Série fotográfica desafia sua percepção das cores usando infravermelho

O diretor do estúdio de criação FIELD, Markus Wendt, viajou até as Ilhas Canário para fazer ao mundo uma pergunta: Será as cores uma propriedade ou uma sensação? São parte do objeto ou do espectador? Para se aproximar de tal tema, ao mesmo tempo objetivo e filosófico, que tanto pode nos inspirar questionamentos, ele decidiu realizar um experimento, fotografando a flora das Ilhas através de lentes com máxima aproximação. Depois, ele digitalmente transformou-as em imagens em infravermelho – e o resultado é tão psicodélico quanto científico.

Até o grande físico inglês Sir Isaac Newton, em seu aprofundado estudo sobre as cores, afirmou que a tonalidade das coisas nada mais é do que uma força e disposição a alcançar certa sensação dessa ou daquela cor. Assim, a partir dessa inspiração, Wendt se perguntou como seriam as plantas se estivéssemos em um plano com um sol de outra cor – e foi então que nasceu a ideia de transformar a flora canária em uma natureza abstrata, surreal e quase alienígena.

O desejo, por fim, é o de convidar os espectadores a reconsiderarem o que veem com seus próprios olhos como verdade – e perceberem que uma mínima mudança na tonalidade de uma cor é capaz de fazer o mundo ao nosso redor enlouquecer.

© fotos: Markus Wendt/fonte:via

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Café constrói um bairro inteiro para pessoas em situação de rua

Um café na Escócia tomou para si o conceito de responsabilidade social e está transformando a vida da comunidade local. Além de empregar pessoas sem-teto, o Social Bite criou um sistema de distribuição gratuita de comida e agora vai construir uma vila com 11 casas para acomodar pelo menos 20 pessoas em situação de rua.

Em atividade desde 2012, a rede possui cinco representações na Escócia e 1 a cada 5 funcionários é sem-teto. A ideia de utilizar a marca como aceleradora de desenvolvimento nasce a partir da percepção de Josh Littlejohn de que esta parcela da população é ignorada pelo governo.

“Se seguirmos chamando a atenção de lideranças políticas para este assunto podemos resolver este problema”, declarou ao site da Reuters Littlejohn.

Apenas em 2017 a rede distribuiu 100 mil pratos de comida e atualmente assiste cerca de 300 mil pessoas por semana. A atuação do Social Bite faz parte de uma crescente onda de empreendimentos com cunho social, que ao mesmo tempo em que dão dignidade para um setor marginalizado, geram lucros para a economia do país britânico.

Atualmente cerca de 11 mil pessoas não têm onde morar na Escócia, número que vem subindo desde 2015. Para a contenção dos avanços o governo injetou mais de 50 milhões de libras destinadas para a criação de políticas sociais, entre elas o incentivo ao surgimento de empreendimentos sociais.

Foto: Reprodução/Twitter/fonte:via

Pela primeira vez em 30 anos, governo sueco distribui cartilha de sobrevivência durante guerra

O medo de uma Terceira Guerra Mundial permanece assustando cidades europeias. Com as crescentes tensões entre países como os Estados Unidos, Coreia do Norte e Rússia e ameaças de ataques cibernéticos e terroristas, a Suécia acaba de iniciar um programa de orientação populacional sobre medidas para se proteger de um possível conflito.

Mais de 4 milhões de famílias foram alvo da campanha, que tem o intuito de passar orientações de sobrevivência como a importância de priorizar alimentos não perecíveis e que não precisem de água para serem preparados, como purê de batata, barras energéticas, sardinhas e macarrão.

A medida chama atenção por ser a primeira vez em que instruções desse tipo são dadas desde a década de 1980. Aliás, as versões originais foram distribuídas pelo governo durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria.

Esta não é a primeira vez em que a Europa alerta a população sobre os perigos da guerra. Em 2016 a Alemanha aconselhou os cidadãos a armazenarem comida e água em casos de emergência.

Fotos: Unsplash/fonte:via

Cavalos encontrados em Pompeia possivelmente estavam sendo preparados para escapar da erupção

Arqueólogos descobriram três cavalos que morreram no estábulo de uma vila suburbana de Pompeia durante a erupção vulcânica do Vesúvio, que famosamente enterrou a antiga cidade romana.

