O universo é uma obra de arte: Parece pintura do Van Gogh, mas é a superfície de Júpiter

Na letra fria e objetiva da ciência, Júpiter é um planeta gasoso, não composto primariamente por matéria sólida, mas sim principalmente de hidrogênio, formando o maior planeta do sistema solar – duas vezes e meia maior do que a massa de todos os outros planetas somados. Quando visto de perto, porém – como fez e fotografou a sonda Juno, enviada pela NASA – Júpiter se revela na verdade como uma obra de arte.

 

O quinto planeta mais próximo do sol possui uma imensa atmosfera, a maior do sistema solar, com mais de 5 mil km de altitude, que permanece permanentemente coberta por nuvens de cristais de amônia em ventanias e tempestades intensas. Esses movimentos das faixas atmosféricas do planeta formam os incríveis desenhos abstratos na face de Júpiter, criando assim imagens e cores espetaculares feito fossem telas impressionista – como se Van Gogh ou Monet tivessem pessoalmente desenhado a face do planeta com seus pinceis.

 

Uma dessas tempestades oferece a característica gráfica mais marcante do planeta: a “grande mancha vermelha”, uma tempestade anticiclônica permanente, maior em quase três vezes que o planeta Terra.

A sonda Juno foi enviada ao espaço em 2011, e no início desse ano as imagens de Júpiter foram liberadas pela NASA. Diversos importantes estudos sobre a formação e composição do planeta e do próprio sistema solar serão fundados e aprofundados a partir das informações recolhidas pela Juno – mas o mais impactante aos nossos olhos e corações é mesmo perceber como a natureza, mesmo a mais de 500 milhões de km da Terra, segue sendo a mais impressionante das artistas.

 

© fotos: NASA/fonte:via

Haters usaram fotos de sua filha para promover ‘aborto coagido’, mas ela respondeu sem medo

Você já deve saber muito bem que tem muita gente que se aproveita do anonimato por trás das telas para destilar ódio e tentar fazer o mal através das redes sociais, mas o que aconteceu com a norte-americana Natalie Weaver foi além da conta. Só que ela não se conformou e fez o que pôde para contra-atacar o discurso de ódio.

Natalie é mãe de três crianças, incluindo Sophia, de 9 anos. A garota nasceu com deformidades no rosto, nas mãos e nos pés. Com um ano de idade, foi diagnosticada com síndrome de Rett, uma mutação genética que afeta o desenvolvimento cerebral, causando problemas motores e de fala, e já passou por 22 cirurgias.

Por isso, Sophia necessita de cuidados 24 horas por dia, 7 dias por semana. Mas é claro que nada impede que o amor da família a abrace e faça dela uma garota feliz. Natalie relata que a menina fica orgulhosa quando consegue falar ou dar alguns passos, que adora música, estourar bolhas de sabão e ouvir os pais lerem.

Depois que os cuidados médicos na região onde a família vive sofreram ameaças de mudanças, Natalie decidiu se tornar uma ativista em favor da saúde pública. E passou a receber apoio de muitas pessoas, mas mensagens de ódio de outras.

Mensagens anônimas falando que Sophia deveria ser “tirada da angústia” e “passar por eutanásia” se tornaram relativamente frequentes, mas as coisas passaram do limite mesmo quando um perfil fake utilizou uma foto de Sophia para fazer propaganda do ‘aborto coagido’, quando a mãe é pressionada a fazer o procedimento abortivo contra a própria vontade.

Natalie decidiu que bloquear o perfil não era o bastante, e que deveria fazer o possível para combater o discurso de ódio. Acionou o Twitter pedindo que a conta em questão fosse excluída, mas recebeu uma resposta dizendo que ela “não violava os termos de uso” da rede social.

A negativa não abalou Natalie, que decidiu fazer barulho. Postou sobre o assunto no próprio Twitter, pedindo que outros usuários se juntassem a ela nas denúncias. Entrou em contato com uma rádio local e levou a história adiante.

Finalmente, a equipe do Twitter entrou em contato mais uma vez, pedindo desculpas pela resposta inicial e dizendo que removeu a conta em questão. Agora, Natalie se dedica também a conscientizar as pessoas sobre a necessidade de combater o discurso de ódio na internet, enquanto continua cuidando de Sophia e fazendo de tudo para que ela continue uma criança feliz.

