As 15 esculturas fantásticas feitas totalmente com coisas que ninguém mais quer

O artista urbano português Artur Bordalo cria belas esculturas de animais utilizando um material pouco ortodoxo: lixo.Bordalo recupera resíduos da rua a fim de retratar a natureza com os elementos que a ameaçam.

Embora tenha começado sua obra em Portugal, Bordalo já fez esculturas por todo o mundo. Suas últimas viagens apresentam paradas na Estônia e nos EUA.

Confira alguns de seus trabalhos mais interessantes:

Raposa

Fuinha

Ouriço

Iguana

Coelho

Gato

Pelicano

Esquilo

Camaleão

Sapo

Flamingos

Abelha

Lobo

Suricates

Baleia

Para saber mais sobre Bordalo, acesse seu website ou página no Instagram.

fonte:via[BoredPanda]

O algoritmo simples que as formigas usam para construir pontes

Mesmo sem nenhum inseto responsável, as formigas-correição trabalham coletivamente para construir pontes usando seus corpos a fim de se locomover pela selva.

Uma nova pesquisa americana revelou as regras matemáticas simples que levam a esse comportamento grupal complexo.

Um artigo sobre as descobertas foi publicado na revista Journal of Theorical Biology, incluindo membros do Instituto de Tecnologia de Nova Jérsei, Universidade Harvard, Universidade de Scranton e Universidade James Madison.

O segredo logístico

As formigas-correição formam colônias com milhões de indivíduos, mas não têm casa permanente. Elas vivem atravessando a selva todas as noites em busca de novos locais de alimentação.

Ao longo do caminho, realizam cálculos logísticos para se locomover, incluindo construir pontes com seus próprios corpos.

Os insetos gerenciam essa coordenação sem nenhum líder e com recursos cognitivos mínimos – cada formiga é praticamente cega e tem um cérebro minúsculo incapaz de entender esse elaborado movimento coletivo.

Regra número um

Quando formigas em marcha encontram uma lacuna no seu caminho, elas diminuem o passo. O resto da colônia vem atropelando os indivíduos parados.
Neste ponto, conforme explica um dos autores do estudo, Simon Garnier, diretor do Swarm Lab do Instituto de Tecnologia de Nova Jérsei, duas regras simples tomam lugar.

A primeira delas diz às formigas paradas que elas devem permanecer assim, afinal de contas, outras formigas estão andando pelas suas costas. Se alguém passasse por cima de você, você também provavelmente não se mexeria.

Este mesmo processo se repete nas outras formigas: quando passam a primeira e se deparam com o buraco, elas também congelam e são “pisoteadas” por insetos vindo atrás. Desta forma, as formigas constroem uma ponte longa o suficiente para abranger qualquer espaço a sua frente.

Regra número dois

O comportamento não é tão simples assim, no entanto. Considere um obstáculo em V na frente das formigas: elas têm a possibilidade de contorná-lo, mas percorrer todo o caminho pode ser cansativo demais. Construir uma ponte na parte mais larga da lacuna minimizaria a distância, só que elas nem sempre fazem isso – podem percorrer um pedaço do caminho e criar uma ponte menor, por exemplo. Isso sugere que algum outro fator desempenha um papel nesse cálculo inconsciente.

As formigas presas na “ponte” não estão disponíveis para outras tarefas. A qualquer momento em uma marcha, uma colônia pode manter 40 a 50 pontes, formada com uma a 50 formigas. Isso significa que até 20% da colônia pode ficar “presa” em pontes a cada vez. Neste ponto, uma rota mais curta não vale a pena se muitas formigas são necessárias para criar uma ponte mais longa.

Só que as formigas não têm ideia de quantas das suas companheiras de colônia estão livres. E é aí que a segunda regra entra. À medida que as formigas individuais formam pontes, elas criam uma “sensibilidade” por serem pisoteadas. Quando o tráfego sobre suas costas diminui – talvez porque muitas outras formigas estão ocupadas construindo outras pontes -, a formiga descongela e retorna à marcha.

Comportamento evoluído que ainda não conseguimos emular

Com base nas observações dessas formigas na selva panamenha em 2014, os pesquisadores criaram um modelo que quantifica a sensibilidade dos insetos ao trânsito em cima deles, e prevê quando uma colônia vai superar um obstáculo e decidir, em certo sentido, que é melhor dar a volta em vez de criar uma ponte.

A evolução aparentemente equipou esses animais com os “algoritmos” certos para agir coletivamente da melhor forma possível.

Muitos pesquisadores trabalhando no desenvolvimento de robôs têm dificuldade em criar tais algoritmos que permitirão que suas máquinas realizem feitos semelhantes. Esse estudo pode ajudá-los; de qualquer forma, a natureza parece estar muito à frente da tecnologia nesse quesito, cumprindo tarefas de forma mais confiável e a um menor custo.

