Contra a solidão, idosas japonesas estão cometendo crimes para viverem na prisão

A solidão é um problema crônico no Japão. O isolamento dentro das grandes metrópoles que significam o imenso crescimento econômico atravessado pelo país desde a segunda metade do século 20 parece não distinguir entre idade para assolar aos japoneses hoje, e uma matéria da revista Bloomberg apontou um estranho e melancólico fenômeno que vem acontecendo entre a terceira idade, em especial mulheres, no país: uma em cada cinco presas no Japão é idosa – e o motivo apontado pela revista para tal fenômeno é a solidão.

Segundo consta, essas senhoras escolhem cometer pequenos delitos para serem condenadas e conseguirem, assim, escapar tanto de familiares abusivos, da pobreza ou simplesmente do sentimento de solidão propriamente. Estima-se que seis milhões de idosos vivam sozinhos no país. A grande maioria é presa por furto, e muitas o fazem por não desejarem se sentir como um fardo para os familiares. Outras juntam tal desejo à falta de dinheiro concreta, e roubam para poderem se alimentar – algumas são presas pela primeira vez em idades realmente avançadas, entre 80 e 90 anos.

Por conta de tal fenômeno, os custos médicos entre as presas vem aumentando consideravelmente – cerca de 80% nos últimos 20 anos. Trata-se do país com a população mais idosa do mundo, com cerca de 27% de pessoas com mais de 65 anos entre os 127 milhões de habitantes.

A promotoria do país vem oferecendo cuidados especiais e programas sociais a fim de assegurar a qualidade de vida dessa população – não há, no entanto, ação que não seja o contato humano, especialmente entre entes ou amigos amados, que dê conta da solidão.

© fotos: Shiho Fukada/Bloomberg/fonte:via

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Artista de 19 anos transforma imagens em sonhos surrealistas

Rama Krisna Mukti Adi, um garoto de 19 anos de Sidoarjo, na Indonésia, está bugando a mente de seus seguidores com imagens surrealistas. Ele aprendeu a usar o Photoshop em 2014, através de vídeos na internet, para expressar suas ideias e sonhos.

“Não é fácil alcançar seus sonhos, mas se você trabalhar duro, rezar e colocar esforço máximo neles, pode ter certeza que vai até o céu”, relata o jovem artista. Rama começou a postar suas imagens manipuladas nas redes sociais e recebeu respostas bastante positivas que o motivaram a seguir adiante com seu novo hobby.

Suas grandes inspirações são Erik Johansson, da Suécia, e Justin Main, do Canadá. Confira o resultado de seu trabalho abaixo e no Instagram:




















 

Arte: Rama Krisna Mukthi Adi/fonte:via

As praias italianas definitivamente não se parecem nada com as brasileiras

Organização perfeita e geométrica, cores combinadas e calmaria. Não parece exatamente a descrição de uma praia que nós conhecemos, certo? Pois um ensaio fotográfico aéreo do artista Bernhard Lang mostra o quão diferentes nossas praias são das italianas.

Especializado em fotografia aéreas, Lang expressa mais uma vez todo o seu talento, agora com vistas de cima da praia de Versilia, no coração da Toscana. Depois de ter registrado Miami, Kansas, Florida, entre outras cidades, ele acaba de publicar esta nova série de fotografias e, mais uma vez, o resultado é impressionante: tudo parece gráfico, colorido e tranquilo. Confira:


Na mesma pegada deste ensaio, Lang fez uma série de fotografias aéreas das praias de Adria, também na Itália, documentando a precisão simétrica dos guarda-sóis e cadeiras. Com ela, o fotógrafo ganhou o prêmio Sony World Photography 2015 na categoria “Professional Travel”. Veja mais abaixo e conheça o trabalho completo de Bernard Lang.


 

Fotos: Bernhard Lang /fonte:via

Frida Kahlo, Van Gogh, Picasso… O que a caligrafia nos conta sobre grandes artistas

Baseando-se em análises sobre a escrita de uma pessoa para avaliar sua personalidade, a grafologia existe desde o século 18, rodeada em controvérsia, utilizando padrões de caligrafia, características e estilos para supostamente definir traços profundos sobre o autor.

Não há comprovações científicas ou validações empíricas sobre sua eficácia, e de modo geral a grafologia é vista como uma pseudociência. Trata-se, ainda assim, ao menos de uma metodologia interessante e até divertida para se pensar a personalidade de alguém – uma prática que ainda é feita até hoje.

Se pensarmos na escrita de grandes artistas, sua caligrafia e seu estilo podem ser vistos como uma extensão artística de seu trabalho – e foi pensando nisso que o site Artsy convidou a grafóloga Kathi McKnight para avaliar a escrita de alguns grandes gênios do passado.

1. Vincent Van Gogh

Baseada em uma carta que Van Gogh escreveu a um amigo em junho de 1888, quando tinha 35 anos, segundo a grafóloga sua escrita enviesada e elegante indica o desejo de artista de escrever, apesar de estar consumido pelo trabalho. O jeito que o artista escreve “I” (ou “eu”) indicaria a solidão do pintor holandês, como uma “desconexão emocional e distante”. A maneira que escreve a palavra “presente”, inclinada à extrema direita da margem, pode indicar sinais de depressão. Quando assina a carta, porém, a maneira com que cruza a letra T indica, em contraste, seu poder pessoal, assim como tamanho grandioso de sua assinatura indica sua confiança.

2. Frida Kahlo

Analisando duas cartas de Frida para seu marido Diego Rivera, destaca-se, para Kathi, o quão legível é a letra da artista – sem pressa, de forma metódica. Os pingos na letra I indicam atenção aos detalhes, enquanto as letras P e R indicam poder intelectual e excelente coordenação entre os olhos e as mãos.

3. Pablo Picasso

Em um cartão escrito para a grande escritora e sua amiga Gertrude Stein quando esta vivia em Paris, março de 1913, a natureza brusca e apressada de sua escrita sugere, segundo a grafóloga, que Picasso estaria com pressa para colocar seus pensamentos no papel, confirmando assim uma mente muito ágil. A escrita no cartão aponta um momento otimista na vida do pintor, e o os cortes longos nas letras T indicam carisma, confiança e muita energia emocional. O formato da letra T sugere teimosia, enquanto o M e o N apontam para sua especial inteligência.

4. Michelangelo Buonarroti

A análise da grafia do mestre da renascença Michelangelo se baseou em uma carta que o artista escreveu a seu pai em 1508. A escrita de Michelangelo, para Kathi, é artística e quase musical, e a exatidão e retidão com que escrevia sugerem estabilidade. Os espaços entre letras e palavras podem ser sinais de forte intuição. A inclinação em 45 graus de letras e palavras apontam para uma mente corajosa, que só enxerga problemas e não soluções.

 

© fotos: Artsy/fonte:via