Projeto de escola na região rural do Tocantins é eleito o melhor edifício educacional do mundo

Na zona rural do interior do Tocantins, a escola da Fazenda Canuanã recebe quase 800 alunos de 7 a 18 anos em regime de internato – além de estudar durante o dia, eles moram lá mesmo, no que era um alojamento pouco confortável. Hoje, a escola, redesenhada, é digna de prêmio internacional.

O projeto foi escolhido como melhor representante da Arquitetura Educacional no prêmio Building of the Year, promovido pelo Arch Daily. Inaugurada há 44 anos e mantida graças à Fundação Bradesco, a escola era uma morada, mas não um lar. Tudo mudou graças à parceria com o Instituto A Gente Transforma, do arquiteto Marcelo Rosenbaum (aquele do quadro Lar Doce Lar, do Caldeirão do Huck).

O que antes eram grandes alojamentos com 20 beliches, pensados para comportar 40 estudantes cada, com separação de meninos e meninas, hoje são quartos para até seis alunos, mantendo a separação nos pavilhões masculino e feminino.

Antes de começar a desenhar o projeto, a equipe conversou com as crianças e adolescentes para entender seus anseios. O pedido mais frequente foi por um prédio mais fresco – situada na transição entre Cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica, a região da escola vê os termômetros se aproximarem dos 40 graus no verão.

Os arquitetos do escritório Aleph Zero também visitaram as casas das famílias para entender melhor o contexto local, descobrindo elementos que poderiam ajudar os alunos a se sentir em casa e entendendo como a população enfrenta as dificuldades climáticas.

Painéis de palha trançada, tijolos de solo cimento (mistura de terra, areia e água), chão de cimento queimado e madeira laminada fazem parte do projeto. Um dos objetivos foi valorizar o senso de individualidade dos jovens, entregando um novo mobiliário com gaveta para guardar os pertences, abajur e espelho para cada aluno.

Adjacente aos dormitórios foram criados espaços de convivência, como sala de televisão, local para leitura, varandas, pátio e redes, entre outros. Ricardo Figueiredo, diretor da escola, contou ao Estadão que os quartos, inaugurados no início de 2017, foram sentidas de imediato: “Elas estão muito mais tranquilos, passaram a valorizar o silêncio, cuidam muito da estrutura”, comentou.

 

Fotos © Leonardo Finotti/fonte:via

Fotógrafo cria retratos incríveis para nos lembrar a beleza das galinhas

O trabalho de um bom fotógrafo é capaz de, com uma imagem ou um tema para um ensaio, tocar em diversos assuntos com profundidade sem precisar de uma palavra sequer – e, muitas vezes, nos encantar e fazer refletir ao mesmo tempo que pode nos divertir, por exemplo. É esse o caso do curioso e inesperado trabalho dos fotógrafos italianos Moreno Monti e Matteo Tranchellini que, encantados desde sempre com a beleza das aves, depois de conhecerem um criador dono dos galináceos mais bonitos que já tinham visto, decidiram por fazer das galinhas o alvo de suas lentes e objeto de seu último ensaio fotográfico.

A beleza das aves é impactante, e perceber um animal normalmente pouco reconhecido por sua beleza com tanta elegância, confiança e pose nas fotos da dupla nos faz pensar em muitas coisas – desde sobre os padrões de beleza de modo geral, até sobre a singularidade de cada ser vivo e a beleza que todo mundo tem, chegando até mesmo a questionamentos sobre como uma fotografia produzida pode revelar o que há de belo nas coisas mais inusitadas. Afinal, basta olhar as fotos para concordar com os fotógrafos: as galinhas são de fato espetaculares.

As penas parecem transformadas em vestidos e adornos, como colares, jóias e cachecóis, e a fleuma de cada animal é tanta que é como se soubesse da própria beleza. As galinhas e galos se comportam, nas fotos, como verdadeiros modelos profissionais. O projeto exibe suas galinhas em uma conta no Instagram.

O encanto sobre as galinhas e galos foi tanto que Moreno e Monti decidiram transformar as centenas de fotos que tiraram incessantemente em um livro. Chicken: The Photographic Collection (ou Galinha: A Coleção Fotográfica) está em campanha na plataforma de financiamento coletivo Kickstarter e, pelo visto, o charme e a graça dos animais não conquistaram somente a dupla de fotógrafos: faltando ainda mais de um mês para o fim da campanha, o livro já levantou o dobro da meta original.

