Mistério de astronauta em foto de garotinha britânica já tem mais de 50 anos sem resposta

Era um belo dia do verão de 1964 em Carlisle, no norte da Inglaterra, e a família Templeton decidiu dar uma volta pela cidade, terminando no lugar favorito do pai, Jim, da mãe, Annie, e da pequena Elizabeth.

Foi lá que Jim tirou a fotografia que faria seu nome percorrer o mundo: ele registrou a filha usando um vestido recém-comprado, mas só ao receber as fotos reveladas é que ele percebeu a presença de outra criatura na imagem.

Jim, que faleceu em 2011, passou a vida jurando que não havia mais ninguém por ali além de si, de Elizabeth e de Annie, que estava atrás dele. Duas senhoras conversavam dentro de um carro, mas distantes do local onde a família estava sentada.

Jim achou estranho e levou a fotografia até a polícia, suspeitando de alguma manipulação – os policiais não encontraram nenhum indício que indicasse isso. A história ficou famosa na região e logo chegou até os grandes jornais britânicos, que chamaram a atenção de veículos de todo o planeta.

A Kodak, empresa que fabricara todo o equipamento envolvido na fotografia, fez uma perícia e constatou não haver nenhuma alteração, inclusive oferecendo um prêmio a alguém que provasse se tratar de uma fraude – algo que nunca ocorreu.

Os ufólogos não tiveram dúvidas: o traje branco e o capacete com um visor preto só poderiam significar que se tratava de um astronauta. Vale lembrar que a corrida espacial entre EUA e URSS estava a todo vapor, e aparições de supostos OVNIs eram assunto frequente.

 

Jim contou que, após a fotografia ficar famosa, ele foi visitado por dois homens que diziam ser do governo e não contaram seus nomes, afirmando que suas identificações eram os números 9 e 11.

Eles o levaram até o local da imagem e começaram a fazer perguntas, mas ficaram bravos quando ele explicou que não tinha visto a criatura enquanto fazia a foto. Foram embora e o deixaram lá mesmo. Meses depois, Jim confessou achar que se tratou de uma fraude, e que ele caiu em uma pegadinha de dois homens se passando por agentes do governo.

De qualquer forma, a fotografia continua sendo um mistério difícil de explicar. Há quem fale na aparição de um espírito, outros afirmam que Jim ou Elizabeth tinham poderes psíquicos.

Uma outra fotografia tirada no mesmo dia mostra Elizabeth sentada e a mãe, Annie, agachada ao lado, com um vestido azul. Isso levou os céticos a teorizar que provavelmente Annie saiu de trás de Jim e ele não percebeu por causa da câmera.

Ela seria o suposto astronauta, estando de costas para as lentes de Jim. A superexposição à luz teria feito com que ela aparecesse como alguém toda de branco, e não de azul.

Mesmo assim, a teoria não convence a todos, e o mistério da fotografia segue causando a curiosidade de pessoas de todo o mundo.

 

Fotos: Jim Templeton/fonte:via

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Cirurgiões conectam perna de criança de 7 anos do jeito errado, por um bom motivo

Amelia Eldred tinha o sonho de se tornar dançarina e se apresentar em um palco, quando recebeu a notícia de que teria um grande obstáculo para alcançar tal objetivo: um tumor de 10 centímetros no fêmur de sua perna esquerda.

Com apenas 7 anos, a fim de salvar a perna da pequena Amelia, os médicos tentaram primeiro quimioterapia.

Quando o tumor não respondeu ao tratamento, os cirurgiões decidiram ser criativos: precisariam amputar o membro, mas propuseram à família uma solução para que a criança tão criança mantivesse sua mobilidade.

Qual? Reconectar sua perna “ao contrário”.

O procedimento

Durante um procedimento médico raro e complexo, cirurgiões britânicos amputaram a perna de Amelia na coxa, retiraram o tumor e então reconectaram a parte inferior da perna na parte superior da perna, para trás.

A ideia é de que Amelia possa um dia usar o tornozelo como uma articulação do joelho, simplesmente encaixando uma prótese no pé para poder andar, correr e dançar mais uma vez.

“Não parece tão diferente”, Amelia contou ao portal BBC News. “Mas é diferente quando eu tenho que me mover porque é o contrário – quando eu movo para cima ou para baixo ou lado a lado, eu faço o contrário porque é o lado errado”.

Osteossarcoma

Amelia, da cidade inglesa de Tamworth, foi diagnosticada ano passado com uma forma de câncer ósseo chamado osteossarcoma, ou sarcoma osteogênico.

A perna de Amelia quebrou enquanto ela brincava e, quando seus pais a levaram para a emergência, a garota foi enviada para o Hospital Infantil de Birmingham, onde os médicos confirmaram o diagnóstico.
O osteossarcoma é o tipo mais comum de câncer ósseo em crianças e geralmente afeta o fêmur e a tíbia na parte superior e inferior da perna e o úmero no braço. Quando tratado precocemente, a taxa de sobrevida a longo prazo é de 70 a 75%.

Esses tumores podem ser tratados com quimioterapia ou cirurgia, como a plastia de rotação, um procedimento normalmente utilizado para tratar câncer em crianças nas quais a parte inferior da perna é girada em 180 graus, essencialmente transformando o tornozelo em um joelho.

Preservando a mobilidade

De acordo com Lee Jeys, cirurgião que realizou o procedimento em Amelia, ela “era a paciente perfeita” e até “disse ‘adeus, perdedor’ ao câncer enquanto nos preparávamos para amputar”.

Os pais de Amelia também falaram de sua confiança e positividade. “Dessa forma, ela será capaz de fazer todas as coisas que costumava amar, todos os esportes e a dança”, comentou Michelle Eldred, mãe da menina.

“Amelia sempre foi uma criança ativa. Frequentou vários clubes: natação, atletismo, dança de rua, balé e sapateado, acrobacia e ginástica. Além disso, adora andar de bicicleta e correr. Ela sonha um dia em voltar a dançar e se apresentar em um palco”, disse ao portal Birmingham Live.

No entanto, Michelle também afirmou que a pequena tem desenvolvido novos sonhos desde a cirurgia: “Ela fala de como sua nova perna permitirá que ela viaje pelo mundo um dia e talvez até entre nos Jogos Paraolímpicos”.

O poder da ciência pode ser transformador, para o bem e para o mal. Não é a coisa mais bonita vê-lo usado a serviço do sonho de uma criança?

fonte:via[ScienceAlert]