As imagens fantásticas deste fotógrafo Russo vão te transportar para um mundo improvável

Alguns fotógrafos parecem ter o dom de capturar imagens que nos fazem sonhar. O russo Platon Yurich explora ao máximo este talento, clicando fotografias de um mundo impossível.

Com um olhar apurado e muita habilidade em edição de imagens, Platon cria cenários únicos e repletos de fantasia. Membro da União Russa de Fotógrafos de Arte, ele também compartilha este talento através do Instagram, onde conta com mais de 220 mil seguidores.

Em seu mundo, o céu pode se transformar em fragmentos de um quebra-cabeças, o universo inteiro pode estar do lado de fora da janela e é possível se balançar em uma nuvem de sonhos. Quando não está clicando imagens fantásticas, Platon também trabalha com retratos, fotografias urbanas e filmagens.

Confira só mais algumas de suas incríveis criações:

 

Fotos © Platon Yurich /fonte:[via]

Gigantescas manchas de cocô levam à descoberta de um super colônia de pinguins

Um grupo de pesquisadores de vários países conseguiu encontrar uma mega colônia de pinguins-de-adélia ao observar imensas manchas de cocô em imagens de satélite. Esses animais vivem na ilhas de Danger Islands, na Antártida.

Depois de notar os sinais, os pesquisadores foram às ilhas, tiraram fotos e contaram o número de pinguins dessa colônia, e o resultado impressiona: 1,5 milhões. Isso surpreendeu os pesquisadores, uma vez que a apenas 160km dali, aves da mesma espécie estão vivendo em condições não muito promissoras.

O número de pinguins-de-adélia está em declínio há 40 anos na Península Antártica. Os pesquisadores já sabiam que eles provavelmente viviam na região norte da península, mas a dificuldade de acesso havia os impedido de chegar até lá até agora, então eles supuseram (erroneamente) que as populações dali também estivessem minguando.

O nome Danger Islands (Ilhas do Perigo) não é uma brincadeira. O explorador que a nomeou no século XIX, James Clark Ross, sabia do que estava falando. As águas ao redor do conjunto de ilhas são agitadas e contêm pedaços grandes de gelo mesmo durante o verão. Este local é de difícil acesso, e as expedições científicas para lá são raras.

Por isso, a ecologista Heather Lynch, da Universidade Stony Brook (EUA) fez uma parceria com Mathew Schwaller, que trabalha na NASA, para analisar as populações de pinguins da isolada região através de imagens de satélite. As fotos revelaram enormes manchas de cocô de pinguim, sugerindo que muitas aves viviam ali. A observação motivou uma expedição às ilhas em 2015, envolvendo profissionais das universidades de Oxford, Louisiana State, Woods Hole Oceanographic Institute e outras instituições.

Logo depois da chegada, a equipe percebeu que contar pinguim por pinguim seria impossível. Para completar essa missão monumental, eles usaram um drone modificado para conseguir imagens em ângulo olho de peixe para observar melhor o aglomerado de pássaros. As fotos foram unidas em um mosaico massivo, mostrando quatro ilhas em 2D ou 3D.

De volta ao laboratório, os pesquisadores usaram um tipo de Inteligência Artificial para analisar a montagem, contando meticulosamente cada ninho de pinguim. No total, eles encontraram 751.527 casais, sem contar os filhotes e solteiros.

Curiosos sobre a evolução da colônia, os pesquisadores tiveram acesso a imagens antigas de satélite do mesmo conjunto de ilhas e observaram que o grupo de aves vive ali pelo menos desde 1959. “Cientificamente, enquanto este é um enorme número de “novos” pinguins, eles são novos apenas para a ciência”, diz o co-autor da pesquisa, Tom Hart, pesquisador de Oxford.

Os pesquisadores estão curiosos para saber porque essa colônia continua populosa enquanto suas vizinhas do lado oeste da península estão diminuindo. A diminuição das outras colônias tem sido justificada pelo aquecimento global, segundo Mike Polito, pesquisador da Louisiana State University.

É possível que esse sucesso deva-se às condições do gelo sobre o mar na região ou quantidade de alimento disponível. Mas essas hipóteses ainda devem ser investigadas.

Mesmo assim, o estudo pede maior proteção às colônias do lado oeste, que estão mais expostas à atividade humana e que estão em declínio. O trabalho foi publicado na revista Scientific Reports.

fonte:[via][Gizmodo]

Múmias de 5 mil anos são as mais antigas com tatuagens de animais

A tradição de tatuar animais na pele começou muito cedo na história humana: pesquisadores descobriram duas múmias egípcias de quase 5.300 anos com os mais antigos desenhos figurativos do mundo.

