Crianças de diferentes lugares e realidades mostram seus brinquedos favoritos

Passamos muito tempo falando sobre o mundo e pouco realmente tentando entender o que acontece ao redor dele. É o que achava Hans Rosling, um sueco que ficou famoso por suas palestras em que apresentava estatísticas sobre o desenvolvimento do planeta.Com objetivo de estimular a busca por fatos, Hans fez inúmeras apresentações, gravou TEDs e escreveu um livro, além de ter criado a organização Gapminder, que produz material educativo baseado em estatísticas.

Como nem todo mundo é mestre em fazer as estatísticas serem entendidas como era Hans, sua nora, Anna, co-fundadora da Gapminder, achou que uma boa alternativa é trocas os dados por imagens.Surge assim o projeto Dollar Street, em que fotógrafos visitaram, até agora, 264 casas em 50 países para registrar as diferenças no modo de vida entre famílias de diferentes realidades.

Eles clicaram as famílias, as residências, as vistas da porta de casa, além de objetos como camas, pisos, livros e talheres, assim como objetos mais amados e brinquedos favoritos. São esses que compõem a galeria abaixo:

(País/Renda familiar por pessoa adulta)

Índia/US$ 245

Colômbia/US$ 145

Ruanda/US$251

Estados Unidos/US$ 855

Burkina Faso/US$95

Camarões/US$1116

China/US$2235

Ruanda/US$72

Jordânia/US$853

México/US$1093

Costa do Marfim/US$61

Bolívia/US$254

Nigéria/US$124

Turquia/US$218

Ucrânia/476

EUA/US$4650

 

Fotos via Gapminder (Creative Commons 4.0)/fonte:[via]

Em Paris, livraria abandonada vira hospedagem estilosa e cult com 4,5 mil livros

O grande escritor argentino Jorge Luis Borges imaginava que o paraíso seria uma espécie de biblioteca, e para os amantes inveterados dos livros, viver rodeado por eles é parte quase tão fundamental da vida quanto viver rodeado por oxigênio.

A mais importante livraria de Paris, Shakespeare & Co., tornou-se famosa não só por sua fundadora, Sylvia Beach, ter sido a primeira editora a publicar o revolucionário livro Ulysses, de James Joyce, mas também por que sua maravilhosa livraria serviu como hospedaria, desde sua fundação em 1919, a milhares de pessoas. Entre artistas, escritores, notívagos e viajantes, se valeram da Shakespeare & Co., muita gente pernoitou entre alguns dos melhores livros à venda na capital francesa.

Pois uma outra livraria parisiense vem se popularizando por oferecer se não uma vida eterna no paraíso de Borges, ao menos algumas noites para viajantes poderem dormir entre livros. Trata-se da La Librarie, parte de um projeto intitulado Paris Boutik, que restaura estabelecimentos tradicionais em desuso e os transforma em hospedagens. Sem alterar a essência, a estética e a característica arquitetura dos locais, o projeto revigora e oferece novo sentido para o charme até então abandonado de tais lugares.

No passado, a La Librarie era um sebo, que agora foi transformada em um espaço capaz de receber até 4 pessoas em uma grande biblioteca, oferecendo cerca de 4,5 mil livros. Dentro desse paraíso literário há também equipamentos como maquina de café, minibar, pia e banheiro, além de um delicioso e imenso colchão que convida não só à leitura como ao mais profundo sono – devidamente protegido de ruídos externos e da luz graças a um vidro e cortinas especiais.

E os livros estão por toda parte – inclusive no banheiro e na cozinha. La Librarie fica no bairro bairro alto do Marais, rodeada de restaurantes, galerias e outras livrarias, e o pernoite para duas pessoas custa 275 euros, ou cerca de 1,130 reais (para 3 pessoas a noite custa 1209 reais, e para 4 pessoas a hospedagem custa 1260 reais pela noite).

Pode não ser a entrada para uma vida eterna em uma biblioteca, mas é bastante próximo de um paraíso na Terra sonhado por Borges.

 

© fotos: reprodução/fonte:[via]

Câncer volta, se espalha, mas ela mantém data do casamento: ‘Foco é amar a vida’

Laurin Long e Michael Bank não deixariam o câncer mandar na data do casamento deles. Alguns meses atrás, os médicos avisaram que haviam chances dela estar com tubo oxigênio ou mesmo dela não poder andar sozinha. Sua doença havia sido vencida há mais de dois anos, mas de repente voltou quando o casal estava planejando a vida juntos.

“Mude sua data de casamento”, os médicos aconselharam. Mas o dia 24 de março era muito especial para ser deixado de lado – foi o dia em que Laurin e Michael se conheceram. Mudar isso seria como ceder ao câncer e desistir. Então os dois encararam o desafio.

Laurin e Michael conseguem se casar, como planejado

“Decidimos que em 24 de março, qualquer que fosse a condição em que eu estava, nós faríamos”, disse Laurin ao site Today. “Ela é incrível. Temos nos concentrado em amar uns aos outros e amar a vida”, acrescentou Michael.

O casal, que mora em Columbia, na Carolina do Sul, se casou como sempre planejou. A noiva estava andando pelo corredor e depois dançando com o marido – energia que ela credita ao tratamento “muito intenso” que está recebendo como parte de um teste clínico que combate o câncer, mas também fazendo seu cabelo cair e causando outros efeitos colaterais.

