O que esse peixe está fazendo dentro dessa criatura translúcida?

Crédito: Wayne MacWilliams

O mar profundo tem alguns habitantes muito estranhos, como o peixe acima, que gosta de se esconder (muito mal) dentro de uma criatura transparente.

O clique foi feito pelo fotógrafo Wayne MacWilliams, durante um mergulho nas águas ao largo da costa de Singer Island, em Palm Beach, no estado americano da Flórida.

No meio do abismo negro, ele capturou esse momento particularmente fascinante. “Estas criaturas bonitas são interessantes e bizarras, para dizer o mínimo. Fiz este tipo de mergulho algumas vezes e planejo fazer mais”, disse MacWilliams ao MailOnline.

Esconderijo

De acordo com os biólogos pelágicos e fotógrafos subaquáticos baseados no Havaí, Sarah Matye e Jeff Milisen, a criatura translúcida carregando o peixe na barriga é conhecida como salpa.

Salpas são organismos caracterizados por corpos gelatinosos de forma cilíndrica, que movem-se bombeando a água longitudinalmente através dos seus corpos, ao mesmo tempo que a filtram para reter o plâncton, seu único alimento conhecido.

Crédito: Wayne MacWilliams

“Este peixe, um Holocentridae, não está sendo comido pela salpa, mas sim está vivendo dentro dela e se escondendo. O animal se abriga onde puder no vazio oceânico, e uma salpa é uma ótima casa”, dizem os cientistas ao portal IFLS.

Ou seja, embora ocultar-se dentro de um animal transparente pareça uma má ideia, não é o caso. No fundo do mar, é na verdade uma boa opção para passar despercebido.

fonte:[via] [IFLS]

6 animais incrivelmente invisíveis

Alguns animais são muito bons em camuflagem e podem de fato se esconder bem em seu ambiente. Mas e quanto a tornar-se completamente invisível?

Para ser realmente transparente, um organismo não pode refletir nem absorver luz. Não é uma tarefa simples, mas alguns animais a fazem quase com perfeição.

Principalmente os que vivem no meio do oceano e têm poucas opções para se esconder. Nas profundezas, onde tudo é escuro, os predadores nem têm olhos, de forma que ser transparente não é necessário. Animais que vivem mais próximos da superfície podem emitir luz para confundir predadores. Animais que vivem próximos do chão do oceano podem se camuflar na areia ou se esconder nos corais.

Já na região oceânica conhecida como zona pelágica, nenhuma dessas alternativas está presente, e é onde a maioria dos animais invisíveis vivem – é uma característica tão popular por lá que a transparência evoluiu de forma independente várias vezes em animais completamente não relacionados.

Polvo-de-vidro (Vitreledonella richardi)


O polvo-de-vidro é quase completamente transparente. Essa criatura gelatinosa pode ter até 45 centímetros, se incluirmos seus tentáculos, e vive 300 a 1.000 metros abaixo da superfície em águas tropicais e subtropicais de todo o mundo.

É totalmente invisível aos predadores, exceto por seu sistema digestivo, nervos ópticos e olhos. Mas o animal faz de tudo para disfarçar essas partes opacas de seu corpo – por exemplo, seus olhos são alongados de forma a produzirem a menor sombra possível.

Lula-de-vidro (Cranchiidae)


Cranchiidae é uma família de lulas-de-vidro que contém cerca de 60 espécies. Elas vivem na região pelágica dos oceanos em todo o mundo, entre 200 e 1.000 metros abaixo do nível do mar.

Embora seus corpos sejam inteiramente transparentes, seus grandes olhos são opacos, o que é um problema, pois os predadores nadando abaixo delas podem facilmente ver a sombra que tais olhos lançam.

No entanto, as lulas usam uma forma inteligente de camuflagem para escondê-los. Fotóforos – órgãos sob seus olhos – produzem uma luz que parece muito semelhante à luz solar filtrada de cima, de modo que torna a lula completamente invisível para quem nada abaixo dela.

Verme marinho (Tomopteris)


Este gênero de vermes planctônicos marinhos é quase completamente transparente, o que torna extremamente difícil para os predadores caçá-los.

Paradoxalmente, pelo menos 11 espécies no grupo também podem emitir cores brilhantes e luminosas. A maioria brilha azul, mas uma espécie, Tomopteris nisseni, é uma das únicas criaturas desse tipo no planeta que pode produzir luz amarela.

Alguns vermes do gênero podem até distrair predadores liberando uma parte brilhante de seu corpo chamada parapodia, fazendo com que eles persigam o alvo errado.

Salpa (Salpidae)


Uma salpa é uma criatura completamente transparente que se alimenta bombeando água através de seu corpo gelatinoso e filtrando o fitoplâncton que há nela. Embora se pareça um pouco com a água-viva, é mais sofisticada e mais intimamente relacionada com peixes e vertebrados.

Salpas têm corações e brânquias e podem se reproduzir sexualmente. Também podem se clonar e formar colônias de organismos conectados.

Borboleta transparente (Greta oto)


Todos os animais transparentes que lhe apresentamos até agora vivem no mar, e há uma boa razão para isso. Para ser transparente, é preciso ser composto de coisas que não absorvem nem refletem a luz. Esta é uma tarefa difícil para plantas e animais que vivem em terra, porque há uma diferença muito grande entre o índice de refração dos tecidos vivos e do ar.

O índice de refração de um material descreve a rapidez com que a luz viaja através dele. A luz viaja mais rápido no vácuo. Em geral, quanto mais denso um material, mais tempo a luz leva para atravessá-lo e maior o seu índice de refração.

Como o tecido biológico é muito mais denso do que o ar, quando as ondas de luz passam pelo tecido corporal, diminuem a velocidade. Isso faz com que a luz mude suas direções e se disperse, causando reflexões que tornam o animal visível.

