Conta do Instagram transforma felinos em super-heróis e muitas outras coisas

Quem convive com gatos sabe que eles possuem personalidades clara e definidas. Alguns são mais carinhosos, outros mais temperamentais, e todos são charmosamente um pouco malucos – reagindo subitamente a coisa nenhuma, e adentrando instantaneamente em uma aventura destemida entre os móveis da casa, como se fizessem um parkur do sofá para a mesa até a estante dos livros. Foi para dar cara e vida a esse mundo imaginário que os felinos parecem possuir que a artista A.R. Coffelt criou o projeto I Draw on Cats, ou Eu desenho em gatos.

Para trazer à luz o mundo secreto dos gatos a artista transforma os bichanos nas fotos em mulher-maravilha, Aladdin, astronautas, atletas e caça-fantasmas, entre muitas outras identidades. É como se os traços sobre as fotos pudessem revelar o que os gatos realmente estão pensando quando se lançam em mais uma aventura repentina – e esses “segredos” irresistíveis foram revelados tanto em sua conta no Instagram quanto em seu livro, reunindo os desenhos.

 

© fotos: Instagram/fonte:via

Após falecimento de cão, ela jurou não ter mais pets, até começar a fazer estas fotos

Perder um animal de estimação pode ser tão difícil quanto perder um parente, segundo aponta um estudo sobre o assunto. Então, quando o cãozinho Mustang da fotógrafa Sujata Setia faleceu, ela jurou que nunca mais teria outro companheiro de quatro patas.

Eu não conseguia amar outro animal de estimação como eu amei Mustang. Nós estávamos obcecados com ele. Ele era nossa vida e, de repente, quando ele se foi, eu senti como se ninguém pudesse entender a dor e a perda que eu sentia enquanto mãe“, escreveu ela ao site Bored Panda.

Na publicação, a fotógrafa conta que muitos clientes que traziam seus bebês para um ensaio fotográfico pediam para que os recém-nascidos tirassem uma foto ao lado do cachorro. Foi então que ela começou a registrar as crianças ao lado de outros animais e transformou isso em uma maneira de lidar com a perda.

Tirar estas fotos me ajudou a curar e nós iremos em breve trazer para casa dois filhotes maravilhosos e chamaremos um deles de Mustang“, conclui Sujata, mostrando que a fotografia pode ser também uma ótima maneira de superar a dor do luto. ♥

Além de ser uma amante dos animais, Sujata também é uma fotógrafa de talento, tendo recebido diversos prêmios por seus retratos de recém-nascidos e famílias. Apenas dois anos após começar a fotografar, suas imagens já receberam reconhecimento internacional, sendo publicadas por veículos como Forbes, The Daily Mail e Vanity Fair.

Com sede em Londres, ela só começou a fotografar após o nascimento da filha Aayat para registrar os momentos únicos ao lado da menina. Um ano e meio depois, sua câmera já havia se transformado em profissão.

Espia só algumas das adoráveis imagens que a fizeram abrir seu coração para ter um novo cãozinho em casa. 🙂

 

Fotos © Sujata Setia /fonte:via

Como um aparelho de tortura medieval ajudou este atleta britânico a voltar a competir

Nadar 3800 metros, pedalar por 180 km e correr 42 km. A sequência era um desafio que o triatleta britânico Tim Don conhecia e dominava: em maio de 2017, ele veio ao Brasil para competir na etapa de Florianópolis do Ironman, batendo o recorde mundial da prova: 7 horas, 40 minutos e 23 segundos, mais de 4 minutos mais rápido que o recordista anterior.

Mas vencer o Ironman seria algo até simples em comparação com o que estaria por vir. Tim, que havia competido em três Olimpíadas, estava há meses no Havaí se preparando para o Campeonato Mundial de Ironman, em Kona.

Favorito ao título, ele nem chegou a iniciar a prova: na antevéspera do dia tão esperado, ele fazia um treino de ciclismo quando foi atropelado por uma caminhonete, resultando em ferimentos de menor e maior gravidade, incluindo uma fratura na vértebra C2, que costuma quebrar em casos de enforcamento.

O médico de Don lhe ofereceu três opções: usar um colar cervical, que o imobilizaria até que a fratura se cicatrizasse sozinha, opção pouco recomendada devido à gravidade da lesão; passar por uma cirurgia, que lhe garantiria o retorno da saúde, mas provavelmente acabaria com sua carreira como atleta profissional; ou usar um equipamento igual a um aparelho de tortura medieval.

Don escolheu a terceira opção. Passou seis meses com o instrumento, chamado de ‘Halo’, ou auréola. Quatro pinos de titânio foram colocados em seu crânio, dois na parte da frente e dois na parte de trás da cabeça. Eles estavam presos a barras de metal ligadas a um colar. Seu pescoço não poderia estar mais imobilizado.

Foram quatro meses difíceis, especialmente para alguém tão acostumado a estar em movimento. Mas valeu a pena: Don voltou a treinar na academia ainda com a auréola, e finalmente pôde retirar o equipamento, que quase o fez desmaiar de dor – sua cabeça inchou e os buracos ficaram apertados, fazendo escorrer sangue. A esposa do triatleta usou uma esponja para limpar a testa, e ele chegou perto de apagar.

Em abril, 6 meses depois do acidente, ele participou da maratona de Boston. Correu os 42195 metros em 2 horas, 49 minutos e 42 segundos, bem perto de seu objetivo, 2h50. E já pensa em competir numa edição do Ironman em junho.

Por enquanto, o grande desafio parece ser a natação. Ele não tem conseguido movimentar o pescoço satisfatoriamente para respirar entre uma braça e outra, precisando usar um snorkel. Mas, se a história de Don ensina alguma coisa, é que não se deve duvidar da sua força de vontade.

 

Fotos: Reprodução/Instagram/fonte:via