ácido e não sentir dor, pode sobreviver por longos períodos de tempo sem oxigênio, possui dentes que funcionam como ferramentas multitarefa e tem uma percepção sensorial incrível. Além disso, é imune ao câncer e vive quase dez vezes mais do que seus outros parentes roedores.

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Agora, os pesquisadores descobriram que esses animais aparentemente também não envelhecem. A longevidade inacreditável dos ratos-toupeiras-pelados parece ser devido ao fato de que suas chances de morrer não aumentam com a idade.

A cada aniversário, o mesmo presente: maior chance de morte

A vida é dura para a maioria dos mamíferos – quanto mais velhos e espertos eles ficam, menos podem aproveitar toda essa sabedoria.

A matemática é simples: o risco de morte aumenta continuamente com a passagem do tempo.

A taxa de mortalidade em mamíferos geralmente segue o que chamamos de Lei de Gompertz-Makeham, uma equação que descreve o aumento das chances de morte com o envelhecimento de um indivíduo.

Nos seres humanos, o risco de mortalidade duplica quase todos os anos após os 30. Para os ratos-toupeiras-pelados, no entanto, nada muda. Segundo a pesquisadora Rochelle Buffenstein, vinculada à empresa Calico, o braço antienvelhecimento do Google, isso vai contra tudo o que sabemos em termos de biologia de mamíferos.

Os super-heróis

Buffenstein estuda esses animais há mais de 30 anos, tendo documentado cuidadosamente todas as mortes que ela presenciou.

Depois de estudar os registros de 3.299 ratos-toupeiras, a pesquisadora descobriu que o risco de mortalidade permaneceu de 1 em torno de 10.000 para o resto da vida dos roedores.

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Esses bichos atingem a maturidade sexual aos seis meses de idade. Com base no seu tamanho, sua expectativa de vida útil em laboratório deveria ser de cerca de 6 anos, mas alguns vivem mais de 30.

“Nossa pesquisa demonstra que os ratos-toupeiras-pelados não envelhecem da mesma maneira que os outros mamíferos. De fato, mostram pouco ou nenhum sinal de envelhecimento, e seu risco de morte não aumenta nem mesmo quando eles já passaram em 25 vezes sua idade de maturidade reprodutiva”, resumiu Buffenstein.

Segredo da longevidade

As descobertas recentes reforçam o que muitos cientistas já sabiam: que os ratos-toupeiras-pelados são animais excepcionais que podem aprofundar nossa compreensão dos mecanismos biológicos da longevidade.

De uma maneira geral, eles são muito bons em viver. Já descobrimos algumas das possíveis estruturas por trás dessa imunidade impressionante, mas a verdade é que não sabemos direito por que esses animais são tão melhores que nós quando se trata de saúde.

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Sem dúvida, os roedores precisam continuar sendo examinados para que possamos descobrir seus segredos.

Um artigo sobre o estudo foi publicado na revista eLife.

fonte:[via][ScienceAlert]

Foram descobertos os restos humanos mais antigos a migrar da África

Uma equipe internacional de pesquisadores identificou os restos humanos mais antigos dos primeiros Homo sapiens a deixarem a África.

O novo fóssil descoberto em Israel indica que nossa espécie migrou pela primeira vez cerca de 185 mil anos atrás, o que é 80 mil anos antes do que pensávamos.Os detalhes do estudo foram publicados em um artigo na prestigiada revista científica Science.

Divisor de águas

Quando exatamente os primeiros seres humanos modernos, conhecidos como Homo sapiens, deixaram seu berço de nascimento, a África, e se espalharam pelo mundo para conquistá-lo?Os cientistas tentam preencher esse quebra-cabeça há anos, afinal, esse foi um passo crucial no caminho para formar a sociedade que conhecemos hoje, dominada pelos humanos.

Por muitos anos, o consenso entre os arqueólogos colocava esse êxodo há 60 mil anos, cerca de 150 mil anos depois que os humanos modernos apareceram pela primeira vez.O novo fóssil muda completamente as ideias que tínhamos sobre a evolução humana recente, puxando essa migração para um momento muito anterior da nossa história. A nova evidência levanta a possibilidade de que os humanos modernos interagiram com outras espécies de seres humanos extintas por dezenas de milhares de anos.

O fóssil

Os pesquisadores encontraram um fragmento de mandíbula com oito dentes na caverna Misliya em 2002. O maxilar parecia ser de um humano moderno, mas somente agora pudemos demonstrar de forma conclusiva que essa hipótese estava correta.

A equipe internacional confirmou que a mandíbula pertencia a um ser humano moderno através da realização de tomografia computadorizada, da construção de um modelo virtual 3D e da comparação do fóssil com outros fragmentos humanos antigos da África, Europa e Ásia.

