De Jobim a Hermeto: 7 discos brasileiros de jazz que você deveria conhecer

Nascido na virada entre o século 19 e o século 20 nas comunidades negras de Nova Orleans, nos EUA, da fusão entre a música clássica europeia e os ritmos e culturas africanas, o jazz é visto como a forma de arte norte-americana por excelência – espécie de baseball da música popular.

Uma das forças mais revolucionárias da música de modo geral é, no entanto, desconhecer fronteiras e se permitir a mistura, a contaminação e a renovação feito um vírus que passa pelo ar – e, assim, o fato do jazz ser um símbolo da identidade cultural e artística dos EUA não impede em nada que o estilo possa se afirmar com grandeza em outros países, como por exemplo o Brasil.

Não há dúvidas que Brasil e EUA são os dois maiores produtores de música popular em todo o mundo, e naturalmente que a força do jazz também alcançou os ouvidos brasileiros de forma incontornável – e sem a “influência do jazz” por aqui c não haveria, por exemplo, a Bossa Nova da forma que ela se deu. Não é por acaso, portanto, o impacto imenso da própria Bossa brasileira nos EUA, e o sucesso de alguns dos nossos maiores nomes por todo o mundo.

A verdade é que, no fim das contas e no deleite dos nossos ouvidos, um ritmo tão abrangente como o jazz rapidamente se torna um ritmo do mundo – e como temos por aqui uma boa parte dos maiores músicos do planeta, é natural que o Brasil também tenha sua coleção de clássicos insuperáveis do estilo. É claro que tudo se transforma, se amplia e se mistura (algo que a música brasileira sabe fazer como ninguém) e o jazz no Brasil oferece elementos, possibilidades e inovações próprias, que o diferem das tradições norte-americanas e ampliam seus limites – essa é parte importante de sua força e graça. No Brasil quase que necessariamente o jazz é significado pela mistura com ritmos, sons e estilos nacionais.

Assim, separamos aqui 7 grandes discos brasileiros de jazz, que merecem ser descobertos, redescobertos, ou simplesmente ouvidos como exemplos a serem celebrados das possibilidades infinitas que a música possui, e que o Brasil sabe exercer tão bem. Não se trata de uma lista fechada ou definitiva – se você sentiu falta de algum álbum, comente e amplie a seleção. E não esqueça de dar play em cada um desses clássicos do jazz brasileiro – e, consequentemente, da música universal.

1. Getz/Gilberto – João Gilberto e Stan Getz (1963)

 

Não é exagero afirmar que o encontro entre o saxofonista americano Stan Getz e o violonista brasileiro João Gilberto revolucionou tanto a música brasileira quanto a americana, e colocou a Bossa Nova no mapa mundial de forma incontornável e perpétua. Um dos discos de jazz mais vendidos em todos os tempos (com mais de 2 milhões de cópias somente em 1964), Getz/Gilberto tem em seu sucesso de crítica proporção equivalente ao de vendas.

O minimalismo do violão, dos ritmos e da voz de João Gilberto (com as nobres presenças de Tom Jobim nos pianos e maioria das composições, Sebastião Neto no baixo, Milton Banana na bateria, Astrud Gilberto nos vocais e o grande Phil Ramone como engenheiro de som completando o time) se misturam ao lirismo melódico e a improvisação onírica dos sopros de Getz para forjar aquilo que se tornaria a definição estética da Bossa Nova para os ouvidos do mundo – através do charme cool da voz de Astrud. Getz/Gilberto venceu os Grammys de Melhor disco instrumental de Jazz, Melhor Gravação e Disco do ano.

2. Coisas – Moacir Santos (1965)

Misturando jazz com ritmos africanos e brasileiros com elegância, experimentação, singularidade e força, Coisas, o primeiro disco do gênio Moacir Santos é provavelmente o maior disco de jazz do Brasil. Lançado em 1965 (quando a Bossa Nova já era uma força consolidada no mundo), Coisas traz suas dez faixas como forças musicais amorfas, que não podem ser nomeadas para não serem reduzidas ao significado banal de um mero título.

É por isso que as faixas são intituladas “coisas” numeradas, e no entanto apresentadas fora da ordem sugerida: “Coisa Nº 4” abre o disco com elegância, que se encerra com a deliciosa “Coisa Nº 8”. Melodicamente brilhante, ritmicamente riquíssimo em timbres e harmonias inovadoras e amplas (e um dos LPs mais raro e caros do Brasil em sua versão original) Coisas, de Moacir Santos é uma obra-prima do jazz em qualquer língua, país ou época.

