Mulher e cachorra lutam unidas contra a mesma doença: o câncer de mama

Sara Page, de 54 anos, ficou com o coração partido quando descobriu que sua amada cadela, Freyja, de nove anos, tinha câncer de mama terminal. Os veterinários disseram que a situação era tão grave, que provavelmente o tratamento com quimioterapia não adiantaria e deram apenas 6 meses de vida para ela.

Sara e seu marido decidiram lhe dar o máximo de amor e atenção para fazê-la feliz em seus últimos momentos de vida.

“Notavelmente, foi devido a Freyja que Sara foi diagnosticada, enquanto ela pulava, pegando seu peito e lembrando-a de reservar uma mamografia – algo que as mulheres são automaticamente convidadas a fazer a cada três anos, depois de completar 50 anos. Ela continuou: “Nós estávamos assistindo TV, quando um gato apareceu na tela e Freyja ficou louca.

“Ela pulou e estava latindo como louca, mas quando ela fez isso, ela pegou meu peito esquerdo com sua pata. Pensei em mim mesmo “Eu devo perseguir minha mamografia”.

Foi então que ela descobriu que também estava com câncer de mama agressivo e um tumor de 33 cm no seio esquerdo.

Ao longo de sua radioterapia e quimioterapia, Sara temia perder Freyia: “Era tão cruel que Freyja e eu estivéssemos lutando contra o câncer de mama ao mesmo tempo”, disse ao Jornal Metro.

Sara, que vive com seu marido, Rob, 44 anos, acredita que seu fiel animal de estimação desafiou seu prognóstico de seis meses para ajudá-la a melhorar. “Eu realmente acredito que os cães tenham um sexto sentido. Eu acho que Freyja sobreviveu para ficar e me ajudar a batalhar contra o câncer”, contou.

“Se ela tivesse morrido, não sei o que eu teria feito sem ela. Eu teria estado tão sozinho com Rob trabalhando tanto. Essa cachorra é minha melhor amiga e eu precisava dela ao meu lado.

Atualmente o câncer de Sara está em remissão e, surpreendentemente já se passaram 4 anos e Freyja continua a seu lado.

Imagens: Reprodução/ fonte:[via]

Casa sustentável, móvel e autossuficiente começa enfim a ser comercializada

A Ecocapsule não é nenhuma novidade para quem acompanha o Hypeness. Falamos sobre essa casa móvel sustentável no ano passado por aqui e muita gente ficou sonhando em viver em um espaço assim.

As primeiras 50 unidades da residência já estão à venda e podem ser encomendadas diretamente no site dos fabricantes, por € 79,900 (ou cerca de R$ 320 mil). Com pouco mais de 8 m², a casa gera sua própria energia através de painéis fotovoltaicos e de energia eólica, coleta e filtra a água para consumo e pode ser transportada para qualquer lugar do mundo.

A unidade já vem equipada com banheiro completo, além de mesa, armários e uma cama dobrável com colchão. Construído com fibra de vidro e aço, o (i)móvel acomoda até duas pessoas confortavelmente.

A empresa garante ainda que, após o envio das primeiras 50 unidades, uma nova leva de Ecocapsules estará disponível, sendo vendida por um preço mais baixo – ainda não definido. Para reservar um lugar na fila de espera, é necessário realizar um depósito no valor de € 300. Clique aqui para saber mais.

 

Fotos: Divulgação/fonte:[via]

Mergulhador explica como seu corpo começou a inchar após acidente a 30 metros de profundidade

O peruano Alejandro Ramos não chega a ter 1,60 metro de altura, mas possui braços com medidas altamente desproporcionais ao formato de corpo que possui.

Seus ombros mal cabem na jaqueta azul que um amigo adaptou com tecido nas mesma cor para que seus braços pudessem entrar, isso porque roupas comuns não servem mais.