Dos três animais recentemente encontrados presos nas cinzas, pelo menos dois estavam encilhados, possivelmente sendo preparados para uma evacuação frenética quando foram atingidos pelos fluxos letais e piroclásticos do vulcão, no verão de 79 dC.

Moldes

O impressionante e completo gesso de um dos cavalos da vila é o primeiro do tipo em Pompeia.Quando o vulcão entrou em erupção, muitos dos moradores e animais da cidade morreram no local após serem atingidos por ondas de gás venenoso superaquecido e cinzas.

Seus cadáveres decadentes deixaram vazios assombrosos na camada de cinzas endurecida.No final do século 19, arqueólogos desenvolveram um método para injetar gesso nesses vazios, para capturar mais detalhes sobre os mortos.

Desde então, a técnica tem sido usada principalmente em humanos, e em um cão que faleceu acorrentado. Essa foi a primeira tentativa de criar o molde de um grande mamífero.

Fuga

A equipe, liderada pela zooarqueóloga Chiara Corbino, também fez moldes de duas pernas de outro cavalo descoberto nas proximidades, mas o resto do vazio deixado por esse animal foi destruído por ladrões de túmulos, conhecidos localmente como “tombaroli”.

Os ladrões escavaram as paredes da antiga vila para roubar artefatos que pudessem ser vendidos no mercado negro. Os restos mortais e esqueléticos do terceiro cavalo também foram quase completamente destruídos por tombaroli.

A vila, localizada na área de Civita Giuliana, fora das muralhas da antiga Pompeia, foi originalmente descoberta no início do século XX, depois parcialmente escavada na década de 1950 e posteriormente selada. Investigadores localizaram túneis criados por tombaroli no verão passado e alertaram os arqueólogos, que então escavaram a área de estábulo anteriormente desconhecida.

De acordo com Massimo Osanna, diretor-geral do Parque Arqueológico de Pompéia, a evidência de fragmentos de sela e rédea ao redor de dois dos cavalos sugere que eles estavam sendo preparados para serem cavalgados, provavelmente por pessoas tentando fugir da erupção. Não foi possível determinar esses detalhes nos restos do terceiro cavalo, muito danificados.

Ladrões de artefatos antigos

As autoridades italianas confirmaram à National Geographic que a descoberta do estábulo é o resultado de uma investigação criminal significativa conhecida como Operazione Artemide (Operação Artemis), liderada pela polícia italiana, os Carabinieri.

A investigação decolou em 2014, depois que ladrões roubaram uma representação de Artemis, a deusa grega da caça, das paredes de uma antiga casa de Pompeia, atualmente fechada ao público.

No início de 2015, a operação questionou mais de 140 suspeitos, entre tombaroli, traficantes de arte ilegais e até mesmo alguns membros da máfia, em intervenções simultâneas em 22 províncias italianas.

Equipes policiais recuperaram cerca de 2.000 artefatos antigos, incluindo vasos, moedas e fragmentos arquitetônicos escavados ilegalmente. De acordo com Osanna, a pesquisa na vila está concluída por enquanto, mas os arqueólogos não descartam escavações contínuas no futuro, que podem revelar momentos ainda mais trágicos congelados no tempo.

fonte:via[NatGeo]

Este museu de arte imersiva e digital de Tóquio vai mudar seus conceitos de contemplação

Uma característica comum a várias obras de arte é a capacidade de transportar o espectador para além de sua realidade. Graças à tecnologia, um coletivo de artistas japonês está prestes a levar esse conceito a um novo nível.

O teamLab é conhecido por suas instalações tecnológicas e imersivas, como o restaurante em que os pratos ‘ganham vida’ e as flores que flutuam sobre os visitantes. Agora, eles vão inaugurar um espaço totalmente dedicado à arte digital imersiva.

Com abertura prevista para 21 de junho, em Odaiba, Tóquio, o Museu de Arte Digital MORI vai contar com 10 mil metros quadrados, 520 computadores e 470 projetores para exibir as experiências imersivas mais inovadoras já criadas pelo teamLab.