 

© fotos: Moreno Monti/Matteo Tranchellini/fonte:[via]

O que está escrito na mais antiga mensagem deixada dentro de uma garrafa

Uma família australiana encontrou a mensagem mais antiga do mundo deixada em uma garrafa, quase 132 anos depois de ter sido jogada no mar.Especialistas confirmaram que é uma mensagem autêntica escrita por membros de um navio alemão.

A nota na garrafa, datada de 12 de junho de 1886, foi enviada ao mar a partir do navio alemão Paula, como parte de um experimento sobre rotas marítimas do Observatório Naval Alemão.Anteriormente, o recorde mundial do Guinness para a mensagem mais antiga em uma garrafa era de 108 anos, entre ter sido lançada e encontrada.

A descoberta

Tonya e Kym Illman encontraram a garrafa enquanto caminhavam pelas dunas de areia em uma praia remota da Austrália, ao norte da ilha de Wedge, no dia 21 de janeiro.

“Tonya viu muito lixo no chão e queria ajudar recolhendo um pouco”, disse seu marido Kym à BBC.

“Tonya tentou desatar a corda ao redor do papel, mas era bastante frágil, então a levamos para casa e a colocamos no forno por cinco minutos para secá-la. Em seguida, nós a desenrolamos e vimos a escrita”, contou.

Havia uma mensagem redigida à mão que pedia ao leitor que descobrisse a garrafa para entrar em contato com o consulado alemão. A família também notou a data de 12 de junho de 1886 e o nome do navio, Paula.

A confirmação

No começo, a família pensou que a data tão antiga era uma farsa ou pegadinha. Mesmo assim, pesquisaram sobre a garrafa online e a levaram para especialistas no Western Australian Museum.O Dr. Ross Anderson, curador assistente de arqueologia marítima do museu, confirmou o achado em conjunto com colegas da Alemanha e Holanda.

“Incrivelmente, uma pesquisa de arquivo na Alemanha encontrou o Jornal Meteorológico original do [navio] Paula e havia um registro de 12 de junho de 1886 feito pelo capitão sobre a garrafa à deriva que havia sido jogada ao mar. A data e as coordenadas correspondiam exatamente com a mensagem da garrafa”, explicou o Dr. Anderson à BBC.

A letra em ambos os papéis também correspondia.

Complicações

A garrafa foi lançada ao mar no sudeste do Oceano Índico, e provavelmente alcançou a costa australiana dentro de 12 meses, onde ficou enterrada sob a areia.Milhares de garrafas foram jogadas ao mar durante os 69 anos da experiência alemã, mas até agora apenas 662 mensagens e nenhuma garrafa foram devolvidas. Antes dessa, a última nota encontrada foi na Dinamarca em 1934.

A garrafa descoberta na ilha de Wedge estava exposta, sem qualquer rolha ou outro tipo de fechamento, parcialmente preenchida com areia úmida. Como ficou “principalmente enterrada”, a nota permaneceu preservada.De acordo com os especialistas, o furo estreito de 7 milímetros da abertura da garrafa e o vidro grosso ajudaram a amortecer e preservar o papel dos efeitos da exposição total aos elementos, proporcionando um microambiente favorável à conservação do papel a longo prazo.

fonte:[via][BBC]

Artista capta a reação dos outros ao seu corpo para contestar os padrões

Oito anos atrás, a fotógrafa norte-americana Haley Morris-Cafiero estava posando para seu assistente na Times Square, em Nova York, para um projeto que a documentaria em locais onde ela não se sente confortável. Ao olhar as imagens, percebeu que uma delas captou o momento em que um homem desconhecido parecia rir de seu corpo.

Foi assim que surgiu a ideia do projeto Wait Watchers (um jogo de palavras com “Weight Watchers”, os “Vigilantes do Peso”). Desde então, Haley tem fotografado a si mesma realizando atividades mundanas na rua, como tomar sorvete ou olhar um mapa.

Sem que percebam, outras pessoas são flagradas reagindo negativamente à presença da fotógrafa, apenas por causa de seu corpo. Entre olhares de reprovação a risadas ou piadas, ela captou tantos momentos do tipo que o projeto virou exposição e livro.

Para captar as reações em lugares diversos, ela viajou até o Peru, Panamá, Alemanha, França e República Tcheca para fotografar, além de percorrer cidades norte-americanas como Memphis, Nova York e Chicago, mostrando que a vontade de tomar conta do corpo alheio não escolhe localização.

 

Fotos por Haley Morris-Cafiero /fonte:via