O casal caminha feliz durante o casamento

A História

O casal se conheceu em um site de namoro no dia 24 de março de 2015. Na época, Laurin já estava lutando contra o câncer de mama, diagnosticado pouco antes dela completar 26 anos. Ela passou por quimioterapia, mastectomia dupla e seis semanas de radiação.

Para celebrar o fim do tratamento, Laurin fez um ensaio fotográfico onde aparecia com a cabeça careca e luvas de boxe cor-de-rosa. Ela usou essas fotos para seu perfil no site namoro, o que deixou Michael, dono de uma escola de karatê, intrigado.

“Apenas o fato de que ela estava sorrindo em meio a tudo o que estava acontecendo e disposta a se colocar lá fora – eu pensei que ela era alguém que tinha amor pela vida”, lembrou ele. “Eu continuei voltando e olhando as fotos”, conta. Ele mandou então uma mensagem e eles tiveram um encontro no café no dia seguinte.

Ambos eram apaixonados por viagens e aventuras. E havia muito para comemorar: os testes mostraram que Laurin não tinha resquícios da doença.

O casal celebra e acredita na vida

Ainda assim, quando Laurin e Michael se apaixonaram, permaneceram atentos. O câncer já havia devastado a família de Laurin: sua mãe morreu de câncer no pâncreas quando ela tinha 17 anos e seu pai morreu de câncer de cólon quando ela tinha 22.

“Nós nos concentramos em fazer aventuras incríveis e viajar, sabendo que havia uma chance de que isso pudesse voltar”, disse Michael. Eles fizeram um cruzeiro para as Bahamas, passaram as férias em Cancun e viajaram por todo o país.

Em agosto de 2017, Laurin começou a sentir fortes dores nas costas e acabou num pronto socorro. Os médicos pensaram que eram apenas espasmos musculares e receitaram relaxantes musculares e analgésicos, mas ela sentia como se seus ossos estivessem quebrando. Depois de uma série de exames, descobriram que o câncer de mama havia voltado, espalhando-se por seus ossos e fígado.

“Ficamos apavorados”, disse Michael. Foi quando os médicos começaram a sugerir que eles adiassem a data do 24 de março, mas o casal ficou firme, não deixando o medo mudar seus planos. Laurin começou uma nova sessão de quimioterapia, mas, em dezembro, recebeu a notícia de que o tumor tinha se espalhado para seus pulmões. Sua única opção, então, era participar de um teste clínico agressivo. Assim, exames começaram a mostrar que os tumores estavam diminuindo.

A jovem compartilhou as boas novas com os amigos: “A médica entrou hoje e perguntou como nós estávamos. Nós respondemos que bem e ela respondeu ‘ótimo, vamos deixá-lo ainda melhor!’. Eu sabia que nós iríamos receber ótimas notícias. Os exames chegaram… os dois tumores são diminuindo. O restante dos melanomas metastáticos estão pequenos demais para serem medidos e estão estáveis. O teste está funcionando”.

O casal não se arrepende de ter mantido a data: “Esperamos pelo casamento e fizemos tudo nos nossos termos“, conta a noiva. A partir de agora eles pretendem continuar fazendo o que amam: viajar! “Nós continuaremos vivendo, viajando e fazendo o que queremos dentro do possível. Nós decidimos que sempre focaremos na qualidade e não na quantidade“, disse Michael.

Laurin segurando o retrato de sua mãe

 

Fotos: Tiffany Ellis Photography/fonte:[via]

Fotos raras de um momento ainda mais raro: a jovem Janis Joplin comportada e relax

Antes de se tornar um símbolo dos loucos anos que encerraram a década de 60 e uma das maiores cantoras em todos os tempos, com sua colorida e corajosa rebeldia, o desenfreado uso de drogas e a força de sua atitude e principalmente sua incrível voz, Janis Joplin foi uma jovem e talentosa estudante que começava a se destacar como cantora como parte de um trio folk. Em 1962 o jornal de sua universidade a fotografou para uma reportagem a seu respeito, e é incrível hoje ver um espírito aparentemente tranquilo, relaxada e comportada com seu violão.

É claro que o verdadeiro espírito que viria a se revelar a partir de sua voz e de seus shows em 1967 já estava lá, e a própria chamada para a matéria já sugere a Jonis Joplin que viria a ser e conquistar o mundo cinco anos depois: “Ela ousa ser diferente”. O texto da reportagem ilustra não só o quão conservador e machista o mundo era, e o tamanho do impacto que a atitude e a música de Joplin viria a provocar pouco tempo depois. “Ela fica descalça quando tem vontade, veste calças Levis para aula por serem mais confortáveis, e carrega sua caneta para onde vai para o caso de ter a necessidade de escrever uma canção. Seu nome é Janis Joplin”, diz a matéria.

A carreira de Janis duraria somente pouco mais de três anos, desde seu estouro em 1967 (com a banda Big Brother and the Holding Company, especialmente após sua apresentação no festival de Monterey em junho daquele ano) até outubro de 1970, quando viria a falecer, aos 27 anos. Joplin precisaria lançar somente 4 discos para se tornar uma das (senão a maior) cantora de rock em todos os tempos – seus 4 discos, no entanto, viriam a vender cerca de 20 milhões de cópias.

 

© fotos: Marjorie Alette/fonte:[via]