Este é o Nappy, um banco de imagens maravilhoso com apenas negros e 100% de graça

O padrão de beleza vigente na sociedade é o de pessoas brancas e, por isso, é muito difícil propagandas de televisão e anúncios de revistas mostrarem outras etnias, sobretudo afrodescendentes, mesmo no Brasil, onde os negros representam 54% da população do país.

Obviamente, este é um problema mundial e a falta de representatividade está em todo lugar, inclusive nos bancos de imagens. Por isso foi criado o Nappy, um site com fotos em alta resolução de pessoas negras e 100% gratuito.

O Nappy foi idealizado pela SHADE, uma agência de criadores negros do Brooklyn, Nova York. As imagens mostram pessoas negras em situações cotidianas exatamente como as milhões de fotos que existem na internet ou em outros sites de imagens, só que com pessoas brancas.

Pode parecer simples encontrar fotos de pessoas digitando em um laptop, tomando café sentada em um Starbucks, namorando em um banco de praça, amamentando seu filho no sofá da sala, mas quando se tratam de pessoas negras, é praticamente impossível.

No descritivo do site, os criadores explicam isso:

“[…] se você digitar a palavra “café” no Unsplash (outro site de imagens grátis), raramente verá uma xícara de café sendo segurada por mãos pretas. É o mesmo resultado se você digitar termos como “computador” ou “viajar”. Você pode encontrar uma ou duas imagens, mas elas são muito raras. Mas os negros também bebem café, usamos computadores e certamente amamos viajar.”

Imagens: Nappy/fonte:via

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Este 8 cliques nos lembram como Linda McCartney era uma fotógrafa incrível

Muito antes de se tornar a mulher de Paul McCartney – com quem permaneceria casada até o fim de sua vida, de 1968 até 1998 –, Linda McCartney era Linda Eastman, uma jovem fotógrafa que registrou com talento extraordinário o universo do qual fazia parte anos antes de conhecer o baixista dos Beatles: o mundo do Rock e da música pop.

Os maiores nomes do gênero, como Jimi Hendrix, Bob Dylan, Janis Joplin, Eric Clapton, Jim Morrison, Paul Simon, Aretha Franklin e Neil Young, entre muitos outros, posaram para as lentes de Linda. Agora, 63 de suas fotografias foram doadas para o museu V&A, em Londres.

Frequentadora assídua da cena de rock de Nova York na segunda metade dos anos 1960, Linda se tornou uma espécie de fotógrafa não-oficial de casas de show como a lendária Filmore East, na cidade – e foi assim que se tornou, por exemplo, a primeira mulher a assinar a foto de capa da revista Rolling Stone, com uma imagem de Eric Clapton em 1968, e ganhou um prêmio de melhor fotógrafa mulher dos EUA em 67 e 68.

Amiga pessoal de muitos dos maiores nomes do rock da época, foi fotografando em Londres em 1967 que Linda conheceu Paul, em uma boate. Quatro dias depois o músico a convidou para a festa de lançamento do histórico disco Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – e o resto tornou-se uma longeva história de amor.

As imagens doadas ao museu percorrem um período de quatro décadas, desde os anos 1960 até os anos 1990, com imagens de grandes astros do rock ao lado de retratos bucólicos e amorosos de sua família – e até algumas de suas polaroides, reveladas ao público pela primeira vez.

“Linda McCartney era uma talentosa testemunha da cultura pop, que explorou muitos olhares criativos com sua fotografia artística. Sua câmera também capturou momentos afetuosos com sua família. Esse presente fotográfico incrível complementa a coleção do museu. Nosso maior agradecimento vai para Sir Paul McCartney e sua família por esse presente generoso e incrível” disse Martin Barnes, curador de fotografia do V&A.

Acima, Stella McCartney; abaixo, Mary McCartney

As fotos de Linda McCartney estarão expostas no novo centro de fotografias do V&A Museum, em Londres, com abertura ao público no dia 12 de outubro de 2018.

Acima, foto sem título; abaixo, a família McCartney na Escócia

© fotos: Linda McCartney/fonte:via