Como as mini casas podem ajudar a resolver o problema da falta de moradia

O movimento das mini casas (ou “Tiny Houses”, em inglês) já existe há algum tempo. Nós até mostramos diversas destas casinhas que oferecem mais conforto do que muitos casarões por aí. Espia essas aqui, aqui e aqui, por exemplo.

Porém, mais do que um estilo de vida associado ao minimalismo, essas pequenas casas também podem resolver um problema sério: o da falta de moradia.

Nas grandes cidades, é cada vez mais difícil e caro adquirir um lugar para viver e isso não é novidade para ninguém. Então que tal se, ao invés de apenas construir edifícios, as pessoas optassem por viver em espaços menores?

Por usar menos espaço e sem a necessidade de expandir as cidades verticalmente, as “tiny houses” são uma aposta sustentável contra a crise da moradia. É o que oferece a companhia Plús Hús, criada pelos islandeses Erla Dögg Ingjaldsdóttir e Tryggvi Thorsteinsson, que vivem atualmente em Los Angeles.

A dupla criou uma estrutura de 30 metros quadrados que pode ser acoplada a qualquer propriedade ou usada individualmente, oferecendo baixo impacto ambiental. A construção utiliza materiais sustentáveis e os gastos de energia são mínimos.

Os módulos da Plús Hús podem ser usados tanto como moradia quanto para um escritório ou área extra. Para atender às diferentes demandas, são oferecidas três configurações: um espaço quadrado com porta de correr, que sai por US$ 37 mil; um quarto com banheiro por US$ 42 mil; ou uma casa completa com cozinha por US$ 49 mil. Ou seja, dá para conquistar um espaço desses pagando entre R$ 120 e R$ 160 mil.

A julgar pelas fotos disponíveis no site da empresa, morar em um cubículo está prestes a se tornar um verdadeiro sonho de consumo.

 

Fotos: Reprodução/Plús Hús /fonte:via

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Ele desconstruiu e fotografou suas receitas favoritas para incentivar reflexão sobre o que consumimos

Algumas vezes parece que nossos pratos preferidos já nasceram prontos. Vivemos tão longe de uma cultura gastronômica que sequer pensamos sobre cada etapa necessária para que um alimento fique pronto.

Interessada nesse processo, a fotógrafa​ Marina Ekroos decidiu “desconstruir” seus pratos preferidos em uma série de fotos que mostra como eles são feitos. O objetivo é simples: refletir sobre aquilo que comemos.

A série gerou 62 fotografias no total. Todas as receitas foram feitas e fotografadas pela própria Marina, que precisou aprender a cozinhar cada prato. Outro detalhe importante foi a preferência por clicar as imagens em uma composição única e não em um passo-a-passo como é comum em livros e sites de receitas.

Preocupada com o desperdício que é comum em ensaios de fotografia de comida, Marina se certificou de que todos os alimentos usados nas fotos fossem consumidos. Os pratos foram compartilhados com vizinhos e amigos, segundo contou em um artigo escrito para o Bored Panda.

Quando a série Visual Recipes começou, em 2009, com a foto dos cinnamon rolls (uma espécie de pãozinho de canela, retratado na imagem abaixo), Marina não podia imaginar o que estava por vir. Com o tempo, o projeto virou um livro, publicado na Finlândia, em 2012, e em Taiwan, em 2016.

Nesta página, você confere algumas das melhores imagens clicadas por ela, que são um verdadeiro convite a refletir sobre aquilo que comemos.


Foto ​© Marina Ekroos /fonte:via

MIT cria peixe robótico para salvar os oceanos

O SoFi é um soft robotic fish (peixe robótico flexível) criado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para vasculhar os oceanos do mundo. Com seu tamanho pequeno e aparência de animal marinho, ele consegue acessar espaços pequenos em corais e circula pelo mar sem espantar cardumes. Por isso, consegue imagens que um mergulhador humano ou robô convencional não conseguiria.

