O descaso criou uma nova epidemia de ebola no Congo

(Foto: AFP) 

Detectado pela primeira vez nas florestas da República Democrática do Congo em 1976, o ebola volta a atingir o país.

Esta é a nona vez que a enfermidade é registrada em solo congolês. No ano passado, oito pessoas haviam sido infectadas, das quais quatro morreram.

Na última semana, foram confirmadas 17 mortes pelo vírus, segundo a AFP. Além das vítimas fatais, houve um registro de mais 21 casos da doença na província de Equateur e dois em Bikoro, ambas localidades no noroeste do país. Há ainda 10 casos suspeitos de contágio que estão sendo investigados.

Micrografia eletrônica de varredura do vírus de ébola (em vermelho) sobre a superfície de uma célula de cultivo.

Apesar de grave, esta epidemia não se compara ao surto da doença que assolou países da África Ocidental entre 2013 e 2016, registrando mais de 11 mil mortes.  Graças à geografia do Congo, os surtos costumam ser localizados e fáceis de isolar, o que faz com que o ebola não se espalhe tão facilmente em seu território.

Foto em destaque: CDC/Cynthia Goldsmith /fonte:via

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Com 50 mil LPs e 40 mil CDs, ela tem uma das maiores coleções de música latina do mundo

Tudo começou aos 18 anos, quando a colecionadora espanhola Alejandra Fierro Eleta, hoje mais conhecida como Gladys Palmera, foi passar um ano no Panamá, terra natal de sua mãe. Lá ela comprou os primeiros discos de música latina, e desde então nunca mais parou. Cha-cha-cha, boogaloo, mambo, salsa, chegando ao pop e ao rock, a paixão pela música da América Latina moveu Gladys a construir uma das maiores coleções de música latina do mundo.

Sua relação com a América Latina e sua música, no entanto, vem de sua infância: por ser filha de uma mãe panamenha e por seu pai ter trabalhado muito por aqui, ela aos 4 anos já era uma apreciadora dos ritmos e estilos locais. O tempo passou, e hoje, entre LPs, CDs, e discos de 78 e 45 rotações, sua coleção já chegou a cerca de 100 mil peças musicais – com 50 mil vinis, 40 mil CDs e o restante em compactos.

Sua casa hoje é, para Gladys, como um museu aberto da essência da América Latina, reunindo discos de todas as eras, estilos e praticamente de todos os países do continente.


O “museu” de Gladys fica na cidade de San Lorenzo de El Escorial, na Espanha e, ainda que hoje seja sua casa, seu desejo é que, no futuro, não somente ela, seus amigos e familiares possam desfrutar dessa imensidão de musicalidade latina, mas que venha a dividi-la com todos.

É por isso que seu plano é um dia doar sua coleção para uma instituição, a fim de que todo mundo possa compreender a dimensão da música da América Latina, mergulhando nas raízes e na história de tais ritmos e estilos.

© fotos: reprodução/fonte:via