 

Fotos: Acervo pessoal/Natalie Weaver /fonte:via

A enorme fenda que pode separar a África em duas

Uma fissura com quilômetros de comprimento na África Ocidental pode causar a separação do chamado Chifre da África do resto do continente. A abertura ininterrupta do chão de um pequeno vilarejo no sudoeste do Quênia é potencial responsável por um fenômeno histórico.

Com 10 quilômetros de extensão, por volta de 15 metros de profundidade e 20 de largura, a cratera já causou estragos no país, destruindo inclusive a estrada que liga Narok à capital Nairóbi e causando evacuação de alguns moradores.

Segundo os geólogos, a fenda ligada a uma falha tectônica chamada de Vale do Rift pode dividir a África em duas daqui alguns milhões de anos. O acontecimento é o mesmo que separou a América do Sul da África há 138 milhões de anos.

Afastando a possibilidade de emergência, Carlo Dogliani, presidente do Instuto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália diz que “nos próximos 20 milhões ou 30 milhões de anos, pode ser criado um novo oceano”, afirmou em entrevista publicada na agência Ansa. O Chifre da África inclui a Somália, Etiópia, Eritreia e Djibouti.

 

Fotos: foto 1: Pixabay/foto 2: Reprodução/fonte:via

 

Esses 12 destinos famosos estão restringindo a entrada de turistas

Muitas vezes o turismo gera um ciclo curioso: um lugar bacana e com preços atrativos começa a chamar atenção, atraindo milhares de viajantes. Rapidamente, a estrutura local se mostra insuficiente, elevando preços de acomodações, refeições e passeios, fazendo com que o destino já não seja tão legal.

Para piorar, os moradores acabam enfrentando problemas por causa do excesso de viajantes, como os altos preços e as enormes filas, isso para não falar nos problemas que os ecossistemas podem enfrentar ao se deparar com a alta frequência de turistas.

A resistência ao turismo tem crescido nos últimos meses, e algumas cidades famosas pela preferência dos viajantes têm anunciado medidas para conter o alto fluxo de visitantes. A CNN reuniu alguns destinos que devem ser evitados em 2018:

Barcelona (Espanha)

De 2012 a 2016, Barcelona viu o número de turistas aumentar 25%, chegando a 34 milhões de visitantes. Moradores locais estão incomodados, e pichações anti-turistas têm aparecido com frequência.

Desordens durante e após festas, pessoas dormindo nas praias e preços dos aluguéis em alta são alguns dos motivos que fizeram o governo local criar uma lei para limitar o número de alojamentos disponíveis na cidade.

Veneza (Itália)

A cidade, mundialmente famosa pelos canais, recebe cerca de 30 milhões de turistas por ano. Por outro lado, a população local vem diminuindo, e alguns moradores afirmam que a insatisfação com o número de viajantes é um dos principais motivos.

Os venezianos têm pedido que a administração pública limite – ou até proíba – o fluxo de navios de cruzeiro que passam pelo canal de Giudecca, de onde é possível observar alguns dos pontos turísticos mais famosos da cidade, como Praça de São Marcos e o Palácio Ducal.

Santorini (Grécia)

Viagens para as ilhas gregas fazem parte dos sonhos de incontáveis viajantes mundo afora. Mas elas não têm capacidade física para comportar tanta gente que decide visita-las.

Em 2017, foram 2 milhões de viajantes, sendo 850 mil em navios de cruzeiro. O prefeito de Santorini decidiu limitar o número de turistas para 8 mil por dia, na tentativa de evitar que o excesso de visitantes cause danos irreparáveis à ilha.

Dubrovnik (Croácia)

A Croácia virou um dos destinos favoritos de quem visita o leste europeu, especialmente por causa de suas belíssimas praias e das construções medievais. Mas o excesso de turistas tem causado problemas.

A Unesco ameaçou retirar o status de Patrimônio Mundial da cidade por causa da superpopulação, e a administração pública respondeu limitar o acesso às muralhas medievais em 4000 pessoas por dia – em 2016, muitas vezes o número passava de 10 mil. O número de navios de cruzeiro que podem ancorar no porto da cidade também deve ser reduzido em breve.

