Foguete capaz de levar 6 passageiros é esperança real de turismo espacial

O que em um passado recente parecia um delirante sonho de ficção científica cada vez mais parece próximo de acontecer: a empresa privada Blue Origin, do americano Jeff Bezzos, acaba de realizar o oitavo teste com foguetes, e o segundo com o Shepard 2.0, e todos os testes foram bem sucedidos. A ideia é que essa se torne a primeira empresa de turismo espacial do mundo – e as primeiras viagens tripuladas estão planejadas para muito mais cedo do que imaginamos.

O foguete é capaz de transportar até 6 passageiros, em um voo suborbital, no qual a nave atinge o espaço sem deixar, no entanto, de se sustentar na atmosfera da Terra. O foguete não chega a orbitar nosso planeta, mas sua velocidade, porém, é mais rápida que a velocidade orbital.

Assim, os passageiros experimentarão, por exemplo, a microgravidade, o que quer dizer que eles estarão flutuando enquanto avistarão pela janela as mais incríveis paisagens.

Tanto o propulsor quanto a cabine – que carregava bonecos nesse oitavo teste – voltaram seguros aos pontos precisos na superfície terrena, e poderão ser utilizados novamente.

A ideia de Bezzos é que a primeira tripulação humana viaje no Shepard 2.o ainda no final desse ano, e que o serviço de turismo espacial seja oficialmente lançado por volta de 2020. Não se sabe ainda quanto as passagens poderão custar, mas é certo que, pelo preço que for, elas nos levarão para o futuro.

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Novo estudo ‘descobre’ como os ‘chapéus’ das estátuas gigantes da Ilha de Páscoa foram colocados

Diante das imensas “cabeças” de pedras vulcânicas que povoam em quase mil estátuas há milênios a Ilha de Páscoa, conhecidas como Moais, algumas perguntas se fazem inevitáveis: como um povo ancestral foi capaz de construir e mover as toneladas de pedra que formam tais obras? Pois ainda que boa parte do mistério ao redor dos moais permaneça, uma dessas dúvidas foi finalmente respondida: cientistas descobriram como as estátuas “receberam” seus Pukaos, os chapéus de cerca de 13 toneladas cada que algumas delas possuem em seus topos.

Segundo a descoberta, a técnica utilizada pela antiga população polinésia que habitava a hoje província chilena é semelhante a que europeus usavam para levantar navios afundados. Após rolarem as pedras de pedreiras locais até a beira das estátuas, para a instalação utilizavam cordas e aterros, levantando pouco a pouco os chapéus. Eventualmente os moais eram levemente inclinados, a fim de que os Pukaos fossem rolados sobre as cabeças sem maiores danos – para depois as estátuas serem enfim aplainadas.

Acima, diagrama que mostra como, com aterros e cordas, os “chapéus” eram movidos

Tal descoberta pode ajudar a desvendar os tantos outros mistérios que rodeiam a Ilha de Páscoa e seus Moais. Dessa forma, segundo a pesquisa – que se baseou em diversas evidências, como vestígios de aterros e algumas cavidades especiais nos chapéus de pedra, que permitem que os Pukaos fossem levantados e não caiam das cabeças – torna-se possível que uma pequena população como era a da Ilha construísse monumentos sem tantos recursos ou mesmo uma grande quantidade de escravos. Com a física e boas ideias, tudo parece mesmo ser possível.

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