3Alojadas no Museu Britânico em Londres, no Reino Unido, as múmias são agora uma evidência de que as pessoas já se tatuavam na África mais de mil anos antes do que pensávamos anteriormente.

Um artigo sobre o achado foi publicado na revista científica Journal of Archaeological Science.

A história das múmias

A datação por radiocarbono indicou que essas múmias morreram em algum momento entre 3351 e 3017 aC. Ambas foram encontradas próximas ao antigo assentamento de Gebelein, no período pré-dinástico do Egito, pouco antes do primeiro faraó e da unificação do país.

Seus corpos foram preservados naturalmente devido ao ambiente seco e quente das areias do deserto, sem qualquer embalsamento ou técnicas especiais de preservação.

Curiosamente, a arte corporal das duas múmias egípcias passou despercebida pelo Museu Britânico por quase 120 anos, apesar de elas terem sido objeto de múltiplos estudos e exames. As tatuagens parecem apenas manchas escuras sob luz natural; graças a novas técnicas de infravermelho, agora conhecemos sua verdadeira natureza.

As tatuagens provavelmente foram feitas pela inserção de fuligem na derme (uma camada intermediária da pele).

“O uso dos métodos científicos mais recentes, incluindo tomografia computadorizada, datação por radiocarbono e imagens infravermelhas, transformou nossa compreensão das múmias de Gebelein”, disse Daniel Antoine, um dos principais autores da pesquisa e curador de antropologia do museu.

As tatuagens

Uma das múmias, um homem conhecido como Gebelein Man A, possui um touro selvagem ligeiramente sobreposto a um carneiro-da-barbária no braço. Os animais foram identificados devido à sua popularidade na arte egípcia pré-dinástica, e eram muito provavelmente utilizados como símbolo de poder e virilidade.

A outra múmia, uma mulher conhecida como Gebelein Woman, tem uma série de símbolos em forma de S pelo ombro, talvez simbolizando status, bravura, proteção mística e conhecimento mágico.

A tatuagem mais antiga conhecida do mundo pertence a Ötzi, também conhecido como Homem do Gelo ou Múmia do Similaun, a múmia de um homem que morreu nos Alpes de Venoste, na fronteira entre a Áustria e a Itália, por volta de 3370 a 3100 aC.

No entanto, enquanto o Gebelein Man apresenta desenhos de material da vida real, como animais, as tatuagens de Ötzi consistem em pontos e traços simples. Isso significa que o Gebelein Man possui as primeiras tatuagens figurativas conhecidas já descobertas. A Gebelein Woman, por sua vez, é o primeiro exemplo de mulher tatuada descoberto.

fonte:[via][IFLS]

Fotógrafo é acusado de racismo após criar modelo negra com técnicas de 3D

Em tempos em que é cada vez mais complicado distinguir o que é ou não real na internet, a obra inovadora de um artista britânico causa discussões e acusações: o fotógrafo autodidata Cameron-James Wilson começou a estudar a criação em 3D e, como resultado, criou a modelo Shudu Gram.

A existência dela passou quase que despercebida por praticamente um ano, até que a conta da marca de cosméticos Fenty Beauty, de Rihanna, republicou uma de suas fotos. A fama chegou de repente, e Wilson decidiu revelar que Shudu era sua criação.

Apesar de muitos seguidores – já são quase 60 mil – elogiarem sua beleza (alguns sem nem saber que se trata de uma criação tecnológica), a “Primeira Supermodelo Digital do Mundo”, como define Wilson, também tem causado controvérsia online.

Isso porque, de acordo com comentários no Instagram e no Twitter, o fotógrafo “descobriu uma maneira de lucrar com as mulheres negras sem ter de pagá-las”. “Nojento”, “problemático” e “assustador” são alguns dos adjetivos usados para descrever Shudu.

Por outro lado, o fotógrafo defende seu trabalho dizendo que leva muito tempo e dedicação para criar cada imagem. Ele ressalta ainda que ela não é usada comercialmente, nem é uma forma de substituir modelos reais, negras ou brancas, mas sim um jeito que ele encontrou para expressar sua criatividade.

 

Fotos: Reprodução/Cameron-James Wilson /fonte:[via]