A velocidade de nado do SoFi não é muito alta, mas mesmo assim ele parece uma tecnologia promissora, que ainda deve melhorar no futuro. Seus desenvolvedores querem que ele seja capaz de seguir um peixe em particular para que seus hábitos sejam estudados.

Além disso, os pesquisadores querem coletar mais dados sobre a poluição e outras intervenções humanas no fundo do mar.

Especificações técnicas

Em um artigo científico publicado nesta quarta-feira (21) na revista Science Robotics, pesquisadores do MIT dão mais detalhes sobre a evolução deste estranho peixe.

Os pesquisadores enfrentaram três grandes problemas no desenvolvimento deste projeto: o primeiro é relacionado à comunicação. Veículos que se movem embaixo da água tipicamente acabam presos a um barco porque as ondas de rádio não viajam bem na água. Por isso os inventores do SoFi optaram por usar som na comunicação.

“Comunicação com radiofrequência embaixo d’água funciona por apenas alguns centímetros. Sinais acústicos podem viajar por maior distância e com menor consumo de energia”, explica o autor principal, Robert Katzschmann. Utilizando som, mergulhadores podem pilotar o peixe-robô de uma distância de 21m.

O problema número dois tem a ver com os motores elétricos do robô, chamados de atuadores. Os pesquisadores precisavam de um atuador flexível para que o movimento do peixe seja suave como o animal de verdade. Por isso, o rabo do Sofi tem duas câmaras vazias em que uma bomba injeta água. “Tudo o que você faz é criar um ciclo de água de um lado para o outro, e isso causa uma ondulação e a movimentação do rabo”, diz ele.

Problema número três: nadar é caro energeticamente. Os peixes precisam se “agarrar” a uma determinada profundidade, e usam a bexiga natatória para controlar a habilidade de boiar ou não. Então o SoFi usa um tipo de bexiga natatória, um cilindro que comprime e descomprime ar com a ajuda de um pistão.

Além de tudo isso, o robô não tem todos os espaços com ar que uma máquina típica tem. “Os compartimentos que normalmente seriam hermeticamente fechados e cheios de ar, nós enchemos com óleo”, diz Katzschmann. Isso dá integridade estrutural ao peixe e permite que ele atinja profundidade de até 18m.

Por enquanto, o SoFi é controlado por um controle remoto parecido com um controle de videogame. Mas a ideia é que versões futuras consigam usar as câmeras para identificar um peixe específico e segui-lo automaticamente.

Isso poderia ajudar a estudar as dinâmicas dos cardumes ou monitorar a saúde de populações marinhas. “Ele poderia nos ajudar com a fuga e atração de peixes que estão associadas com outras formas de monitoração como robôs e mergulhadores”, diz Hanumant Singh, pesquisador não envolvido na pesquisa que desenvolve veículos aquáticos.

Peixes curiosos

Até agora, os pesquisadores observaram que peixes às vezes nadam ao lado do robô, mostrando curiosidade. Enquanto isso, outros peixes ignoravam o SoFi e seguiam com sua rotina normalmente, sem fugir como aconteceria se houvesse um mergulhador presente.

Confira o Sofi em funcionamento no vídeo abaixo:

Aprenda a prever o tempo com estes 6 tipos de nuvens

As previsões meteorológicas estão cada vez mais precisas conforme contam com simuladores computacionais complexos.

Esses simuladores usam todas as equações físicas que descrevem a atmosfera, incluindo o movimento do ar, o calor do sol e a formação de nuvens, para prever o clima.

Mas você não precisa de um supercomputador para saber se vai chover nas próximas horas. Ao ficar de olho no céu e conhecer um pouco sobre como as nuvens se formam, você pode ter uma noção se o tempo está prestes a mudar.

Esses seis tipos de nuvens podem ajudá-lo a entender o clima:

1. Cumulus


As nuvens cumulus (ou cúmulos) se formam quando o ar esfria até o ponto de orvalho, a temperatura na qual o ar não consegue mais manter o vapor. A essa temperatura, o vapor de água se condensa para formar gotículas líquidas, que observamos como uma nuvem.