Ramos, conhecido como Willy, foi vítima de um caso até então inédito no ramo em que trabalha. Ele é mergulhador e, há quatro anos, minutos após ter emergido da água, seu corpo começou a inchar, mantendo-se assim desde então.

Seus bíceps possuem 62 e 72 cm. Junto dos ombros e do peitoral, estão enormes e acima das medidas do restante do braço. Suas costas, cintura e coxas também têm um volume mais elevado que o normal. Além do fator estético, que lhe causa constrangimento e até depressão, ele sente dor nos ossos e chiado no peito toda vez que respira.

Para Willy, tudo isso é reflexo de um acidente sofrido no final de 2013, quando mergulhava a mais de 30 metros de profundidade em busca de mexilhões presos a penhascos e barrancos submarinos.

Os mergulhadores como ele trabalham de forma artesanal e passam horas desprendendo mexilhões de onde são encontrados. O tempo que passam submersos na água congelante é determinado pela “necessidade de urinar“, como explicam profissionais de Pisco, cidade 230 km ao sul de Lima, capital do Peru.

“Subia para urinar às vezes, mas achava que era uma perda de tempo”, recorda-se Willy, que já chegou a ficar até oito horas lá dentro sem ter que ir ao banheiro.

Os trajes usados por Willy são feitos de câmara de pneu de caminhão e custam 183 dólares (cerca de 596 reais), durando por até quatro anos. Eles são grandes e largos, cabendo várias camadas de roupas protegidas por baixo, o que ajuda a proteger das baixas temperaturas da água.

Como foi o acidente

Willy estava protegido e trabalhando normalmente quando, quase no fim da jornada, ele notou que a mangueira em sua boca estava lhe roubando ar ao invés de fornecê-lo.

Os tripulantes que estavam na superfície se encarregavam de receber o produto coletado e colocar gasolina em uma máquina a cada 90 minutos. Essa máquina comprime o ar e o envia ao mergulhador por meio de uma mangueira. Pescadores de marisco como Willy não usam reguladores, o que garante oxigênio por até 15 minutos em caso de emergência.

Naquela tarde, uma lanche se aproximou muito da embarcação de Willy e a hélice deste barco rompeu a mangueira e obrigou o mergulhador a subir 36 metros de uma só vez e em poucos minutos.

Qual o problema nisso? 

O ar nessa profundidade sofre alterações físicas por conta da alta pressão, passando a ser 78% composto por um gás que o corpo humano não usa: o nitrogênio. A pressão faz com que ele se dissolva e se abrigue no tecido adiposo. Porém, no retorno à superfície, o nitrogênio entra no sistema sanguíneo e volta ao sistema gasoso.

Por conta disso, o mergulhador precisa subir em etapas, parando de tempos em tempos, em um trajeto que pode levar horas para ser concluído. Isso tudo para dar tempo do gás viajar pelos vasos enquanto ainda tem pouco volume até chegar aos pulmões, por onde são expelidos do organismo.

Ao não seguir a recomendação, o mergulhador corre o risco de ver o gás se espalhar por seus ossos, gerando necrose, a morte de um tecido por falta de irrigação.

No dia do acidente, quando chegou na superfície, Willy teve de recorrer a uma manobra arriscada para retomar a descompressão que não foi feita: voltar a submergir à mesma profundidade e subir respeitando as paradas de segurança.

Ele assumiu o risco e foi. Uma lancha próxima emprestou um compressor para que ele tivesse oxigênio. Mas os tripulantes deste barco estavam com pressa, pois haviam terminado a jornada de trabalho e queriam ir ao porto vender a mercadoria.

A pressa falou mais alto que a solidariedade e eles foram embora, deixando Willy sem ar. Assim, ele conseguiu cumprir apenas 30 minutos das duas horas de percurso. O mergulhador chegou ao hospital “inchado como uma batata”, segundo ele mesmo. “Foi um milagre eu ter me salvado. Agradeço a Deus que, bem, fiquei deformado, mas estou vivo… Ainda que, às vezes, eu fique triste porque não queria estar nesta situação”, disse.