3. Wave – Tom Jobim (1967)

Após se libertar das amarras estilísticas e comerciais do título de “pai” da Bossa Nova, o nome maior da música brasileira passou a realizar uma música só sua, que lhe permitia superar estilos e ritmos com a fluidez e a contundência concedida somente aos grandes gênios de todos os tempos. Wave, disco de Tom Jobim de 1967 com arranjos e regências do maestro alemão Claus Ogerman (e, na ficha técnica, nomes como Ron Carter no baixo, Dom Um Romão na bateria, Urbie Green no trombone), é seu trabalho de maior sucesso comercial nos EUA.

Tendo alcançado o 5º lugar das paradas de jazz da Billboard, clássicos como a faixa-título e “Triste” ganham em Wave seu primeiro registro. Com uma das mais lindas capas de todos os tempos, o disco remete à Bossa Nova mas explora sentimentos estéticos e rítmicos tão variados e amplos quanto seria o sol da música que Tom Jobim ofereceria ao mundo – concedendo ao jazz a honra de também estar presente entre as forças musicais que regeriam a imensidão melódica desse gênio maior.

4. A Bad Donato – João Donato (1970)

 

O compositor acreano João Donato garante que quando entrou em estúdio para gravar seu oitavo disco simplesmente não sabia muito o que queria – e, influenciado pela explosão do soul e do funk americanos de nomes como James Brown e Sly Stone, acabou por experimentar com a psicodelia através de sonoridades mais eletrônicas através do piano, órgãos e teclados. Com o estímulo do grande Eumir Deodato (que, após ouvir algumas demos do que viria a ser o disco, se ofereceu para fazer os arranjos) desse primeiro impulso então indefinido nasceu um dos discos mais influentes da música brasileira.

A Bad Donato, de 1970, promove o encontro de ritmos brasileiros com o jazz, o rock, o funk, o fusion, a música negra e o eletrônico. Autor de todas as faixas, Donato contou com a participação de músicos como Bud Shank, Oscar Castro Neves e Dom Um Romão para forjar A Bad Donato, nascido do desejo bruto e do acaso, mas que mesclou a música brasileira com a força e a contundência do funk e da música negra da época como nenhum outro.

5. Prelude – Eumir Deodato (1973)

Para se medir a dimensão do trabalho de Eumir Deodato, basta olhar a lista de artistas com quem esse pianista, arranjador, compositor e produtor brasileiro já trabalhou (ou ouvir qualquer um de seus discos). Deodato produziu ou arranjou para nomes como Tom Jobim, Aretha Franklin, Frank Sinatra, Tony Bennett, Roberta Flack, Wes Montgomery, João Donato, Wilson Simonal, Kool & The Gang, Björk – e a lista de fato nem começou. Em 1973 juntou-se aos gigantes Ron Carter, Stanley Clarke, John Tropea e Billy Cobham para realizar Prelude.

Impulsionado pelo imenso sucesso de sua versão funkeada para “Also Sprach Zarathustra (2001)”, de Richard Strauss (que chegou a 2a colocação na Billboard, atrás somente de “Killing Me Softly”, de Roberta Flack, que tinha também arranjo de Deodato), o disco vendeu milhões de cópias, levando ao mundo o piano elétrico e rítmico de Deodato como condutor das ricas texturas, as belas cordas e sopros sobre a sempre grooveada base rítmica que fizeram desse disco um imenso sucesso – e um clássico.

6. Africadeus – Naná Vasconcelos (1973)

 

Reduzir a música do grande Naná Vasconcelos a um rótulo como “jazz” é sem dúvida um crime estético inafiançável. Mas, se o jazz no Brasil se tornou sinônimo de mistura de ritmos, através também da afirmação da força percussiva tão peculiar à música de cá em encontro com outros estilos, seria imperdoável deixar Naná Vasconcelos de fora. O maior percussionista do mundo em todos tempos (eleito 8 vezes o melhor do mundo pela revista especializada DownBeat) e vencedor de 8 grammys, Naná é um desses milagres da arte e da música – um gênio que iluminou o sem-fim das possibilidades a que a musicalidade brasileira e mundial pode chegar.

Africadeus é seu primeiro disco solo, no qual o berimbau conduz a afirmação da cultura africana como a espinha dorsal de toda nossa cultura – ocidental, das Américas, brasileira. Uma obra-prima profundamente brasileira da música universal, para além de qualquer rótulo.

