A sensualidade cheia de simbologia e provocação das colagens de Rozenn Le Gall

Surpreender o público pela ambiguidade de suas colagens é o que procura a artista francesa Rozenn Le Gall. Sua matéria-prima são as fotografias de revistas de moda dos anos 60 e 70, que ela desconstrói para transformá-las em trabalhos minimalistas, sensuais e cheios de subtextos e sugestões. Seu principal campo de desconstrução, no entanto, através de suas colagens é mesmo a imagem do corpo feminino.

“O público sabe que a imagem é truncada, que é artificial, mas quando a lê ele oferece à imagem uma realidade subjetiva – sua própria realidade”, diz a artista, residente da cidade de Lyon. “Não é o que eu penso que importa, mas como as pessoas vão se apropriar das colagens e interpretá-las de acordo com seus prismas”, afirma, ilustrando seu ponto lembrando como são comuns interpretações diversas sobre uma mesma obra.

“Quando eu coloco a janela de uma máquina de lavar em um corpo de mulher, alguns enxergam uma atitude conservadora que devolve a mulher à condição de dona de casa. No entanto, outros enxergam a mulher ativa, lavada pelo excesso de pressão em sua vida”, ela diz.

Seja como for, tratam-se de colagens provocativas e amplamente abertas, oferecendo e recebendo significados com a mesma pluralidade que os sentimentos e emoções apresentam em nossas interpretações e experiências diante da própria vida.

© artes: Rozenn Le Gall/fonte:via

 

Fotos secretas de Marilyn Monroe pela lente de Milton H. Greene

Marilyn Monroe foi uma das artistas mais retratadas da década de 50, estrelando a capa de dezenas de revistas. Foi em um ensaio para a revista Life que ela conheceu o fotógrafo Milton H. Greene, que se tornaria um amigo pessoal e parceiro de negócios.

Foi ao lado de Greene que ela fundou a Marilyn Monroe Productions, que tinha como objetivo garantir à atriz o controle de sua carreira. E foi junto do fotógrafo que ela decidiu se afastar do estereótipo de ‘loira burra’ e investir em papéis que pudessem extrair mais de seu talento como atriz.

Entre um e outro trabalho, os dois também encontravam tempo para criar ensaios fotográficos que deixam claro como Marilyn era capaz de criar diferentes personas em frente às lentes.

Isso resultou em um acervo pessoal de mais de 3 mil fotos, tiradas em 52 locais diferentes. Algumas delas estão sendo exibidas na galeria Proud, em Londres, e foram liberadas para divulgação da mostra. Confira:

Fotos © Milton H. Greene/fonte:via