Por fim, é muito possível que existam mais comportamentos inexplorados envolvidos nesse processo do que essas duas regras simples. “Nós descrevemos as formigas como simples, mas nem entendemos direito o que elas estão fazendo. Sim, elas são simples, mas talvez não sejam tão simples quanto pensamos”, opinou Melvin Gauci, pesquisador da Universidade Harvard, que estuda robotização coletiva.

fonte:via[QuantaMagazine]

Espécime gigante da aranha mais tóxica do mundo é encontrado

Uma aranha-teia-de-funil macho de 7,8 centímetros de comprimento foi capturada na Austrália e enviada para o Australian Reptile Park, um zoológico a 50 quilômetros de Sydney.

Esse é o segundo maior espécime da aranha mais tóxica do mundo já recebido pelo parque. Ou seja, é um animal com o qual ninguém gostaria de se deparar.

Colossus

Por conta de seu tamanho, a aranha recebeu o nome de Colossus. A largura de suas pernas é de 7,8 centímetros, enquanto normalmente aranhas-teia-de-funil machos atingem “apenas” entre 1 a 5 centímetros.

Bizarramente, Colossus nem sequer é o maior indivíduo da sua espécie já encontrado. O Australian Reptile Park recebeu Big Boy em janeiro de 2016, um macho com enormes 10 centímetros.

Venenosa

Todas as aranhas-teia-de-funil são perigosas. O veneno mais tóxico entre as 35 espécies é certamente da aranha-teia-de-funil de Sydney (Atrax robustus), que pode facilmente matar um humano adulto.

Para completar, os machos dessa espécie não são apenas agressivos, como podem se esconder em habitações humanas em época de acasalamento, conforme vagueiam em busca de uma companheira.Sua mortalidade, no entanto, é exatamente o que torna seu veneno valioso. Essas aranhas são capturadas e enviadas ao zoológico justamente para a fabricação de antídotos, o que tem garantido que ninguém morra de uma mordida de teia-de-funil desde 1981, ainda que 30 a 40 pessoas sejam mordidas a cada ano.

Janeiro e fevereiro são os meses de pico para esses predadores. Eles preferem locais úmidos, frescos e sombreados, incluindo interior de sapatos, lavanderias e pilhas de lenha. Se você mora na Austrália, fique atento e tente chamar o controle local de pragas caso encontrar um espécime.

Como o antídoto é feito

O Australian Reptile Park possui um programa que extrai o poderoso veneno dessas aranhas uma vez por semana, sem matá-las. Ele é enviado em seguida para um laboratório que produz o antídoto.

A mordida das aranhas-teia-de-funil é fatal apenas para primatas e insetos. O fato de que nos atinge é provavelmente uma sacanagem evolutiva, já que primatas não são presas desse animal.

Coelhos, que não são afetados pelo veneno, são injetados com ele para que seus sistemas imunológicos produzam anticorpos contra o invasor, sem prejudicar o animal.

Estes anticorpos são então colhidos para criar o remédio que neutraliza a toxicidade dessa aranha quando injetado em seres humanos mordidos.

fonte:[via][ScienceAlert]

‘Mensagem do além’ é encontrada em cemitério descoberto no Egito

Nas grandes cidades ancestrais, que foram cenários do apogeu de antigas civilizações, um buraco mais fundo pode significar a descoberta de grandes tesouros arqueológicos. Localizada ao sul da capital Cairo, uma escavação recente na cidade egípcia de Menia revelou uma grande necrópole com mais de 2 mil anos e 40 sarcófagos. Dentre joias, cerâmicas, máscaras, estatuetas, jarros e outros artefatos, um colar vem se destacando pela singeleza de um detalhe: uma inscrição onde se pode ler “Feliz ano novo” em hieróglifos.

Segundo os arqueólogos, trata-se literalmente de uma mensagem enviada do além – curiosamente a descoberta aconteceu justamente na virada do ano passado para 2018. Para além da simpática mensagem, trata-se de uma descoberta realmente imensa: mais de 40 múmias, jarros com órgãos internos mumificados dentro, oito tumbas e mais de 1000 estatuetas já foram encontradas na necrópole.

Acredita-se que o cemitério seja de um importante sacerdote egípcio de Toth, o antigo deus da lua e da sabedoria, assim como de sua família. Espera-se que as descobertas ajudem a aquecer o turismo no país, tão importante para a economia do Egito, que vem sofrendo uma queda radical desde as turbulências políticas de 2011 para cá.

Trata-se, no entanto, somente do início da descoberta: a equipe de arqueólogos ligada ao Ministério das Antiguidades do Egito garante que serão precisos ao menos 5 anos para que o trabalho seja realmente concluído.

São muitos anos-novos ao longo de 5 anos: quem sabe ao longo do trabalho, novas mensagens também não aparecem ao longo desse tempo.

 

© fotos: Reuters/EPA/fonte:via