Ela desafiou preconceitos de raça e gênero e rodou os EUA de moto nos anos 1930

Se em 2018 as mulheres ainda precisam superar barreiras e preconceitos para viver em busca de seus próprios sonhos, imagine em 1930… Agora acrescente a isso o fato de ser negra em um país cujo racismo não era nem disfarçado.

Nada disso impediu Bessie Stringfield de fazer o que queria: subir numa moto e acelerar pelas estradas norte-americanas, aproveitando toda a liberdade que ela queria e merecia ter.

Nascida na Jamaica em 1911, então chamada Betsy Ellis, a garota se mudou para Boston ainda criança, junto de seus pais, que morreram quando ela tinha 5 anos. Depois de passar algum tempo num orfanato, a menina foi adotada por uma irlandesa rica, que passou a chama-la de Bessie. O sobrenome Stringfield só viria mais tarde, fruto do terceiro casamento.

Logo aos 16 anos, contrariando a vontade da mãe, Bessie começou a pegar a motocicleta de um vizinho emprestada, e aprendeu sozinha a pilotar. Vendo a paixão da menina pela atividade, a mãe adotiva, cujo nome Bessie nunca revelou publicamente, decidiu presenteá-la com sua primeira moto própria, uma Indian Scout 1928.

Em 1930, aos 19 anos, Bessie fez sua primeira viagem pelos EUA. Seria a primeira de oito grandes aventuras pelo país. Segundo sua biografia, entre os anos 30 e 40 ela também viajou pela Europa, Haiti e até pelo Brasil. Bessie passou por 48 estados norte-americanos – só o Alaska e o Havaí ficaram de fora.

Diz a lenda que ela decidia seus destinos jogando uma moeda sobe um mapa do país e indo até o estado em que ela caísse. Ela não tinha medo de passar pelos estados do sul, onde racismo era (e ainda é) mais forte, mas passou por alguns maus bocados.

Bessie relatou que teve a presença negada em muitos hotéis durante suas viagens. A solução era se hospedar na casa de negros que ela conhecia pelo caminho, ou simplesmente dormir em cima da moto em postos de gasolina.

Ser mulher também trazia problemas velados e descarados: para ganhar dinheiro e seguir viajando, Bessie costumava participar de corridas e shows de exibição, que incluíam manobras na pista e até o Globo da Morte. Em sua biografia, ela contou que mais de uma vez teve a premiação em dinheiro negada por ser mulher.

Durante a década de 1940, Bessie se prontificou a ajudar os Estados Unidos durante a Segunda Guerra, trabalhando como mensageira e viajando o país de moto para levar recados e documentos entre quartéis. Ela era a única mulher entre todos os mensageiros locais.

Já na década de 50, Bessie decidiu sossegar e comprou uma casa em Miami, na Flórida. Ela se formou enfermeira e passou a atuar na área, mas sem jamais abandonar a paixão pelas motocicletas. Bessie fundou seu próprio moto clube, mas não pense que as coisas foram mais fáceis nessa época…

“Mulheres negras não podem pilotar motos em Miami”, diziam as autoridades. Os policiais a perturbavam constantemente, até que ela decidiu visitar o Capitão da cidade. Ele a levou para um parque e pediu que ela fizesse alguns testes, similares aos das autoescolas.

“Eu fiz tudo e ele ficou impressionado. Disse que nunca tinha visto uma mulher pilotar daquele jeito. Daquele dia em diante, nunca mais tive problemas com a polícia, e até permitiram que eu tirasse minha habilitação”, recordava.

Foi nessa época que Bessie passou a ser conhecida como “The Motorcycle Queen of Miami”, ou “A Rainha das Motos de Miami”. Nos seus últimos anos de vida, a Rainha sofreu com problemas cardíacos, mas contrariou as ordens médicas enquanto pôde e seguiu pilotando.

Bessie morreu em 1993, aos 82 anos. Ela foi a primeira mulher negra a ser nomeada para o Motorcycle Hall of Fame, da Associação de Motociclistas dos EUA, que inclusive criou o Prêmio Bessie Stringfield para celebrar pessoas que contribuem com o motociclismo o apresentando a novos públicos.

 

Todas as fotos via AMA Motorcycle Hall of Fame /fonte:via

A África está se dividindo em duas e aqui está a prova

Um pedaço da África Oriental pode se separar do resto do continente em dezenas de milhões de anos.

A evidência disso é o Vale do Rift, no Quênia, um complexo de falhas tectônicas onde uma fenda gigante abriu-se após fortes chuvas e atividade sísmica.

A enorme rachadura apareceu em 19 de março, chega a mais de 15 metros de largura, tem vários quilômetros de comprimento e continua crescendo.

