Por que a praia do filme ‘A Praia’ teve que ser fechada para turistas?

A Maya Bay, na ilha de Koh Phi Phi Leh, é um dos destinos turísticos mais procurados por quem visita a Tailândia. O lugar, que ganhou fama mundial graças ao filme A Praia, estrelado por Leonardo Di Caprio, se tornou vítima de seu próprio sucesso.

Com cerca de 5 mil visitantes diários, todos levados até a praia graças a barcos, a Maya Bay tem sofrido com a redução da barreira de corais, causada especificamente pelas embarcações, mas também com o lixo deixado para trás por turistas pouco conscientes.

Desde o dia 1º de junho entrou em vigor uma determinação do governo tailandês, divulgada no início do ano, que restringe quase que totalmente a entrada de turistas no local, ao menos até o dia 30 de setembro. As autoridades esperam que o período seja suficiente para que a vida marinha da área se renove.

Ao mesmo tempo, vão ser realizados estudos durante os 4 meses de “férias” de Maya Bay para buscar alternativas que ajudem a promover a sustentabilidade ambiental quando o turismo for permitido novamente – De acordo com Thon Thamrongnawasawat, da faculdade de ciências da pesca da Universidade Kasetsart de Bangkok, o país já perdeu quase 80% de seus bancos de corais.

Entre o início de junho e o fim de setembro, os visitantes poderão ir de barco até uma distância de 400 metros de Maya Bay. Vale lembrar que outras regiões do sudeste asiático também têm restrições para o turismo por conta da preservação ambiental, e que para acessar a praia é preciso pagar uma taxa especial dedicada à conservação da área.

Fotos: Reprodução/fonte:via

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Artista japonês transforma tênis Nike antigos em vasos para plantas

Parte um gesto de reaproveitamento e combate ao desperdício, parte uma declaração de amor ao design e à memória de seus tênis preferidos – e, acima de tudo, uma declaração do triunfo da beleza e da força da natureza sobre qualquer coisa – o trabalho do artista japonês Kosuke Sugimoto consegue reunir todos esses elementos em princípio tão absolutamente diversos em um resultado harmonioso, interessante e belo. Seu perfil no Instagram mostra o que nasce quando substituímos vasos de plantas por modelos de tênis antigos da Nike.

Mais do que vasos, em verdade Sugimoto transforma os próprios calçados, como se fossem verdadeiros organismos vivos, partes da própria planta. Utilizando modelos antigos que começavam a estragar, o artista, ao invés de jogá-los fora, decidiu transformá-los em obras de arte e parte da natureza – criando não só uma instalação verde, como também uma singular espécie de museu com seus tênis preferidos.

“A degradação dos tênis é algo lamentável pra mim, e não queira transformar em lixo designs tão maravilhosos”, ele disse. “Minha inspiração são os restos e as ruínas. Quis expressar isso com os tênis”. Seu trabalho também sugere a ideia da passagem do tempo, como se os modelos tivessem sido dominados pela natureza em abandono. As peças estão à venda por enquanto somente no Japão, por valores que variam entre 105 e 122 dólares – dependendo do tênis.

© fotos: Kosuke Sugimoto/fonte:via