Canoa solar ajuda comunidades a navegar sem gasolina pela Amazônia

Que a gasolina não é lá muito amiga do meio ambiente eu imagino que você já saiba. Agora resta descobrir alternativas para não ficar queimando combustível fóssil por aí.

Quem sabe uma canoa movida a energia solar, por exemplo?

Ela existe, se chama Tapiatpia e está ajudando comunidades indígenas a navegar pela Amazônia. A canoa percorre 67 km pelos rios Capahuari e Pastaza, no Equador, ajudando na locomoção de cerca de mil pessoas que vivem em nove assentamentos.


Segundo a BBC, este seria o primeiro sistema fluvial comunitário solar a existir nesta parte da Amazônia. A canoa, feita em fibra de vidro, utiliza 32 painéis solares em seu teto e se inspira no desenho de embarcações usadas por indígenas que vivem no norte do país.

Em funcionamento há apenas um ano, o sistema ainda se encontra em uma etapa inicial. Se der certo, pode ser expandido para outras áreas da Amazônia, oferecendo uma alternativa de transporte sustentável para comunidades que antes viviam quase isoladas.

O projeto, conhecido como Kara Solar, foi desenvolvido pelo americano Oliver Utne, que conviveu com a comunidade beneficiada pela iniciativa durante anos. Antes, o transporte entre as aldeias achuar era realizado majoritariamente por barcos movidos a gasolina e diesel.

Porém, além de os combustíveis serem mais caros na região, pois chegam de avião, eles também contaminam a água a afugentam os animais, base do sustento das comunidades que vivem na área. Por outro lado, a construção de estradas promoveria o desmatamento e afetaria a biodiversidade do entorno.

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O projeto foi uma iniciativa da Asociación Latinoamericana para el Desarrollo Alternativo (ALDEA) em conjunto com a Nacionalidad Achuar del Ecuador (NAE). Todas as decisões relativas aos horários, rotas e ao ponto central de embarque foram tomadas pela comunidade com o auxílio da organização Plan Junto.

 

Fotos: Divulgação Kara Solar/fonte:via

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Pescadores encontram fóssil de mastodonte pré histórico em praia de SC

Um grupo de pescadores de Santa Catarina foi responsável por uma descoberta histórica para a paleontologia mundial. Um dia normal de pesca de arrasto – prática de instalar a rede no fundo do mar, foi interrompido quando, ao trazerem o material para a superfície, os pescadores perceberam algo diferente. Eles haviam pescado nada menos do que um pedaço da mandíbula de um mastodonte.

Extinto há 11 mil anos, o mastodonte é uma espécie de elefante, coberto de pelos e que viveu na América Sul durante a Era do Gelo. De acordo com o Diário Catarinense, a constatação foi realizada pelo pesquisador Julio Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali. Soto garante ser a primeira vez que um fóssil deste animal é encontrado em Santa Catarina.

O pedaço da mandíbula do mastodonte estava acomodado há 23 metros de profundidade, na chamada costa de Sombrio, no Sul catarinense.

“É um grande achado. Por ser um lado da mandíbula quase inteiro. Isso é muito difícil de achar. Temos mais de 100 fósseis similares na coleção, vindos do Sul do Rio Grande do Sul, e nenhum deles está inteiro”, explica Julio Soto.

A descoberta dos pescadores reafirma a tese de que o local abriga outros fósseis. Para se ter ideia, junto com a mandíbula do mastodonte foram encontradas vértebras de uma preguiça-gigante e outra espécie, Toxodonte, com características similares a de um hipopótamo.

Restos mortais do mastodonte já foram colhidos no Norte e Nordeste do Brasil, em Minas Gerais e no Sul do Rio Grande do Sul.

 

Fotos: foto 1: Wikimedia Commons/foto 2: Divulgação/Museu Oceanográfico Univali/fonte:via