Ela sofreu um infarto e começou a fazer pinturas que vão bugar sua mente

A artista canadense Alex Garant, natural do Quebec, viveu uma história que mudou completamente o curso de sua vida. Ela faz faculdade de arte, mas o mundo corporativo e as obrigações do dia-a-dia a fizeram se afastar da carreira. Foi quando, em 2012, com 30 anos, ela sofreu um infarto. “Enquanto caminhava dentro do hospital, sabia que precisava focar minha vida na arte”, disse em depoimento publicado no Bored Panda.

Esta tragédia fez com que Alex compreendesse que a única coisa que tem valor real é o tempo que temos no planeta. “Eu precisava trabalhar com a minha arte, trabalhar com o meu legado e, mais do que nunca, precisava expressar esta nova energia através das imagens”, conta.

Depois de semanas de repouso na cama, ela finalmente fez uma imersão em seu estúdio, focando em um novo corpo de trabalhos que representassem seu renascimento. Alex passou a criar retratos totalmente analógicos com ilusão de ótica. “Era uma técnica que experimentei na escola de arte, mas nunca abracei completamente – até agora”. Ela se comprometeu com o estilo, criando uma marca registrada que lhe rendeu o título informal de “rainha dos olhos múltiplos”.

Desde então, a artista nunca parou de explorar novas formas de trazer imagens vibrantes para seus retratos. Elementos duplicados, formas sobrepostas e características faciais multiplicadas estão sempre presentes em suas obras. “Eu tento manter meu trabalho elegante e clássico, mas minha parte preferida é quando as pessoas veem as pinturas pela primeira vez, especialmente nas paredes de uma galeria”, conta. Algumas pessoas sentem tontura, outras nauseas, algumas ficam perturbadas e outras cativadas.

Para Alex, a única coisa que importa é que realmente sintam algo quando olharem para suas obras. Os quadros devem criar uma perturbação, trazer uma experiência diferente de apenas olhar uma obra linda. “Eu espero que as pessoas vejam meu legado como a artista que fez as pessoas pararem e olharem de uma forma diferente para a arte. Estranhamento é bom, o esquisito é belo, a inquietude é cativante”.

Alex Garant estudou no Quebec e já teve seu trabalho exposto em museus por todo o mundo. Hoje vive em Toronto, no Canada.

Conheça mais sobre seu trabalho nas imagens abaixo e pelo site oficial.

 

Reprodução/Alex Garant/fonte:via

Artista pinta personagens hilários em obras de arte abandonadas

Um verdadeiro artista vê potencial em tudo, até mesmo no que as pessoas veem como lixo. Um pintor chamado Dave Pollot está usando sua habilidade para transformar obras de arte jogadas fora em algo novo e divertido. Ele mora em Nova York e é conhecido por suas pinturas alteradas.

Pollot coleta pinturas antigas e gravuras em brechós e vendas de garagem, retoca quaisquer danos e depois pinta sua própria visão em cima, adicionando personagens e imagens para transformar completamente o significado da obra. A maioria acaba funcionando como paródias de cultura pop. Seus desenhos ficam no mesmo estilo da pintura original, parecendo que sempre estiveram ali.

Confira as imagens:

 

Reprodução/Dave Pollot/fonte:via

Mais de 100 tribos isoladas ainda existem no mundo todo

Nos encontramos no momento mais conectado e globalizado da história de nossa espécie. Apesar disso, é provável que ainda existam mais de 100 tribos que conseguem viver separadas da sociedade, muitas vezes em total isolamento.

É essa a estimativa da Survival International, uma organização internacional não governamental que defende os povos indígenas ao redor do mundo.

Quem são

É impossível saber quantas dessas tribos existem, exatamente. Elas são grupos de pessoas que evitam ou até rejeitam violentamente o contato com o mundo exterior, feito alcançado em grande parte devido ao seu isolamento geográfico em alguns dos cantos mais remotos do planeta.

