O que o Brasil pode aprender com a Holanda que estuda fechar prisões por falta de crimes?

Em tempos de níveis assustadores de violência nos quatro cantos do mundo a notícia de que por falta de crimes a Holanda pode fechar suas prisões parece mentira.

Acredite se quiser o país europeu, dono de um dos menores índices de criminalidade do planeta, vive uma onda de paz sem precedentes. O fenômeno vem desde 2013, quando a Holanda mantinha em cárcere apenas 19 pessoas.

Como nem tudo são flores – mesmo nos Países Baixos, o encerramento das atividades representa mais 2 mil pessoas desempregadas, sendo que apenas 700 serão realocadas em outros setores administrativos federais. Ao mesmo tempo significa a eficácia do sistema de segurança holandês.

Para o Ministro da Justiça Ard van der Steur, além de levar consideração os altos custos de cercear a liberdade de uma pessoa, existe a preocupação constante com a recuperação do infrator, trocando em miúdos, é melhor investir em medidas socioeducativas e que não tenham apenas a punição como objetivo do que construir cadeias.

A realidade holandesa parece inalcançável para países como o Brasil e talvez seja, principalmente com a manutenção métodos ineficazes de combate à violência. Atualmente são 726 mil brasileiros atrás das grades, o terceiro maior número do mundo.

Desdes os primeiros momentos pouco se investiu no ser humano por aqui. Pelo contrário, o Brasil se caracteriza ao longo dos anos pelo encarceramento em massa. Fato que se comprova por dois fatores,o racismo institucional e a morosidade da justiça.

Segundo dados colhidos pelo Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), atualmente 40% dos presos sequer foram condenados judicialmente. Além disso, jovens negros entre 18 e 29 anos respondem por 64% da população carcerária.

Em entrevista ao Jota Rafael Custódio, coordenador do programa de justiça da ONG Conectas chama a atenção para a contribuição da desigualdade social no aumento da violência.

“A imensa maioria da população carcerária é a população que comete eventuais delitos única e exclusivamente por conta de sua situação de vulnerabilidade social-econômica. Por isso, a prática do crime acaba sendo uma alternativa para a própria subsistência”, sinaliza. 

Possivelmente a realidade holandesa represente um objetivo utópico, contudo não dá para seguir com métodos comprovadamente falhos de segurança pública. Educação e humanismo são as únicas saídas para a equidade.

Foto: foto 1: Pixabay/foto 2: Reprodução/CEERT/fonte:via

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Seis esquilos bebês acidentalmente se amarram uns aos outros pelas caudas

Autoridades de controle animal precisaram fazer um resgate incomum em Nebraska, nos Estados Unidos: salvar seis esquilos bebês que acidentalmente se amarraram uns aos outros pelas caudas.

O grupo Nebraska Humane Society recebeu a ligação de um morador de Elkhorn, Craig Luttman, informando que havia se deparado com os seis filhotes aflitos, com as caudas emboladas em nós.

Craig levou um susto ao escutar um barulho vindo de uma árvore em seu quintal. Quando saiu de casa para olhar, notou que os esquilinhos, ansiosos ao ficarem embolados, faziam uma espécie de cabo de guerra, cada um indo em uma direção diferente.

Os animais foram entregues com segurança à Nebraska Wildlife Rehab, para receber cuidados imediatos.

Fenômeno raro, mas não incomum

Por mais incrível que pareça, a situação não é nada inédita. Conforme explica Laura Stastny, diretora executiva da Nebraska Wildlife Rehab, eles recebem esse tipo de telefonema a cada um ou dois anos.

Esse fenômeno também acontece com outros pequenos roedores, como ratos, dando origem inclusive a lendas como a do “Rei dos Ratos”, por exemplo, que seria justamente uma coleção desses animais com rabos entrelaçados, ligada a diversas antigas superstições e mitologias.

Nos esquilos, o emaranhamento ocorre com mais frequência por causa da seiva pegajosa das árvores, que pode tornar mais fácil para suas caudas darem nós enquanto os filhotes brincam e lutam em seus ninhos. Às vezes, a culpada é um fio ou corda que de alguma forma vai parar no ninho.

Antes que Stastny começasse a desenredar os esquilos, deu-lhes analgésicos leves e cobriu-os com uma toalha para que ficassem mais calmos no escuro. Demorou cerca de uma hora até todos serem separados com segurança.

Sucesso

Os esquilos saíram saudáveis da situação, embora alguns ainda tenham que passar por cirurgia nas partes de suas caudas que foram danificadas.Se Craig não tivesse pedido ajuda, porém, o resultado poderia ser bem diferente. Se os filhotes tivessem permanecido amarrados, poderiam morrer de fome ou se tornar um alvo fácil para predadores famintos.

Felizmente, os animais devem se recuperar totalmente. Eles serão liberados de volta na natureza nas próximas semanas.

fonte:via[ScienceAlert]