7. Slaves Mass – Hermeto Pascoal (1977)

 

Mestre multi-instrumentista e espécie de guardião de toda a pluralidade infinita que a música universal (sempre a partir da música brasileira) pode alcançar, se alguém pode ser chamado de gênio esse alguém é Hermeto Pascoal. “Quando toco jazz, sou um músico de jazz”, ele disse, e em Slave Masses, seu quinto disco, de 1977, Hermeto toca praticamente tudo – flauta, sax, guitarra, piano, Fender Rhodes, clavinete, gaita, violão e mais.

Juntam-se a ele outros grandes, como Airto Moreira, Ron Carter, Raul de Souza, Chester Thompson, Flora Purim e mais, para fazer de Slaves Mass um caldeirão de fusões rítmicas e estilísticas vanguardista, trazendo samba, baião, choro ao encontro com o jazz – através da experimentação e o improviso que fizeram com que até Miles Davis, que gravou duas músicas de Hermeto, declarasse publicamente sua imensa admiração pelo bruxo de Alagoas.

© fotos: reprodução/fonte:via

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Mãe registra infância da filha com lábio leporino sem expor sua condição nas redes

Fotógrafos dificilmente resistem a compartilhar as fotos de seus filhos e pessoas amadas online.

Quando a filha da fotógrafa Kelley Hudson nasceu com lábio leporino, ela considerou que, ao crescer, a menina poderia não gostar de ver as fotos que mostram sua condição expostas na internet. E, como uma boa profissional, encontrou uma maneira criativa e delicada de registrar a infância da menina sem que ela se sentisse exposta.

O labio leporino ocorre quando o lábio do bebê não é fechado completamente. Dessa forma, uma espécie de fenda aparece na região, como se fosse um sulco abaixo do nariz. Segundo o site Trocando Fraldas, a condição acontece em uma a cada mil crianças e, portanto, pode ser considerada comum.

Como a fissura afeta a aparência do rosto da criança, mas tem cura, Kelley Hudson preferiu deixar que sua própria filha decidisse um dia se gostaria de compartilhar fotos deste momento da vida.

Fiquei preocupada porque talvez minha filha não gostaria que todas suas fotos de bebê e no hospital fossem postadas… Que compartilhar demais sobre a identidade da minha filha poderia tirar o seu direito à anonimidade online“, escreveu ela em uma postagem no site Bored Panda.

O resultado da série são cliques simplesmente maravilhosos! ♥

Conheça mais do trabalho da fotógrafa através de seu site, Instagram e no Facebook.

Fotos © Kelley Hudson /fonte:via

15 imagens mostram por que o Japão não é igual a nenhum outro país

Os japoneses parecem estar muito à frente do nosso tempo. A sensação é de que tudo funciona perfeitamente bem no país – e talvez não seja apenas uma sensação…

Essas 15 imagens mostram algumas das coisas que fazem com que o Japão seja um lugar tão único (e você vai morrer de vontade de ver tudo se repetir por aqui também!).

1. Elevadores equipados com água, desodorante, lanterna, papel higiênico e um BANHEIRO DE EMERGÊNCIA

2. A companhia de trem se desculpou por um atraso de 20 segundos

3. Você pode acender apenas metade da lâmpada do abajour

4. A equipe do aeroporto organiza as malas por cores

5. É assim que se espera o trem no Japão

6. Os mictórios são equipados com um jogo

7. O jeito certo de subir as escadas

8. “Bati acidentalmente na sua bicileta e quebrei o sino”, diz o bilhete

9. A descarga do banheiro reutiliza a água da lavagem das mãos

10. Até a comida de hospital é boa no Japão

11. E os banheiros têm uma cadeirinha de bebê

12. Na Copa de 2014, eles ficaram mais tempo no estádio para limpar a sujeira

13. Como é ser cego no Japão

14. Durante a greve, os motoristas de ônibus continuavam dirigindo, mas se recusaram a aceitar o pagamento das passagens

15. Há mais de 300 faixas de pedestres na diagonal para atravessar a rua com mais segurança

Créditos das fotos sob as imagens/fonte:via

Dupla viaja o mundo visitando locações reais de filmes e séries que você ama

Tiia Ohman e Satu Walden são os responsáveis pelo Instagram Fangirl Quest, perfil que ficou famoso por publicar fotos de viagens de uma maneira bem inusitada.

