Ela clicou o dia a dia de seus avós para registrar sua atitude positiva perante a vida

A fotógrafa vietnamita Ha My considera todos os avós pessoas especiais, mas, é claro, tem um carinho extra pelos seus. Foi por isso que ela criou uma série de retratos para registrar o amor que eles sentem um pelo outro, além de partes de suas rotinas, entre memórias do passado e interação com a tecnologia. Retratos bonitos e que mostram como a vida do outro lado do mundo pode ser bastante parecida com a no Brasil.

Aos 87 anos, o avô é “fisicamente forte, mentalmente alerta e curioso. Ele gosta dos desafios da tecnologia moderna e aprendeu a usar o Facebook para se manter em contato com a família”. Além disso, ele até usa ferramentas de edição de imagem e vídeo para criar clipes e enviar para os parentes.

Já a avó tem 82 anos, e mantém firmes o amor e a sensibilidade pela família e a comunidade. Ao longo dos anos, ela encontrou conforto na poesia, em que se expressa escrevendo sobre a natureza e a vida familiar. Agora, ela está aprendendo mais sobre a tecnologia com o marido, um ótimo professor.

A união dos dois já dura seis décadas, tendo se conhecido no exército durante a Guerra do Vietnã. Seus 10 filhos nasceram durante tempos difíceis e tiveram de ser criados por conhecidos no Camboja. Demorou alguns anos até que o casal finalmente pudesse se reunir definitivamente com a família.

 

Fotos © Ha My /fonte:via

Nova doença em girafas deixa cientistas sem palavras

Uma doença misteriosa que afeta a pele de girafas está cada vez mais generalizada na África Subsaariana, mas ninguém sabe o que a causa e se existe alguma cura.

O que os cientistas sabem é que é uma possível ameaça às girafas, animais cujas populações têm decaído aos milhares nos últimos 15 anos, principalmente devido à perda de habitat e à caça furtiva.

E é por isso que o biólogo Arthur Muneza, estudante de mestrado na Universidade Estadual do Michigan, decidiu pesquisar a estranha condição.

A doença

A doença causa lesões acinzentadas e rachadas no pescoço e nas pernas das girafas.

Até agora, os cientistas não sabem quais são os fatores ambientais que levam a essas lesões, se é que existem, ou mesmo se é uma compilação de várias doenças que atacam a pele dos mamíferos mais altos do mundo.

Além disso, poucos estão de fato estudando a doença. Em comparação com herbívoros africanos bem pesquisados, como os elefantes, as girafas são “uma espécie de megafauna esquecida”, disse Jenna Stacy-Dawes, coordenadora de pesquisas do San Diego Zoo Global.

Mas, à medida que os números de girafas caem, mais pesquisadores têm voltado sua atenção para essa “extinção silenciosa”, e como pará-la.

Em cativeiro

Para Muneza, sua primeira tarefa foi vasculhar estudos anteriores a fim de detectar qualquer referência aos sinais reveladores da doença, como lesões que às vezes escorrem sangue ou pus.

Depois de escavar várias bases de dados científicos, Muneza e seus colegas descobriram apenas oito fontes mencionando a doença de pele em populações selvagens que remontam à década de 1990.

A equipe também enviou questionários para pesquisadores, conservacionistas e veterinários que trabalham com girafas, perguntando se eles tinham visto sinais da doença.

Eles receberam 63 respostas, 48 delas de zoológicos. Destas, mais de 30% relataram distúrbios de pele em girafas em cativeiro, e, desses casos, 70%, ou 14 deles, eram realmente característicos da doença de pele de girafa.

Na natureza

Em girafas selvagens, os cientistas detectaram a doença em sete países subsaarianos, com uma ampla gama de ocorrências, dependendo da localização.

Por exemplo, embora não houvesse casos da doença registrados em três parques nacionais ou áreas de conservação no noroeste da Tanzânia, o Parque Nacional Ruaha, localizado mais centralmente no país, relatou que 79% de suas girafas estavam infectadas.

As informações são de 2014 e não se sabe se a incidência da doença aumentou nos últimos anos.

Muitas questões ainda permanecem, no entanto, incluindo como a doença se espalha e se há uma cura.

Próximos passos

Armados com esses dados básicos, Muneza e seus colegas estão trabalhando com zoológicos, universidades e governos africanos para coletar amostras de girafas infectadas e determinar as causas e os efeitos da condição.