De acordo com o coletivo, a ideia de inaugurar o próprio espaço surgiu porque os integrantes sentem falta de um local dedicado inteiramente à arte digital, com estrutura capaz de aguentar o aparato tecnológico e o espaço para o público interagir com as obras.

A principal exibição do Museu, chamada Borlderless (“Sem Fronteiras”) não se limita a um único espaço, podendo se mover entre as salas do museu, formando relações com outras instalações e interagindo com o público.

Assim, o teamLab declara que o intuito do museu é “Romper com as fronteiras entre ‘uma obra e a outra’, ‘arte e visitantes’ e ‘si próprio e os outros’, permitindo que os visitantes se fundam à arte e se tornem parte dela”.

Fotos: Divulgação/teamLab/fonte:via

‘(Re)conhecendo a Amazônia Negra’, projeto fotográfico exalta negritude de pulmão verde do planeta

A floresta amazônica é uma das reservas naturais mais importantes do mundo. Com aproximadamente 5,5 milhões de quilômetros, ocupa 45% do território brasileiro. Alvo de uma série de transformações pelo chamado progresso, a Amazônia já perdeu 15% de sua exuberância para o desmatamento, que ceifa suas árvores para pasmem, a plantação de soja e gado.

Além da diversidade de fauna e flora, a região ficou conhecida por ser uma das principais habitações da população indígena do Brasil. De acordo com um senso realizado pelo IBGE em 2010, cerca de 310 mil indígenas vivem no pulmão verde do planeta. Os índios amazonenses podem ser divididos em seis troncos linguísticos: Tupi, Aruaque, Tukano, Jê, Karib e Pano.

Entretanto, qual é a contribuição dos negros na construção desse espaço? Na verdade pouco se sabe. É nesse sentido que nasce o projeto (Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta, que a partir de um ensaio fotográfico realizado por Marcela Bonfim retrata a influência de mulheres e homens negros e seus costumes nesta relação com a natureza e fé na região.

Visite o site oficial do (Re)conhecendo a Amazônia Negra.

Fotos: Divulgação/Marcela Bonfim/Maria Fernanda Ribeiro/fonte:via

Pôster reúne e categoriza TODAS as pinturas a óleo já criadas por Van Gogh em um gráfico

Ao longo dos 37 turbulentos anos de sua vida, apesar das idas e vindas de sua delicada saúde mental, o pintor holandês Vincent Van Gogh criou prolificamente, produzindo das duas mil obras de arte e se tornando (lamentavelmente somente após tirar a própria vida) um dos mais importantes artistas em todos os tempos. Dentre flores, campos, mulheres, homens e autorretratos, quase 900 destas obras foram suas incríveis pinturas a óleo – que agora podem ser admiradas todas reunidas em um só quadro: uma gráfico completo, como uma tabela organizando por categorias, temas e universos, ligando-os entre caraterísticas comuns, tais pinturas.

Intitulado “Taxonomia Visual de Van Gogh”, o quadro divide a obra entre categorias como “natureza morta”, ‘paisagens”, “flores”, “cenários sociais”, “campos e jardins” e outras subcategorias.

A empreitada para realizar o pôster é da empresa Curious Charts, ou “tabelas curiosas” que, como nome diz, cria incríveis pôsteres com tabelas cobrindo os temas mais diversos.

Dentre os muitos desafios de realizar a tabela com as pinturas do pós-impressionista holandês, a maior questão era mesmo o tamanho para abrigar a imensa quantidade de obras.

O pôster, de cerca de 60 cm por 90 cm, traz não só todas as pinturas a óleo que Van Gogh realizou, como o nome e o ano em que foram pintadas – além das “famílias”, categorias e subcategorias que definem e ligam cada trabalho e entre si.

A incrível “Taxonomia Visual de Van Gogh” está sendo financiada por crowdfunding, através de uma campanha no Kickstarter, que já superou com folga sua meta e ainda vai até dia 14 de junho.

https://www.kickstarter.com/projects/1457045090/the-complete-paintings-of-van-gogh-poster/widget/video.html

© fotos: divulgação/fonte:via