Diferentemente de outros blogueiros de viagens que tiram fotos convencionais, a dupla finlandesa de fotógrafos criativos, viaja para várias cidades do mundo e encaixa as imagens de localidades reais com cenas de filmes que foram gravadas no mesmo lugar. Para isso eles contam com a ajuda de um iPad.

Então, se você é fã de clássicos como Forrest Gump, filmes cults como Trainspotting ou é simplesmente viciado em Game of Thrones, este Instagram foi feito para você.

Imagens: Reprodução/fonte:via

Garrafas pets recicladas são transformadas em pastilhas de parede

As pastilhas de revestimento são uma opção de sucesso para dar um toque de charme nas paredes de ambientes internos ou externos. E uma empresa brasileira criou uma linha de pastilhas feitas com 85% de plástico PET reciclado, que dá uma bela força ao meio ambiente.

O trabalho é da Rivesti, e passou por três anos de pesquisa antes do início da produção. De acordo com a empresa, cada metro quadrado de pastilha representa a retirada de 66 garrafas PET dos lixões. 66% mais leve que as pastilhas comuns, o produto também colabora com a sustentabilidade por requerer menos viagens para fazer o transporte.

A Rivesti indica ainda que o m² de pastilha evita o lançamento de 3 quilos de gás carbônico na atmosfera, quando comparado com a produção das pastilhas convencionais. O processo de fabricação também é diferente, e não utiliza água nem emite poluentes gasosos, além de demandar menos energia elétrica. O método é 100% brasileiro e foi patenteado em 150 países.

Já pensando na parte da decoração, o material é produzido em 33 cores, nos formatos quadrado, geométrico, triangular e subway (estilo lajotinha), e conta com encaixes laterais que facilitam a aplicação, garantindo que as pastilhas fiquem alinhadas.

Fotos: Reprodução/Rivesti/fonte:via

Ela adotou um gato em 1988 e não esperava celebrar seu aniversário 30 anos depois

Em seu aniversário de 20 anos, Michele Foster adotou o gatinho Rubble. Ela havia saído da casa dos pais há pouco tempo e achou que o animal seria uma ótima companhia.

O que a humana não esperava é que essa parceria completaria 30 anos.

Adotado em maio de 1988, Rubble acaba de completar seu 30º aniversário. O gato teve direito a uma festa surpresa ao fazer uma visita de chek up em seu veterinário, o City Vets, Exeter.

Rubble é o paciente felino mais antigo do CityVets e provavelmente o gato mais velho do Reino Unido. Nós o surpreendemos quando ele veio para uma consulta de rotina com um balão e sua comida preferida“, escreveram os veterinários em sua página do Facebook. A publicação ainda acrescenta que, apesar de tomar remédios para a pressão, a saúde do animal é incrivelmente boa.

Embora possa ser considerado o gato mais velho ainda vivo, o recorde mundial pertence a Creme Puff, um animal nascido em 1967  e que viveu até 2005. Ao todo, ele teria vivido durante 38 anos e três dias, de acordo com a Fox News.

Fotos: SWNS /fonte:via

Marca de roupa íntima andrógina faz sucesso estrondoso sem estereótipos de gênero

É provável que muitos de vocês não aguentem mais as tais restrições de gênero. “Meninas isso. Meninos aquilo”. Vivemos no século 21 e está mais do que na hora da liberdade sexual ser desfrutada em sua plenitude.

A TomboyX, marca especializada em roupas íntimas, parece concordar. Deixando de lado conceitos ultrapassados sobre masculinidade e feminilidade, a empresa lançou uma linha de cuecas, calcinhas e sutiãs unissex. Não importa o seu sexo, mas sim se a peça lhe deixa confortável.

A ideia surgiu a partir da dificuldades das CEOs da companhia, Fran Dunaway e Naomi Gonzalez, de encontrarem roupas livres de etiquetas de gênero. A iniciativa parece ter agradado aos clientes também, pois o números os últimos cinco anos demonstram um crescimento entre 100% e 200%.

A TomboyX também defende conceitos feministas e por isso todos as vagas de emprego são preenchidas por mulheres e para a promoção das peças foram usadas modelos negras e fora dos tradicionais padrões de beleza.

Para especialistas a mudança de padrão se traduz pela perda de espaço de uma das gigantes da moda. Desde 2016 a Victoria Secret’s enfrenta dificuldades, principalmente pela insistência em sexualizar a mulher, o que não é visto com bons olhos pela nova geração. 

Fotos: Reprodução/Facebook Oficial/fonte:via