O tratamento

Willy buscou ajuda médica, mas os profissionais jamais haviam visto algo semelhante. Pediram uma ressonância magnética, mas o exame é caro e precisa ser feito em uma parte do corpo por vez. Só o ombro custa, ao menos, 488 reais, valor muito alto para alguém sem renda. Mesmo trabalhando, Willy teria dificuldades, pois não ganhava mais de 97 reais por dia.

A repercussão do caso, porém, fez com que a solidariedade tomasse o país. O mergulhador apareceu em programas de TV e o Centro Médico Naval resolveu bancar seu tratamento.

Nas últimas semanas, Willy fez ressonâncias magnéticas, ultrassons e exames de medicina nuclear que tanto precisava. Ainda não é certo que a deformação tenha sido causada pelo acidente de mergulho. Há médicos que acreditam na possibilidade de um tumor que, coincidentemente, tenha se manifestado naquele momento. Para isso, os exames precisam ser extensos.

Por enquanto, seu tratamento se resume a controlar dores e realizar uma cirurgia no quadril, porque a necrose dos ossos na região está em estágio muito avançado.

Ele será operado gratuitamente, mas precisa bancar a prótese. Willy, porém, não perde a esperança e acredita que uma ONG ou empresa possam se sensibilizar a fazer uma doação ao tomarem conhecimento do caso.

Com informações da BBC. 

Fotos: foto 1: Feliciano Herrera/Reprodução; foto 2: V. M. Vásquez/Reprodução; foto 3: V. M. Vásquez/Reprodução; foto 4: Feliciano Herrera/Reprodução/ fonte:[via]

Esses retratos realistas são feitos com linhas e agulha

A artista estadunidense Cayce Zavaglia cria retratos únicos. Com base em um ensaio fotográfico do modelo que ela mesma faz em seu estúdio, ela escolhe a foto que melhor captura a personalidade da pessoa para inspirar um retrato feito à mão, com linha e agulha. Seu objetivo é primeiramente enganar quem vê o seu trabalho para que pense que é uma pintura. Depois que a pessoa percebe que não se trata de tinta e sim de linhas, ela pede aos observadores que se afastem da obra e vejam o trabalho com novos olhos.

Este trabalho requer uma paciência que não se encontra em muitas pessoas, e envolve milhares de linhas.


Para Cayce, o verso do bordado tem ainda mais valor do que a frente, pois um emaranhado caótico é formado, e isso reflete a bagunça emocional que todo ser humano tem dentro de si. Por isso, uma de suas exposições de chama “Verso”, sobre o lado que as pessoas escondem dos outros, especialmente na era das fotografias compartilhadas nas redes sociais. “Todos acham que os outros têm uma família perfeita, mas ao mesmo tempo, todos sabem que toda família tem coisas que são dolorosas”, aponta ela.

“Todo mundo tem um lado que todo mundo vê e também um lado escondido que é muito complicado e cheio de camadas”, diz a artista, originalmente especialista em retratos com tinta e pincel.

Cayce costuma retratar membros de sua família e amigos, por sentir dificuldade em captar a essência de pessoas desconhecidas. “Fazer esses retratos diz tudo sobre essas pessoas que eu não consigo dizer com palavras”, explica ela. “Este trabalho é sobre minha família, mas espero que ajude outros a ver a beleza em sua própria família”.

Uma particularidade de seu trabalho é que apesar de belíssimo, ele não é feito para agradar a pessoa retratada, e as imperfeições da pele e do rosto da pessoa são mantidas. “É uma celebração da beleza comum”, explica.

Para ela, o bordado é uma linguagem familiar para todos, já que a humanidade vem trabalhando com linha e costura há centenas de anos. “Meu trabalho eleva o ordinário”, resume ela.

Confira abaixo vídeo sobre o trabalho da artista Cayce Zavaglia:

 
 fonte:[via] [Sploid]