Tartaruga engole anzol e precisa passar por cirurgia emergencial

Uma tartaruga vítima das agressões causadas pelo homem ao meio ambiente teve a vida salva após passar por um procedimento cirúrgico.

Durante resgate realizado na Praia dos Campos Elíseos, em Itanhaém, no litoral de São Paulo, membros do Instituto Gremar encontraram o animal que havia acabado de engolir um anzol.

Para a preservação de sua vida a tartaruga da espécie Caretta passou por uma laparoscopia, procedimento para retirar do esôfago um anzol em formato ‘J’, diga-se não deve ser usado pelos pescadores, que são recomendados a preferir os em formato circular.

De acordo com o Instituto Germar,  a cirurgia foi um sucesso, porém o animal de 44 kg ainda luta contra uma pneumonia. Em todo o caso a expectativa é de que ela esteja em seu habitat natural daqui cerca de 30 dias.

“Ela reagiu bem. Voltou a se alimentar. Teve sorte de ser encaminhada a tempo à nossa equipe que faz parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos”, disse ao jornal Tribuna a bióloga responsável pela equipe Rosane Farah.

Anúncios

Nos últimos 10 anos, a população de botos da Amazônia diminuiu pela metade

Duas espécies de botos habitam a bacia amazônica: o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) – aquele que “espalha filhos” pelo Brasil; e o boto-preto (Sotalia fluviatilis), ou tucuxi. As lendas em torno destes animais são muitas, mas elas podem ser tudo que resta sobre eles em alguns anos.

O alarme foi dado pelo  Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Segundo o instituto, a população do boto-cor-de-rosa teria caído pela metado nos últimos 10 anos. A situação do boto-preto é ainda pior: a mesma queda ocorreu em apenas nove anos. Graças a isso, as espécies são consideradas quase em extinção.

Um estudo que analisa a queda populacional dos cetáceos nos últimos 22 anos foi publicado no início de maio na revista científica PLOS ONE. Foram analisadas as contagens mensais de botos realizadas pela Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, entre 1994 e 2017.

De acordo com a revista Superinteressante, um dos responsáveis por esse fenômeno pode ser o peixinho no seu prato. Isso acontece porque a carne de boto-cor-de-rosa é usada há anos como isca na Amazônia. Segundo a Radioagência Nacional, cerca de dois mil botos são mortos anualmente para servir de isca para pesca da piracatinga que, embora proibida, continua ocorrendo.

fonte:via