Essa garrafa de água se decompõe em alguns meses e promete ser uma alternativa ao plástico

Cerca de um milhão de garrafinhas de plástico são vendidas a cada minuto no mundo. A água contida dentro delas também vem com milhares de partículas de microplásticos “de brinde”, segundo aponta uma pesquisa recente realizada pela Orb Media, uma organização jornalística sem fins lucrativos.

O cientista britânico James Longcroft desenvolveu uma solução de garrafa de água que visa diminuir o problema, a CH20ose. O projeto busca financiamento coletivo através da plataforma IndieGoGo e já arrecadou £ 26 mil para sua confecção.

De acordo com os criadores, a garrafinha é completamente biodegradável, feita de produtos sustentáveis, reciclável e sua decomposição ocorre de maneira não tóxica dentro de alguns meses. Apesar disso, não é revelado o material usado na parte interna da garrafa – o exterior é feito de papel reciclado.

Estima-se que as garrafinhas da CH20ose devam chegar ao mercado britânico até o final do ano custando o equivalente a cerca de R$ 4 cada.

Além de buscar minimizar os impactos do plástico no meio ambiente, a iniciativa também tem um fim social. Através de uma parceria com a organização Water for Africa, o projeto pretende doar 100% de seus lucros para melhorar o acesso à água no continente africano.

Fotos: Divulgação/fonte:via

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Vítimas das pesca com redes, restam somente 12 golfinhos ‘vaquita’ vivos no planeta

A extinção completa de espécies pode nos parecer um evento restrito a uma antiguidade distante, mas a verdade é que tal processo está ocorrendo com diversos animais enquanto este texto está sendo lido. Uma das espécies mais ameaçadas do mundo é o simpático golfinho “Vaquita”, conhecido como o “panda dos mares” por sua coloração escura ao redor dos olhos. Indícios apontam que restam somente 12 exemplares do Vaquita vivos, na natureza – e de que a extinção completa da espécie pode acontecer ainda esse ano.

O Vaquita é um golfinho pequeno, que vive na parte norte do Golfo da Califórnia, gosta de águas quentes e vive de modo geral uma vida solitária. Essa opção, no entanto, vem se tornando uma condição diante da diminuição radical da espécie ao longo dos últimos anos: em 1997 havia contabilizados cerca de 600 golfinhos da espécie; no ano passado, o número chegou a 30, caindo para 12 em 2018 – e assim compreende-se o temor de que os Vaquitas simplesmente deixem de existir.

Exemplos de Vaquitas presos em redes de pescadores

A principal ameaça a espécie não é diretamente a sua caça, mas certos métodos de pesca tanto na Califórnia quanto no México, principalmente o uso de redes de emalhar – que costumam prender o pequeno golfinho. Ainda que o uso dessa rede seja proibido no México, assim como a própria pesca do peixe Totoaba (principal “alvo” dos pescadores e suas redes), o lucro sugerido pela venda do Totoaba no mercado ilegal faz com que a prática siga acontecendo no Golfo – e assim vão desaparecendo os últimos Vaquitas.

Além das legislações e da tentativa de se educar pescadores e a própria população, algumas medidas vem sendo estudadas para se tentar evitar o desaparecimento dos “pandas dos mares”. Grupos de atuação já sugerem a captura dos últimos Vaquitas para tentar a reprodução em cativeiro, mas o alto nível de estresse para os animais durante o processo pode ser também uma ameaça aos poucos exemplares que restam. Enquanto isso, a monitoração no Golfo continua, como continua a ganância que pode fazer desaparecer uma espécie animal diante de nossos olhos.

Abaixo, um curto documentário em inglês sobre a luta para salvar o Vaquita.

© fotos: divulgação/fonte:via