No mar, há menos diferença entre o índice de refração da água e dos tecidos biológicos, de modo que a transparência é uma tarefa mais fácil. Outra razão pela qual não conseguimos ver através de animais em terra é porque os organismos precisam de pigmentos como a melanina para protegê-los da radiação ultravioleta do sol.

No entanto, existem algumas exceções à regra, como essa borboleta que vive na América Central. Embora nem todo o seu corpo seja transparente, suas asas são, de forma que é difícil para os predadores rastreá-la durante o voo.

Cientistas examinaram essa parte de seu corpo sob um microscópio eletrônico e encontraram pequenos nanopilares espalhados aleatoriamente e em diferentes comprimentos. Parece que o tamanho e a distribuição aleatória dessas estruturas em nanoescala ajudam a borboleta a minimizar os reflexos de suas asas.

Caracol transparente (Zospeum tholussum)


Outra exceção à regra é um caracol translúcido (Zospeum tholussum) descoberto na caverna mais profunda da Croácia. Cientistas descobriram o animal vivendo a 980 metros subterrâneos em Lukina Jama-Trojama, em uma câmara cheia de rochas e areia com um pequeno córrego.

O bichinho pertence a um gênero de caracóis terrestres minúsculos que habitam cavernas escuras e subterrâneas e não conseguem se mover sozinhos. Os pesquisadores acreditam que eles usam água corrente para se transportarem.

Mesmo translúcido, o caracol ainda é bastante visível, o que destaca o quão difícil é para animais terrestres alcançar o que outros fazem tão facilmente nos oceanos.

fonte:[via] [BBC]

Fotógrafo recebe 180 pessoas do mundo todo para exaltar a beleza das sardas

A melhor parte de saber que padrões de beleza não existem é poder conhecer e apreciar infinitos tipos de belezas, cada uma com seu charme e graça. O fotógrafo inglês Brock Elbank decidiu celebrar o encanto e a singularidade das sardas em pessoas de diversas origens e etnias diferentes.

Das 6.500 pessoas que se ofereceram para participar da série, o fotógrafo selecionou 180 “sardas” de lugarem tão diversos quanto a Europa, todas as Américas, África, Ásia e Austrália – o mundo todo, portanto, foi até Londres para mostrar suas sardas a Brock.

A série foi naturalmente batizada de “Freackles”, ou simplesmente “Sardas”. Junto da beleza das fotos, a série também ilustra a luta de cada um para cuidar de suas peles. A série será exposta no museu Regionmuseet Kristianstad, na Suécia, de maio a outubro de 2018, e um livro com as fotos será lançado em setembro.

As infinitas e encantadoras sardas do trabalho de Elbank podem ser vistas também em seu site e seu perfil no Instagram.

 

© fotos: Brock Elbank/fonte:via

Após perder o filho em um acidente, pai cria santuário para 300 gatos e volta a sorrir

Se alguém passar pela casa de Chris Arsenault, em Medford, Nova York, e vir os 300 gatos que lá vivem, provavelmente consideraria o condutor de trem aposentado de 58 anos, uma pessoa excêntrica e até mesmo maluca, mas isso é só porque não conhece sua história com os felinos.

No verão de 2006, cerca de dois meses depois que Chris perdeu seu filho Eric, de 24 anos, em um acidente de moto, ele encontrou vários filhotes de gatos em um trilho em Long Island. Havia mais de duas dúzias de gatinhos e Chris soube, apenas olhando para eles que, se ele os deixasse, morreriam. Então, levou todos para casa, cuidou, os alimentou e lhes deu uma casa. Eles, por sua vez, o ajudaram o pai de luto a lidar com a dor de perder seu filho.

“Havia 30 gatinhos e eles estavam doentes. Eu sabia que se os deixasse lá, eles morreriam, então eu os trouxe para casa comigo”, disse Chris ao New York Post. “Depois que meu filho morreu, esses gatos me deram algo para fazer”.

Nos anos seguintes, Arsenault começou a trabalhar com vários abrigos de animais e instituições de caridade, adotando mais gatos e expandindo seu abrigo até o ponto em que ele poderia acomodar confortavelmente mais de 300 felinos feridos. A não ser o pequeno quarto, onde ele dorme e come, o amante dos animais desistiu de toda a sua casa e do quintal para os gatos, e passa a maior parte do tempo enchendo potes com comida e água, limpando o lugar e certificando-se de que os gatos estejam felizes e saudáveis.

Fundada em 2006, o Happy Cat Sanctuary foi financiado a partir do bolso de Chris Arsenault e de doações que recebeu ao longo dos anos. E cuidar de mais de 300 gatos não é barato. Em 2016, ele gastou mais de 100 mil dólares em alimentos e remédios para seus felinos e ele mesmo administra alguns dos medicamentos para reduzir os custos. No entanto, ele sempre entra em contato com veterinários se o problema médico é algo que ele não pode lidar.

No ano passado, Arsenault gastou US $ 22.000 em contas veterinárias para seus gatos, mas ele considera cada centavo bem gasto. Sem o seu santuário, a maioria, senão todos esses gatos teriam sido sacrificados.

“Quando eu abro a porta do meu quarto, há cerca de 50 ou 60 gatos esperando por mim”, disse Arsenault. “A maioria desses gatos foi maltratada ou abandonada quando chegou ao santuário, por isso foi realmente uma coisa realmente gratificante poder dar-lhes uma casa e um lugar que eles se sentem seguros”.

Para saber mais sobre The Happy Cat Sanctuary e o incrível trabalho de Chris Arsenault, ou para fazer uma doação para a causa de gatos abandonados, confira seu site oficial e sua página do Facebook.

Imagens: Reprodução/fonte:via