Rastros de dinossauros são encontrados em estacionamento da NASA

O primeiro centro espacial da NASA, localizado em Greenbelt, Maryland, parece destinado a grandes descobertas da ciência: inaugurado em 1959, o local uniu a era espacial à era dos dinossauros.

Isso porque, em 2012, um caçador de fósseis chamado Ray Stanford estava saindo do estacionamento do centro espacial quando percebeu um traço da presença de nodossauro em uma rocha.


Retirada da rocha de terreno da NASA

Anos de escavações e pesquisas depois, Ray e outros cientistas divulgaram um estudo para relatar o que descobriram: a rocha, cuja área tem cerca de 2 metros quadrados, guarda 70 vestígios de oito espécies diferentes de animais, entre dinossauros e mamíferos.

Trata-se de uma das primeiras evidências capazes de indicar que as duas classes de animais conviveram no passado, já que a datação dos sinais, de 100 milhões de anos atrás, mostra que eles foram feitos em períodos próximos.

Martin Lockley, paleontólogo da Universidade do Colorado, explicou que a equipe acredita que o local tenha sido um pântano, por isso tantas marcas foram preservadas.

Além de indicar a presença de dinossauros como um nodossauro adulto (um herbívoro quadrúpede) acompanhado por um filhote e espécies parecidas com o velociraptor, o T-rex e um pterossauro (um réptil voador que não é exatamente um dinossauro), as marcas também indicam a presença de mamíferos, do tamanho de cachorros ou de esquilos, andando juntos, provavelmente em busca de alimento.

 

Fotos via NASA

Foto de capa via Wikimedia Commons/fonte:[via]

Estudo mostra que definitivamente que a mudança climática está deixando ursos polares famintos

 

É possível que você tenha visto o chocante vídeo divulgado no último mês de dezembro pela ONG Sea Legacy e pela National Geographic que mostra um urso polar que não passa de pele e osso lutando para erguer a cabeça. O vídeo causou uma grande discussão sobre os reais impactos do aquecimento global nos animais do Ártico. Agora novas informações sobre o tema foram publicadas na revista Science.

O estudo confirma que o derretimento do gelo dificulta a caça às focas, principal alimento dos ursos, e que a probabilidade de que eles morram de fome em breve é alta.

 

A principal novidade trazida pelo estudo é que ursos polares gastam muito mais calorias diariamente do que inicialmente pensado. Eles queimam 12.325 calorias por dia, 60% a mais do que estudos anteriores estimavam. Eles passam 35% do tempo descansando, mas mesmo assim queimam toda esta energia. Os ursos passaram 28% do tempo andando e apenas 0,3% do tempo nadando.

Nove ursos selvagens fêmeas foram acompanhados por dois anos, entre 2014 e 2016, no Mar de Beaufort (norte do Alaska). Cada animal recebeu um GPS com câmera para que os pesquisadores soubessem o que, exatamente, cada urso estava vendo e fazendo. Eles também receberam sensores para que fosse determinado quanto tempo por dia eles passam ativos ou descansando.

O equilíbrio energético foi determinado com base nas observações de vídeo e exames de sangue, massa do corpo e composição do corpo. A conclusão é que cada urso polar fêmea solitária precisa ingerir uma foca adulta, ou três sub-adultas, ou 19 recém-nascidas a cada 10 a 12 dias para manter o equilíbrio de energia.

Com base nas imagens registradas pelas câmeras dos animais, os pesquisadores observaram que os ursos passam 90% do tempo da caça esperando pelas focas que emergem da água em busca de ar. Os ursos que conseguiram comer focas ganharam peso, enquanto os ursos que não comeram ou que passaram o tempo vasculhando por restos de alimento passaram fome.

“Nosso estudo revela que ursos polares dependem das focas”, diz o autor principal, Anthony Pagano, biólogo do U.S. Geological Survey. Os ursos esperam por horas até que as focas saiam da água e as atingem na cabeça com um golpe com as patas da frente para que fiquem atordoadas. Então as puxam pelo pescoço para o gelo e as matam. “Os ursos são muito melhores em fazer isso do que qualquer outro método de caça”.

Os ursos não são nada bons em caminhar, pois perdem muita energia. Ao mesmo tempo, eles conseguem recuperar esta energia rapidamente, já que um urso de 500kg consegue comer 100kg de carne de foca em apenas um dia. Isso seria o mesmo que uma pessoa de 50kg comer 10kg de comida em uma refeição.

 

Quanto mais longe os ursos têm que caminhar para caçar, mais peso eles perdem. Depois de perder as reservas de gordura, eles perdem o músculo, o que dificulta ainda mais perseguir presas para comer.

Pior ainda, eles perdem ainda mais energia ao nadar, apesar de conseguirem fazer isto por uma longa distância. “Conforme o gelo derrete mais e mais cedo, os ursos são forçados a nadar mais e mais, para alcançar as populações de foca”, diz um dos autores, Blaine Griffe, biólogo da universidade Brigham Young (EUA). Uma das focas observada por ele nadou 685km em nove dias, e perdeu 22% da massa corpórea, além de ter perdido um filhote que ainda mamava.

