Fotógrafo viaja 40 mil km pela Sibéria para fotografar popular indígena local

Depois de viajar 85 países por 9 anos em busca de conhecer de verdade o mundo em que vivemos, o fotógrafo russo Alexander Khimushin concluiu que, por mais infinitamente diverso que seja, o que de mais incrível o planeta tem a nos oferecer é algo que justamente ele encontrou por toda parte: as pessoas. Dessa conclusão há 3 anos e meio nasceu o projeto “The World in Faces” (O mundo em rostos, em tradução livre), que visa celebrar em fotografias a diversidade e a beleza do mundo através de retratos de pessoas comuns.

Depois de milhares de retratos pelo mundo todo, há um ano Alexander vem se dedicando à população indígena da Sibéria e da Mongólia – locais, segundo ele, onde tradições e culturas ancestrais permanecem vivas. A ida a tais lugares mais remotos se encontra justamente com sua busca pelo desconhecido. As fotos aqui dispostas são de populações siberianas.

#2 Sakha Young Woman

Sakha Young Woman

40 mil quilômetros foram viajados sozinhos por Alexander em uma SUV, com somente a missão de capturar rostos e tradições dos grupos indígenas por lá. Embora muitos ainda sejam maioria nessas regiões, outros grupos estão à beira da extinção, o que oferecia à missão do fotógrafo um sentido ainda mais significativo. O mundo é de fato um local imenso, com uma população verdadeiramente plural – e necessariamente bela, como as fotos de Alexander revelam.

#3 Dukha Woman

Dukha Woman

 

#4 Even Young Woman

Even Young Woman

#5 Oroqen Young Man

Oroqen Young Man

#6 Ulchi Little Girl

Ulchi Little Girl

 

#7 Buryat Young Woman

Buryat Young Woman

 

#8 Uilta Girl

Uilta Girl

#9 Sakha Young Woman

Sakha Young Woman

 

#10 Yukagir Man

Yukagir Man

#1 Dolgan Girl

Dolgan Girl

 

#2 Ulchi Woman

Ulchi Woman

#3 Sakha Girl

Sakha Girl

#5 Ulchi Girl

Ulchi Girl

 

#7 Uilta Little Girl

Uilta Little Girl

#8 Sakha Girl

Sakha Girl

#9 Evenki Little Girl

Evenki Little Girl

© fotos: Alexander Khimushin/fonte:via

Inteligência artificial decifra alguns mistérios do antigo manuscrito de Voynich


Usando inteligência artificial, pesquisadores da Universidade de Alberta (Canadá) deram um grande passo para desvendar o significado de um documento que vem sendo indecifrável há cem anos: o manuscrito de Voynich.

Nomeado em homenagem a Wilfrid Voynich, um comerciante de livros que colocou suas mãos no texto em 1912, o manuscrito de 240 páginas tem 600 anos e está preenchido com uma linguagem aparentemente codificada e ilustrações esquisitas, confundindo linguistas e criptógrafos há décadas.

Criptograma mais importante do mundo

 

O manuscrito de Voynich contém centenas de páginas frágeis, sendo que algumas estão faltando. Escrito à mão, o texto vai da esquerda para a direita e a maioria das páginas também possui desenhos, como plantas, figuras humanas nuas e símbolos astronômicos.

É difícil decifrar o seu significado porque o documento está escrito em um código desconhecido para disfarçar uma linguagem que não sabemos qual é – uma dupla incógnita que se revelou, até agora, impossível de se resolver.

Considerado o criptograma mais importante do mundo, foi examinado por incontáveis mentes profissionais e amadoras, inclusive criptógrafos que trabalharam decifrando comunicações inimigas na Segunda Guerra Mundial.

Várias teorias foram levantadas ao longo dos anos, incluindo que o documento foi criado usando esquemas de criptografia semialeatórios; anagramas; ou sistemas de escrita em que as vogais foram removidas. Alguns até sugeriram que o manuscrito é uma “pegadinha” altamente elaborada.

A primeira batalha foi ganha

Já que as máquinas estão aí para dominar o mundo mesmo, pelo menos podemos usá-las a nosso favor. Tendo em vista que muitos seres humanos falharam na tarefa, estava na hora de recorrer a um cérebro que poderia processar esse texto com o escrutínio necessário: a inteligência artificial.

