Únicos solteiros entre os amigos, dupla faz viagem de ‘Brother de Mel’

Com 15 anos de amizade e uma mochila nas costas, estes dois aventureiros partiram em uma inesquecível viagem de “Brother de Mel” pela Tailândia.

Os registros do retiro entre amigos foram feitos no melhor estilo da série “Follow Me To“, criada pelo fotógrafo Murad Osmann e transformada em clichê na internet.

O primeiro clique começou já no aeroporto. Logo, a dupla seguiu para Ton Sai Beach, continuou a viagem por Chiang Mai, visitou alguns templos tailandeses, conheceu um santuário de elefantes e uma estátua gigante de Buda, e terminou a trip em Bangkok. Cada momento foi registrado com muita broderagem, em fotos que os dois amigos aparecem de mãos dadas.

A ideia foi compartilhada através de um tópico no Imgur, que ganhou o título de “enquanto todos os outros estão casando e tendo filhos…“. Depois de públicada, a série de fotos já foi vista por mais de 200 mil pessoas e deixou muita gente morrendo de vontade de sair em uma “Brother de Mel” também.

Espia só que tudo!

Fotos: Imgur/Reprodução /fonte:via

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Jornada do último escravo americano é publicada, quase 90 anos depois de escrita

É difícil supor algum evento mais nocivo para o desenvolvimento social e político de um país do que a escravidão. Todos os aspectos das relações sociais dos países forjados sobre tal horror foram e ainda são afetados e pautados diretamente por essa prática – e os efeitos disso podem evidentemente ser sentidos até hoje. Um novo livro de autoria da antropóloga e escritora americana Zora Neale Hurston conta uma importante e esquecida parte dessa história nos EUA, e está sendo publicado pela primeira vez quase 90 anos depois de ser escrito.

Autora do clássico Seus olhos Viam Deus, Zora faleceu em 1960 como um dos mais importantes nomes da literatura e da antropologia na luta pelos direitos civis e a igualdade racial nos EUA. Em 1931, após intensa pesquisa sobre Cudjo Lewis, considerado “o último sobrevivente do último navio negreiro a abarcar na costa americana” – em suma, o último escravo levado da África aos EUA – Zora escreveu o livro Barracoon: The Story of the Last ‘Black Cargo’ (Barracon: a história da última ‘carga negra’, em tradução livre) contando justamente a história de Lewis, originalmente batizado como Oluale Kossola, que foi levado em 1860 do Benim para os EUA – ainda que o tráfico internacional de escravos já fosse proibido no país então há 50 anos.

Oluale sobreviveu a uma viagem de 45 dias no famigerado navio Clotilde, e foi forçado a trabalhar nas docas do Rio Alabama até 1865, quando enfim foi libertado depois do fim da Guerra Civil americana. Oluale sobreviveria até 1935, e sua história foi escrita por Zora enquanto ele ainda era vivo.

À época, o livro foi terminantemente rejeitado pela editoras – sendo enfim publicado somente agora, 87 anos após sua conclusão. E o motivo é espantoso, assim como a manutenção do silêncio de tal obra fundamental.

Muitas editoras criaram objeções ao uso de um “dialeto negro” na maneira de escrever de Zora – que usava tal “dialeto” como afirmação estilística e antropológica -, que se recusou a alterar seu texto. Outras editoras consideraram o livro pesado, como se quisessem virar essa página – e ate intelectuais negros foram contrários ao livro, que poderia refletir negativamente sobre uma sugerida cumplicidade africana no comércio de escravos – visto que Oluale, antes de ser mandado aos EUA, havia sido capturado e vendido por uma tribo inimiga.

A verdade, e o combate irrestrito à escravidão, eram, no entanto, o compromisso principal de Zora – que finalmente tem seu livro publicado, à venda na Amazon. A tentiva de silenciar ou amenizar história tão grave é um dos efeitos mais nocivos da herança escravocrata que permeia a história das Américas – lembrando que o Brasil recebeu um número consideravelmente maior de escravos africanos que os EUA. Assim, enfrentar essa dura realidade e celebrar o trabalho de pessoas como Zora é um primeiro passo para que tal horror jamais se repita e seja combatido em todos os seus desdobramentos até hoje.

© fotos: divulgação/fonte:via