Duas Áfricas

A ruptura é provavelmente um sinal do que está por vir quando as placas tectônicas sob a África se reorganizarem.

A maioria do continente fica em cima da placa Africana. No entanto, um pedaço longo e vertical da África Oriental fica em cima da placa Somali.

O local onde as duas placas se encontram é conhecido como Rifte do Leste da África, ou Rifte Africano Oriental, e se estende por impressionantes 3.000 quilômetros.

Em essência, as placas Africana e Somali estão se dividindo em duas. Isso significa que, provavelmente em algum momento no futuro distante, dois pedaços do continente africano vão se separar totalmente.

Como isso acontece?

A litosfera, que é quebrada em placas tectônicas, é feita da crosta terrestre e da parte superior do manto terrestre. Quando forças são exercidas sobre ela, a litosfera se torna mais fina até que se rompe. Esse tipo de ruptura já levou à formação do Vale do Rift.

O processo de ruptura é frequentemente acompanhado por atividade sísmica e vulcanismo. No caso do Rifte do Leste da África, uma grande pluma do manto sob a litosfera está enfraquecendo-a, permitindo que ela se estique.

Fendas levam a formações terrestres reconhecíveis – isto é, uma série de depressões cercadas por terrenos mais altos. O Rifte do Leste da África possui uma série de vales que podem ser vistos do espaço.

No entanto, nem todas essas fendas se formaram ao mesmo tempo. Em vez disso, começaram no norte da Etiópia há cerca de 30 milhões de anos e se espalharam, continuando a se formar em direção ao sul a uma taxa média entre 2,5 e 5 centímetros por ano.

Terremotos

Enquanto as placas Africana e Somali se separam, a região pode experimentar terremotos, como aconteceu no sudoeste do Quênia na semana passada. A rachadura gigante rasgou a movimentada rua Mai Mahiu-Narok e partiu casas.

fonte:[via][LiveScience]

Madonna numa boate nos anos 1980 pela lente de Eric Kroll

Sabe aquela dobradinha que não podia ficar melhor? É Madonna sendo fotografada por Eric Kroll. SIM!

Madonna dispensa apresentações, é claro. Eric Kroll, no entanto, é um dos fotógrafos mais fodásticos de sua época, tendo publicado coleções como “Fetish Girls” e”Beauty Parade“.

Os dois se encontraram na legendária boate Danceteria, uma casa noturna localizada em Nova York que reunia alguns dos mais famosos artistas e músicos locais. O encontro resultou em uma série de fotos de Madonna ainda no início da carreira.

As fotos foram clicadas em 1983, mesmo ano em que ela lançava seu primeiro álbum e cerca de dois anos depois do romance da diva do pop com Jean-Michel Basquiat, cuja carreira também estava em ascensão na época.

As imagens foram resgatadas recentemente pelo site Vintage Everyday e se tornaram um sucesso imediato.

Não é todo dia que vemos um ícone sendo criado, não é mesmo?

 

 

 

 


 

 

 

 

 

Fotos © Eric Kroll/fonte:via

Artista ou cientista? Artista cria esculturas que desaparecem diante dos nossos olhos

Usando a ciência e a arte, Julian Voss-Andreae cria incríveis esculturas que podem desaparecer bem diante de nossos olhos. Composta por uma série de chapas de aço em camadas, as obras formam uma imagem humana em um certo ângulo, mas desaparecem em outros.

“Quando se aproxima da frente ou de trás, a escultura parece consistir em aço sólido, mas quando vista de lado desaparece visualmente quase completamente”, diz ele.

Julian é formado em física quântica na Alemanha e depois estudou esculturas no Oregon, primeiro aprendendo as formas e funções das proteínas. Em 2006 ele construiu sua primeira escultura invisível.

Para fazê-las, ele usa um scanner 3D para fotografar um sujeito em todos os ângulos, o que consiste basicamente em 165 pequenos computadores, cada um com uma pequena câmera. Usando estas fotos, as informações 3D são calculadas para as esculturas começarem a serem confeccionadas. Os modelos são feitos no computador e então ele usa um laser para cortar o ferro, bronze e titanium.

Sobre o efeito da invisibilidade, o artista explica:

“Esse efeito fascinante oferece uma gama de possíveis interpretações. No contexto da arte da física quântica, é natural ver este tipo de escultura como uma metáfora para a dualidade onda-partícula, o fenômeno de que toda a matéria exibe propriedades parecidas com ondas ou semelhantes a partículas, dependendo da pergunta experimental que fazemos”.

 

Imagens: Reprodução/fonte:via