Os cientistas da computação Greg Kondrak, especialista em processamento de linguagem natural, e Bradley Hauer, seu estudante de pós-graduação, decidiram fazer o teste. O primeiro passo era descobrir o idioma do manucristo criptografado. Para esse fim, uma inteligência artificial (IA) estudou o texto da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, escrito em 380 línguas diferentes, procurando por padrões.

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Em seguida, a IA passou para o Voynich, concluindo com uma alta taxa de certeza que o texto foi escrito em hebraico codificado. Kondrak e Hauer ficaram surpresos, uma vez que entraram no projeto pensando que ele havia sido elaborado a partir do árabe.

A segunda batalha está em curso

Ótimo, está em hebraico. Mas como esse hebraico foi codificado? O segundo passo da pesquisa foi testar hipóteses de criptografia propostas por cientistas ao longo do tempo. A principal delas é que o texto havia sido criado com alfagramas, ou seja, a palavra é substituída por um anagrama ordenado alfabeticamente (por exemplo, MANUSCRITO seria ACIMNORSTU).

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Armados com o conhecimento de que o texto foi originalmente codificado em hebraico, os pesquisadores desenvolveram um algoritmo que poderia levar esses anagramas a criar palavras hebraicas reais. “Mais de 80% das palavras existiam em um dicionário hebreu, mas não sabíamos se faziam sentido juntas”, contou Kondrak.

Para o passo final, os pesquisadores decifraram a frase de abertura do manuscrito, apresentando-a a um colega cientista da computação e falante nativo de hebraico, Moshe Koppel. Decepcionantemente, Koppel disse que ela não formava uma frase coerente em hebraico.

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Novamente com a ajuda do computador, no entanto, depois de algumas correções ortográficas, a frase foi convertida em uma sentença em hebraico que pode ser traduzida para o inglês (e agora para o português): “She made recommendations to the priest, man of the house and me and people” ou “Ela fez recomendações para o padre, o homem da casa, eu e as pessoas”.

Vencendo a guerra

Essa é uma maneira muito bizarra de se abrir um manuscrito de 240 páginas, mas pelo menos faz algum sentido.

De acordo com Kondrak, o significado completo do texto não será conhecido até que historiadores de hebraico antigo tenham a chance de estudar o texto decifrado.

Além disso, a equipe está planejando aplicar o seu algoritmo a outros manuscritos antigos, destacando o potencial da IA nesse campo de estudo.

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https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a6/Voynich_Manuscript_%2812%29.jpg

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https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/26/Voynich_Manuscript_%28141%29.jpg

Resultado de imagem para manuscrito de Voynich

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https://vivimetaliun.files.wordpress.com/2018/03/614cf-el-manuscrito-voynich.jpg

https://i1.wp.com/www.gazetadopovo.com.br/ra/mega/Pub/GP/p4/2016/08/26/CadernoG/Imagens/Cortadas/1006227_quarter-klnD-U20771339086i4G-1024x768@GP-Web.jpg

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0f/68r.jpg

https://k09.kn3.net/B3D924DDF.jpg

fonte:[via][Gizmodo]

No Irã, mulheres tiram o lenço e desafiam autoridades

Desde 1979, quando a Revolução Islâmica mudou os rumos do Irã, as mulheres do país são obrigadas a usar o hijab, um conjunto de vestimentas que esconde o corpo e o rosto, sempre que saem em público. Mas o combate à imposição está crescendo.

Desde dezembro, ao menos vinte moradoras da capital Teerã foram detidas por protestar contra a lei, de acordo com fontes locais. Elas seguiram o exemplo de Vida Movahed, que, no fim do ano passado, subiu em uma caixa de fiação elétrica no centro da cidade, tirou o hijab e o pendurou num galho.

Segundo testemunhas, ela ficou lá por cerca de 40 minutos até ser levada pela polícia. De acordo com a advogada Nasrin Sotoudeh, Movahed passou semanas presa por causa do protesto, o que incentivou a onda de apoio.

De acordo com o código penal iraniano, aparecer em público sem o hijab pode resultar em pagamento de multa de 500,000 rials (cerca de R$ 42) ou até dois meses de detenção. Apesar disso, o número de mulheres que desafia a regra tem crescido.