Para que esse processo aconteça, o ar precisa ser forçado a subir na atmosfera, ou ar úmido precisa entrar em contato com uma superfície fria.

Em um dia ensolarado, a radiação do sol aquece a terra, que por sua vez aquece o ar logo acima dela. Este ar aquecido sobe por convecção, e forma nuvens cumulus.

Essas nuvens parecem algodão. Se você olhar para um céu cheio de cumulus, notará que elas têm bases planas, todas no mesmo nível.

Essas nuvens geralmente não chovem – significam bom tempo.

2. Cumulonimbus


Enquanto as pequenas cumulus não chovem, se você notar que estão ficando maiores e mais altas na atmosfera, é um sinal de que chuva intensa ou tempestade está a caminho.

Isso é comum no verão, com as cumulus matutinas se desenvolvendo em nuvens cumulonimbus (ou cúmulo-nimbos) à tarde.

Essa transição indica que a nuvem não é mais feita de gotículas de água, mas sim de cristais de gelo.

Quando rajadas de vento sopram gotas de água para fora de uma nuvem, elas evaporam rapidamente no ambiente mais seco. Por outro lado, cristais de gelo transportados para fora da nuvem não evaporam rapidamente, dando a nuvem uma aparência mais fina.

As cumulonimbus geralmente têm a parte superior plana, e uma forma característica de bigorna.

3. Cirrus


Cirrus (ou cirros) formam muito alto na atmosfera. São nuvens finas, compostas inteiramente de cristais de gelo caindo pela atmosfera.

Se são transportadas horizontalmente por ventos que se movem em velocidades diferentes, assumem uma forma característica de gancho. Apenas em altitudes ou latitudes muito altas, produzem chuva no nível do solo.

Mas, se você perceber que cirrus começam a cobrir mais o céu e ficar mais baixas e mais espessas, isso é uma boa indicação de que uma frente quente está se aproximando. Em uma frente quente, uma massa de ar quente e fria se encontram. O ar quente mais leve é forçado a subir sobre a massa de ar fria, levando à formação de nuvens. As nuvens baixas indicam que a frente está se aproximando, causando um período de chuva nas próximas 12 horas.

4. Stratus


Stratus (ou estratos) são nuvens contínuas e baixas cobrindo o céu.

Elas se formam subindo pelo ar devagar, como com um vento suave, trazendo ar úmido sobre terra ou superfície do mar frias.

As nuvens stratus são finas, então, embora o tempo pareça sombrio, chuva é improvável. No máximo, haverá um leve chuvisco. Stratus são idênticas a cerração ou nevoeiro.

5. Lenticular


Os dois últimos tipos de nuvem não nos ajudam a prever o clima imediato, mas dão uma ideia dos movimentos extraordinariamente complicados da atmosfera.

Nuvens lenticulares lisas, por exemplo, se formam à medida que o ar é soprado para cima ao longo de uma cadeia de montanhas.

Depois de passar pela montanha, o ar volta ao seu nível anterior. Quando abaixa, aquece e a nuvem evapora. Em alguns casos, a massa de ar sobe de novo, permitindo que outra nuvem lenticular se forme. Isso pode levar a uma série de nuvens, estendendo-se um pouco além da cordilheira.

A interação do vento com montanhas e outras características da superfície terrestre é um dos muitos detalhes que precisam ser levados em conta nos simuladores computacionais para realizarmos previsões precisas do tempo.

6. Kelvin-Helmholtz


A nuvem Kelvin-Helmholtz, ou cirrus Kelvin-Helmholtz, se assemelha a uma onda oceânica.

Quando massas de ar em alturas diferentes se movem horizontalmente a velocidades diferentes, a situação torna-se instável; o limite entre as massas de ar começa a ondular.

As nuvens Kelvin-Helmholtz são raras porque só podemos ver esse processo ocorrendo no céu se a massa de ar inferior contiver uma nuvem. A nuvem pode então “formar” as ondas quebrantes, revelando a complexidade dos movimentos atmosféricos de outra forma invisíveis acima de nossas cabeças.

fonte:[via] [TheConversation]