Por exemplo, é possível que as lesões tornem as girafas menos móveis e, portanto, presas mais fáceis para predadores na natureza.

Por enquanto, a doença ainda não deve desempenhar um papel em esforços mais amplos de conservação de girafas, porque não está claro como os problemas de pele afetam a mortalidade ou a reprodução das girafas.

Mas essa pesquisa é muito valiosa, de acordo com Fred Bercovitch, diretor da organização sem fins lucrativos Save the Giraffes, porque entender mais sobre a condição pode levar a descobertas que auxiliarão nos esforços de preservação.

Estudar uma população de girafas com alta ocorrência da doença, por exemplo, pode mostrar se a população é severamente endogâmica, ou se experimentou mudanças ambientais prejudiciais resultando em uma nova composição do solo etc.

fonte: [via] [NatGeo]

Parecidos, mas diferentes: retratos captam as particularidades dos gêmeos ‘idênticos’

Será que os gêmeos idênticos são realmente… idênticos?

O fotógrafo americano Peter Zelewski questiona isso em uma impactante série fotográfica que coloca gêmeos univitelinos lado a lado para mostrar suas diferenças.

Um exemplo são os irmãos de 15 anos Duke e Joe. Embora sejam gêmeos idênticos, eles não poderiam ser mais diferentes em sua aparência física e personalidade”, comenta Peter sobre uma das fotos mais instigantes do projeto.

A série ganhou o nome de Alike but not alike (“Parecidos mas não iguais“, em tradução livre). Os retratos foram capturados com os irmãos vestidos de forma semelhante nas ruas de Londres, onde o fotógrafo vive desde os anos 80.

À Huck Magazine, Peter contou que o projeto começou por acaso ao encontrar duas gêmeas com enormes cabelos ruivos que chamaram sua atenção (foto abaixo). O ensaio com as jovens correu muito bem e o fotógrafo se impressionou com a maneira como elas se conduziam durante a sessão de fotos. Daí para frente, soube que queria retratar mais gêmeos.

Até o momento, mais de quarenta duplas de irmãos de diferentes gêneros e idades já foram clicadas para o projeto. As fotografias estão em exposição no London’s Hoxton Hotel Gallery, em Londres, até o dia 22 de maio.

Confira alguns destes incríveis retratos abaixo!

 

Fotos © Peter Zelewski /fonte:via

Fotógrafa visita famílias comuns 20 anos depois para saber como suas vidas mudaram

A fotógrafa californiana Beth Yarnelle Edwards não se sentia tão confortável dentro do “Sonho Americano”. A vida nos chamados subúrbios, aqueles municípios calmos ao redor das grandes cidades, a fazia sentir “isolada e presa”.

Moradora de San Carlos, na Califórnia, Beth percebia que “as pessoas ao redor realmente amavam estar ali”. Foi assim que, em 1997, ela decidiu começar uma série de retratos para capturar momentos rotineiros de seus amigos e conhecidos da cidade.

Para isso, ela começava com longas entrevistas para entender melhor o dia a dia dos personagens, depois pedia que eles reproduzissem atividades comuns da forma mais natural possível para fotografar.

20 anos depois, ela, que deixou San Carlos para viver em San Francisco, passou por um divórcio e um novo casamento antes de voltar a morar nos subúrbios, decidiu reencontrar os fotografados para mostrar como suas vidas mudaram – ou não.

É interessante pontuar que, durante esse período, a região em que Beth vivia passou por várias transformações, passando a ser conhecida como Vale do Silício. Empresas de tecnologia levaram muito dinheiro à área, e algumas pessoas ficaram ricas vendendo suas propriedades, enquanto o aumento do custo de vida fez com que outras tivessem de se mudar.

Observando aqueles que ficaram, Beth se surpreendeu com o fato de suas vidas terem mudado pouco. “Essa população é meio que abençoada. Não é assim que a maioria das pessoas vive”, contou à Time.

Niki, Rita e Lucia – 2000/2017

Erin – 1997/2017

Antonette e James – 2002/2017

Lilah – 2004/2016

Lisette – 2002/2017

Marg e John – 2000/2017

Kyle – 1997/2016

Gostou das fotos? Na Time, é possível ler depoimentos, em inglês, das personagens, contando um pouco sobre as mudanças em suas vidas.

 

Todas as fotos © Beth Yarnelle Edwards /fonte:via