A ativista Masih Alinejad, criadora da campanha My Stealthy Freedom (algo como “Minha Liberdade Escondida”), tem usado suas páginas no Facebook e no Twitter para divulgar imagens dos protestos.

Ao The Guardian, Alinejad declarou que as manifestações não são contra o hijab, mas a favor da liberdade: “A obrigação de usar o hijab é o símbolo mais visível da opressão contra as mulheres no Irã. (…) Essas mulheres não estão protestando contra uma peça de roupa, mas sim por nossa identidade, nossa dignidade e nosso direito de escolha. Nosso corpo, nossa escolha”, declarou.

Fotos via My Stealthy Freedom /fonte:via

Este é Duke Ellington, o gato que cuida de pacientes de um hospital dos EUA ronronando

Um membro da equipe de um hospital na cidade de São Francisco, na Califórnia, é mais do especial e vem fazendo toda diferença na vida dos pacientes do centro de terapia intensiva do local. O nome do ‘médico’ é Duke Ellington Morris e suas especialidades são: encantar, acalmar e deixar todos com quem encontra completamente apaixonados, pois ele é um gato.

O felino frequenta o estabelecimento médico como um gato de terapia e seu jeito carinhoso e paciente é um verdadeiro consolo aos pacientes e à equipe do local.

A história de Duke com o hospital começou em novembro de 2010, quando ele chegou ao San Francisco Animal Care and Control, um abrigo de animais da cidade. Logo ele conquistou o coração de uma garota de 5 anos chamada Isa Morris, e de sua mãe, Jennifer Morris.

As duas estavam visitando o abrigo quando encontraram Duke, que acabava de ser trazido, faminto, abandonado da rua.

Alguns dias depois, elas voltaram para levar Duke para casa. Mas primeiro, Jennifer teve que explicar à garotinha que o gato não se ajustaria imediatamente à vida familiar. “Ele vai encontrar a cama ou a mobília mais próxima e esconder-se lá”, contou ao The Dodo.

Mas Duke tinha outros planos. Ele entrou e começou a supervisionar o apartamento se já fosse o proprietário”, disse Jennifer.

“Naquele mesmo dia foram pessoas em casa e Duke apenas pulou em seus colos e ronronou”, contou. “Então nós percebemos que quando alguém tocava a campainha, Duke era o primeiro a chegar na porta, esperando a pessoa entrar para poder cumprimentá-lo”.

Logo ficou claro que Duke queria dar mais voltinhas e abraços do que a garota mais entusiasmada poderia oferecer e então Jennifer o matriculou no Programa de Terapia Animal assistido pelo hospital.

“Ele foi a duas sessões diferentes para ver como se saía e passou com louvor”, disse Jennifer. “Eles fizeram todos os tipos de testes. Um grupo inteiro de funcionários do hospital sentou-se na sala e Duke fez as voltinhas indo de pessoa em pessoa”.

Dois anos atrás, Duke se juntou a 17 animais – todos eles cães – que assistem pacientes no UCSF Medical Center. Duke foi designado para a unidade de terapia intensiva.

“Eles precisam ser muito, muito calmos e precisam trabalhar bem com novas pessoas”, acrescenta. “E eles precisam gostar de ser acariciados por estranhos.

Duke tem tudo isso e na verdade ele eleva os espíritos dos pacientes ronronando para cada um deles.

“Alguns de nossos pacientes querem muito ver um gato. Alguns deles gostam de gatos em geral. E outros pacientes têm gatos em casa e sentem falta de seus gatos. Então é bom ver em Duke um substituto”, diz Elizabeth Fernandez, representante sênior de informações públicas do UCSF.

Duke deixa que cada pessoa o abrace o quanto quiser antes de passar para o próximo paciente.

Um carrinho o ajuda a se locomover. “Inicialmente, uma das enfermeiras levava Duke de pessoa para pessoa”, diz Jennifer. “Mas Duke não gostava da sensação de não poder ver tudo. Daí tentamos uma cadeira e ele gostou, mas isso não permitia que os pacientes o acariciassem muito bem. Então, finalmente, alguém veio com a ideia do carrinho”.

Agora o carrinho de Duke está sempre estacionado na UTI fazendo o trabalho que ele nasceu para fazer. No fim do dia ele vai para casa com a menina que lhe deu uma chance de uma vida feliz.

Imagens: Reprodução/fonte:via