Os cientistas também investigaram o tecido sob as coroas dos dentes fossilizados, descobrindo que estava exclusivamente associado com humanos modernos.Três métodos separados de datação, conduzidos em três laboratórios distintos que não estavam cientes dos resultados dos demais, concluíram que os restos tinham entre 177.000 e 194.000 anos de idade.

Quebra-cabeça

Antes disso, a evidência mais antiga de seres humanos fora da África havia sido encontrada nos sítios arqueológicos Skhul e Qafzeh, em Israel, datados em 90.000 a 125.000 anos atrás.Os restos de Misliya foram descobertos em uma camada contendo ferramentas de pedra fabricadas com a técnica Levallois, usadas na região entre 250.000 e 140.000 anos atrás.

Se as ferramentas de Levallois estiverem associadas à disseminação de seres humanos modernos na área, isso indica que nossa espécie pode ter saído da África ainda mais cedo do que o fóssil de Misliya sugere.Nos últimos anos, descobertas de fósseis humanos modernos na China já haviam mostrado que as primeiras ondas de migração para a Eurásia tinham ocorrido mais cedo que pensávamos, entre 80.000 e 120.000 anos atrás, bem como estudos genéticos revelaram sinais de sexo precoce entre humanos e seus parentes evolutivos, os neandertais.

“A nova descoberta oferece a possibilidade de um primeiro êxodo ocorrendo tão cedo quanto 250.000 anos atrás, que é a data das ferramentas encontradas na caverna Misliya”, afirmou Israel Hershkovitz, professor de anatomia e antropologia da Universidade de Tel Aviv e um dos autores do estudo. “Se a evolução humana é um grande enigma com 10.000 peças, imagine que você só tem 100 para montar o quebra-cabeça. Todos os anos, conseguimos encontrar mais peças, mas ainda estamos longe de ter todas as que precisamos para ter uma ideia sólida de como nossa espécie evoluiu”.

Não é nosso parente

Curiosamente, as primeiras excursões de Homo sapiens da África para a Eurásia provavelmente terminaram em extinção.

As descobertas genéticas e arqueológicas sugerem que as pessoas que vivem fora da África hoje podem traçar sua ascendência para um êxodo que ocorreu há apenas 60 mil anos. A maioria dos estudos de DNA não conseguiu encontrar evidências dessas migrações mais antigas em nossos genes.

“Este achado está nos dizendo que provavelmente houve movimentos anteriores e posteriores de migração da África. Podemos ter saído da África e ido a novos ambientes, mas algumas populações e linhagens podem ter sido extintas repetidamente ao longo do tempo”, explicou Michael Petraglia, antropólogo do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana, que não esteve envolvido no estudo.

Em outras palavras, o indivíduo de Misliya não é necessariamente um antepassado direto dos humanos modernos. Talvez pertencesse a uma população que foi extinta, ou que trocou genes com neandertais e outros hominídeos na área.

fonte:[via][BBC, SMag]

Viajante encontra filhotes abandonados no deserto e decide levá-los numa jornada sem volta

Jordan Kahana, de 30 anos, sempre foi apaixonado por cachorros e estava prestes a adotar um quando seu escritório fechou para as festas de fim de ano. Ele planejou então uma viagem de carro pelos Estados Unidos.

Quando estava dirigindo por uma estrada mais afastada no deserto do Arizona, o viajante encontrou dois pequenos filhotes de cachorro abandonados. Sem pensar, ele levou os cães ao veterinário e, assim que os cãezinhos tiveram a forte desidratação curada, Jordan os adotou.

Isso tudo aconteceu em dezembro de 2016 e, daquele dia em diante, o trio tem sido uma equipe inseparável, viajando juntos pelos Estados Unidos. Jordan deu aos filhotes os nomes Sedona e Zeus e já viajou com os dois por mais de 48 mil km, passando por 35 estados do país.

Desde então, ele compartilha os momentos mais lindos e memoráveis de suas jornadas no Instagram e no YouTube e é claro por que as pessoas estão amando o “esquadrão da aventura”.

Dê uma olhada em algumas das imagens dessa linda história:

 

Fotos – Jordan Kahana | @jordankahana: fonte:via

Ele passou 12 anos fotografando a janela de um prédio de Istambul e o resultado é poesia pura

Há 15 anos, o fotógrafo e advogado Alper Yesiltas passa seus dias imaginando cenas e capturando memórias com sua câmera. Ele vive há 24 anos em Istambul, maior cidade da Turquia, e nos últimos 12 teve um outro prédio como vista a parir de seu quarto.

Do mesmo ângulo, ele fez diversos retratos da janela que ficava em frete à sua, em diferentes épocas do ano. Algumas dessas fotos foram postadas na internet e chamaram a atenção das pessoas. Duas viraram capas de livro e uma ganhou as paredes de uma exposição.

Um dia, os donos do prédios tomaram uma decisão que afetou suas imagens.

Confira o resultado:

Enquanto o prédio estava sendo demolido, Alfer conseguiu tirar a última foto.

Alfer Yesiltas

fonte:via