Ilha de Skye (Escócia)

A infraestrutura dessa ilha escocesa não tem aguentado o alto número de turistas que visitam suas quedas d’água, chamadas de Faity Pools (“Piscinas das fadas”), e seus enormes rochedos. Muitos deles dormem em carros à beira das estradas para economizar.

Os congestionamento de veículos, o barulho e os viajantes que urinam em público fizeram os moradores reclamar em peso, e a polícia avisou que os visitantes devem se manter longe, a não ser que tenham reservado lugares para dormir.

Cinque Terre (Itália)

Em 2015, 2,5 milhões de turistas tomaram as pequenas ruas desses cinco vilarejos da Riviera Italiana. As autoridades prometeram diminuir o número para 1 milhão no ano seguinte, mas não implementaram nenhum limite oficial… ainda.

Cruzeiros levam milhares de visitantes que passam o dia e não contribuem com a economia local, mas o alto fluxo parece estar ligado a um aumento no número de deslizamentos de terra e queda de rochas.

Butão

O país do sul asiático, considerado um dos “mais felizes do mundo”, tem uma estratégia simples para minimizar os efeitos do turismo em massa: cobra taxas de 200 a 250 dólares por dia de visita, dependendo da época do ano.

Mesmo assim, muitos moradores do reino dos Himalaias se mostram preocupados com o impacto ambiental que o aumento no número de turistas pode representar. O desrespeito às tradições budistas e o hábito de jogar lixo em qualquer lugar também incomodam bastante.

Monte Everest (Nepal)

Os nativos do Nepal já reclamam faz tempo que o aumento no número de visitantes tem causado superlotações perigosas na maior montanha do mundo.

O número de licenças concedidas a alpinistas experientes já foi reduzido em 2015, mas outras restrições foram impostas há pouco: pessoas cegas, biamputados e alpinistas sozinhos não são mais permitidos, sob a alegação de reduzir acidentes e até mortes.

Taj Mahal (Índia)

Ser uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno tem suas desvantagens: os oito milhões de visitantes anuais do Taj Mahal fazem com que a experiência de visitar o mausoléu mais famoso do mundo não seja lá tão agradável quanto se espera.

O mármore branco da construção está amarelando, a poluição do Rio Yamuna e as pessoas que se aglomeram e se empurram nas filas têm feito as autoridades pensarem em alternativas para diminuir a frequência de visitantes.

Uma das ideias é limitar o número de ingressos baratos vendidos para turistas indianos. São 40 mil deles a cada dia, pagando cerca de R$2 pela entrada, enquanto os estrangeiros pagam cerca de R$50.

Machu Picchu (Peru)

Outra Maravilha do Mundo Moderno, a cidade pré-colombiana exige desde 2014 que estrangeiros contratem guias oficiais para fazer visitas. Mesmo assim, segundo os números de 2016, Machu Picchu registrou 4 mil visitantes diários, o dobro do recomendado pelo Unesco para preservar o local.

Desde julho de 2017, as visitas são limitadas a duas sessões diárias, das 6h da manhã ao meio-dia e do meio-dia às 17h30. Há quem diga que as restrições não são o suficiente para diminuir as superlotações e os danos ao patrimônio histórico, e novos limites podem ser sugeridos em breve.

Ilhas Galápagos (Equador)

A biodiversidade das Ilhas Galápagos ficou mundialmente famosa graças a Charles Darwin. Agora, o desafio é conservá-la, mesmo atraindo turistas de todo o planeta.

Já era necessário estar acompanhado de guias locais para fazer as visitas, limitadas a áreas específicas do arquipélago. Em 2017, o governo do Equador definiu novas regras, que ainda não entraram em vigor.

Num futuro próximo, turistas precisarão apresentar uma passagem de volta de avião antes de visitar, além de comprovante de reserva em hotéis ou cartas de moradores os convidando para se hospedar, além de receber um cartão para controlar o tráfego.

Antártida

O continente mais ao sul do planeta costuma ser descrito como a última região selvagem do mundo. Mas isso pode mudar caso o número de turistas siga aumentando, uma preocupação de cientistas que fazem pesquisas por lá.

Hoje, os barcos que navegam pela região não podem levar mais de 500 passageiros, e muitos deles não ultrapassa os 100 por causa das regras sobre o número de pessoas que pode desembarcar ao mesmo tempo.

 

Com informações da CNN

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