Vale notar que, enquanto as chamamos de “isoladas”, é dificílimo para tais tribos evitar completamente o contato com pessoas de fora, e ainda mais difícil evitar o escambo comercial de objetos como facas ou potes fabricados industrialmente.

Infelizmente, a destruição e a exploração do meio ambiente – como o desmatamento de florestas por madeireiros e fazendeiros – colocam muitas dessas culturas em grande risco.

Onde ficam?

A maior parte das tribos isoladas conhecidas vive na América do Sul, nas profundezas da floresta amazônica. O Brasil é possivelmente o país com o maior número delas no mundo todo. Enquanto o governo brasileiro estima que existam até 77 em território nacional, a National Geographic estima até 84. Muitas estão localizadas nos estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre.

A FUNAI (Fundação Nacional do Índio) e outros grupos de defesa procuram proteger os grupos isolados brasileiros mais vulneráveis sem interferir em suas vidas.

A exploração madeireira ilegal na Amazônia representa uma ameaça para os povos indígenas da região, e algumas tribos inclusive já saíram de seu isolamento para protestar contra a devastação.

Antigamente, o governo realizava expedições de “primeiro contato”, sendo que agora a FUNAI procura resguardar essas tribos, optando por ocasionais sobrevoos na floresta para verificar se as tribos continuam por lá ou se os madeireiros estão invadindo ilegalmente suas terras.

Nos países amazônicos com menos recursos para policiar a região, como o Peru, lar de 15 tribos isoladas conhecidas, os conservacionistas têm ainda mais dificuldade para proteger seus habitantes.

Ásia

Também conhecemos tribos sem contato com a sociedade vivendo nos densos planaltos da selva da Nova Guiné, no Sudeste Asiático.

A região da Papua Ocidental, na Indonésia, pode hospedar mais de 40 grupos isolados. Essa estimativa é imprecisa, contudo, devido à dificuldade de exploração por conta do terreno montanhoso e ao fato do governo indonésio ter proibido jornalistas e organizações de direitos humanos de circular pela região.

Alguns grupos desconectados também moram no arquipélago das Ilhas Andamão, entre a Índia e a Península da Malásia.

A Ilha Sentinela do Norte, por exemplo, é a sede dos sentineleses, um grupo que ataca quase qualquer um que apareça em suas terras.

Doença

Uma das maiores preocupações que envolvem o isolamento dessas tribos é que isso implica em maior suscetibilidade a doenças do mundo exterior.

Até recentemente, os Jarawa das Ilhas Andamão evitavam o contato com pessoas de fora, mas novas estradas trouxeram turistas e caçadores à região, levando a surtos de doenças e à exploração da tribo.

Essa é parte da razão pela qual os antropólogos e os defensores dos direitos indígenas apoiam o seu contínuo isolamento.

O principal motivo, entretanto, é que essas tribos são parte de nossa humanidade compartilhada, e suas tradições únicas são algo que vale a pena preservar e proteger.

fonte:[via][IFLS]

Arquitetos criam casa minimalista e autossuficiente que é quase invisível

O escritório americano de arquitetura Coulson criou uma microcasa minimalista e autossuficiente para ajudar a rejuvenescer a mente e a criatividade de seus residentes. “Disappear Retreat” (algo como Refúgio Desaparecido) é uma casa leve e coberta de vidro. Ela não só se camufla com o ambiente ao redor, como deixa uma pegada ecológica mínima no ambiente graças à seu funcionamento com uso zero de energia, água e produção de lixo.

No vidro exterior da face sul da casa é instalada uma espécie de placa solar ultrafina. Ela que gera toda a energia para esta moradia de pouco menos de 8 metros quadrados. Seu tamanho compacto reduz a superfície externa, minimizando o ganho e a perda de calor.

O revestimento interno de madeira dá à casa um toque acolhedor, enquanto o teto de vidro recebe luz natural durante o dia e a vista para o céu estrelado à noite.

Saiba mais sobre o projeto aqui.


 

Fotos: @disappear_retreat/fonte:via