Duas vezes durante todo o estudo, os animais foram capturados para ter o sangue e urina coletados, além de passar por outros exames. Eles eram analisados de perto por 8 a 11 dias. Neste período, quatro ursos perderam 10% da massa do copo, com média de 1% ao dia. Isso é 4 vezes a perda de energia que ursos que estão sem comer absolutamente nada longe do litoral gastam por dia.

Um dos ursos perdeu 19kg, incluindo massa magra, em 10 dias. Este urso em particular até perdeu uma chance muito fácil de capturar uma foca que passava ao seu lado.

Mais da metade dos animais deste estudo perderam massa corporal. Outros estudos mostram que de 1983 até 2000, mais e mais animais estão passando fome na primavera, muito antes do verão, época em que o gelo derrete e a caça de focas fica mais difícil.

As mudanças climáticas estão afetando o Ártico muito mais rapidamente que qualquer outra região, e o gelo sobre o mar está diminuindo 14% por década. Mesmo durante o inverno de 2018, satélites mostram que há quase 2 mil quilômetros quadrados a menos de gelo do que a média entre os anos de 1981 a 2010. Ao final da primavera, em maio, o gelo já está quebradiço e demora muito mais tempo para se formar em setembro.

Caso os resultados do estudo sejam validados pela comunidade científica, ele é a prova de que a perda de gelo sobre o mar tem um impacto sobre os ursos polares muito maior do que se acreditava.

Segundo estimativas, existem entre 20 mil a 30 mil ursos polares em 19 grupos espalhados pelos Estados Unidos, Canadá, Groenlândia, Noruega e Rússia. Quatro dessas populações já estão diminuindo, entre elas o grupo do Mar de Beaufort, que já diminuiu em 40% nos últimos 10 anos. Cinco grupos estão estáveis e simplesmente não há informações sobre os outros para saber o que está acontecendo com eles.

Confira mais informações no vídeo da revista Science abaixo:

 

Choque de Cultura da vida real: Caminhoneiro estraga relíquia arqueológica no Peru

As linhas de Nazca são localizadas ao sul do Peru, entre os Vales de Ingenho e Nazca e são consideradas um dos patrimônios da humanidade desde 1994. No final de janeiro, um caminhão saiu da estrada e danificou três das figuras. Segundo o Ministério da Cultura do país, a área afetada tem 100 metros de comprimento por 50 de largura.

Criadas por uma civilização que viveu no atual território do Peru entre 300 a.C. e 800 d.C., as misteriosas linhas de Nazca intrigam geólogos e historiadores de todo o mundo. Os 500 geóglifos desenhados no chão árido representam animais, plantas e formas geométricas numa área de 490 quilômetros quadrados. Algumas das imagens chegam até 270 metros de diâmetro.

De acordo com o Ministério da Cultura do Peru, que fez uma inspeção no local, a passagem do caminhão criou “faixas profundas” no local. Depois de danificar as linhas de Nazca, o motorista do caminhão voltou para a estrada e continuou seu caminho.

Uma pessoa, que também viajava pelo local, gravou tudo com o celular e o vídeo foi publicado nas redes sociais. O motorista foi localizado cerca de três horas depois, perto da cidade de Nazca. Inicialmente, ele seria condenado a uma prisão preventiva de nove meses e a pagar uma multa equivalente a R$ 4,9 mil. No entanto, decidiu-se que não havia provas suficientes de que ele havia entrado no sítio arqueológico propositalmente e foi liberado.

Ele ainda será julgado e pode ficar até seis anos preso.

 

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Já é possível alugar um apê temático de Harry Potter

Os fãs de Harry Potter já podem preparar as malas sem precisar se preocupar com o destino da viagem. Depois de embarcar na plataforma 9 ¾ da estação King’s Cross, em Londres, eles só poderiam ir diretamente para Hogwarts, não é mesmo? E um pedacinho deste universo pode ser encontrado neste incrível apartamento temático localizado em Edimburgo, no Reino Unido.

Com espaço para até quatro pessoas, o apê conta com dois quartos. O primeiro deles recria um dormitório em Gryffindor, com cama king size em estilo clássico, enquanto o segundo conta com uma cama de casal e é inspirado no Hogwarts Express. Ambos dormitórios são equipados com televisões de 43”, para caso os hóspedes queiram assistir a um dos filmes do bruxinho enquanto se sentem parte da produção.

De acordo com o site OMGFacts, a cozinha e sala de estar do apartamento também são inspiradas nos espaços comuns de Gryffindor. O destaque especial fica para alguns itens que pertenceram à própria J.K. Rowling e são usados para compor a decoração do ambiente, como uma mesa e a moldura de um espelho.

As reservas já estão praticamente esgotadas para o ano de 2018, mas ainda restam algumas poucas datas disponíveis para aqueles que sonham em se hospedar neste luxuoso apartamento temático. Para isso, basta acessar o site do imóvel e estar disposto a pagar £ 149 por noite (cerca de R$ 680). Alguma dúvida de que vale a pena?

 

Todas as fotos: Reprodução/fonte:[via]