Embalagens plásticas viraram moeda e puderam ser trocadas por comida neste café

A ameaça ambiental causada pelo uso e descarte impensado de embalagens plásticas tem ficado cada vez mais perigosa, mas, ao mesmo tempo, há cada vez mais pessoas e empresas se dedicando a alertar para o problema.

A empresa belga Ecover foi fundada em 1980 para criar produtos de limpeza sem fosfato, um componente que poluía as águas. Por bastante tempo eles se dedicaram às fórmulas, mas recentemente perceberam que também era preciso prestar atenção nas embalagens.

Foi assim que surgiu o Rubbish Cafe (algo como “Café do Lixo”), uma ação promovida pela subsidiária da Ecover em Londres. Por dois dias, moradores da capital inglesa e turistas puderam ir ao local e trocar embalagens plásticas usadas por refeições.

O cardápio foi criado pelo Eco Chef Tom Hunt, conhecido por combater o desperdício de alimento e usar ingredientes naturais. Os pratos da ação foram criados com o compromisso de não gerar lixo algum. Já a decoração foi criada por MaxMcMurdo, designer especialista em reaproveitamento de materiais.

Além de distribuir alimentos e bebidas, o Rubbish Café também compartilhou informações para ajudar os interessados a diminuir sua produção de lixo e a dar a destinação correta para aquilo que for gerado.

A ação também mostrou que muitos dos residentes de Londres não sabem direito como separar os objetos que podem ser reciclados daqueles que não contam com essa opção: de acordo com a Ecover, de 20% a 50% dos objetos levados ao Rubbish Café não eram feitos de material reciclável.

Fotos: Divulgação/Ecover/fonte:via

Sob muitos protestos, está aberta a temporada de caça às baleias na Islândia

Apesar da oposição de boa parte da população do país, dos constantes protestos e após dois anos de trégua, a caça às baleias voltou a acontecer nos mares da Islândia. No último dia 10 de junho a Hvalur, única empresa baleeira do país, voltou a caçar as baleias-comuns, o segundo maior animal do planeta, menor somente que a baleia azul. A Hvalur poderá caçar 239 animais nesse ano, e a primeira baleia executada pela empresa media mais de 20 metros.

A maior parte da carne e da gordura da baleia é exportada para o Japão – desde 2008 cerca de 8,8 mil toneladas já foram vendidas para o mercado japonês.

A interrupção na caça havia acontecido desde 2016 por conta de restrições estabelecidas pelo Japão, mas segundo o bilionário Kristjan Loftsson, CEO da Hvalur, a burocracia japonesa “afrouxou” e e as autoridades do país “escutaram” a empresa.

A baleia-comum é, assim como boa parte das baleias, uma espécie em risco de extinção e, apesar dos diversos acordos assinados por dezenas de países do mundo, e das tantas restrições impostas, países como Japão, Islândia e Noruega seguem caçando tais animais impiedosamente.

Pesquisas comprovam que boa parte da população islandesa é contrária à prática, mas nada parece ser capaz de efetivamente conter a ganância de pessoas que justamente já possuem muito mais do que maioria da população mundial jamais terá sequer uma fração. Para ampliar tais riquezas já obscenas, não parece mesmo haver limite: nem mesmo o fim de uma espécie, seja ela uma baleia, seja o próprio ser humano.

© fotos: reprodução/fonte:via

Este restaurante de NY serve frango frito com ouro por até US$ 1 mil

A criatividade dos chefs na hora de desenvolver receitas pode tanto incrementar o sabor de um preto ao paroxismo da delícia, como alcançar resultados verdadeiramente absurdos. É o caso do mais novo item no cardápio do restaurante The Ainsworth, em Nova York – uma versão esteticamente espetacular mas eticamente complicada de uma das mais tradicionais receitas americanas: as asas de frango fritas.

A nova receita é em quase tudo como manda a tradição, mas com um adicional impactante: as asas de frango são cobertas de ouro. Desenvolvida por Jonathan Cheban, o frango é inicialmente cozido e frito normalmente, mas na hora do tempero, ao tradicional molho búfalo foi adicionado uma manteiga de ouro derretida.

Depois de cobertas pelo molho dourado, pitadas de ouro comestível em pó – de 24 quilates – ainda complementam o prato. O resultado é brilhante como uma joia, mas que, ao invés de pendurada no pescoço, deve ser degustada.

Naturalmente o prato foi batizado como “Gold Wings”, ou Asas de ouro. Uma porção com 10 é vendida por 45 dólares (cerca de 170 reais) e uma com 20 por 90 dólares (cerca de 340 reais). Há, no entanto, uma versão ainda mais luxuosa do prato, trazendo uma porção com 50 asas de ouro e uma garrafa de champanhe Ace of Spades (também dourada) pela nada discreta quantia de 1 mil dólares (cerca de 3,800 reais).

Não há nenhuma informação concreta sobre o efeito do ouro no sabor das asas, mas na vaidade dos consumidores o impacto é garantido. Pra quem gosta de coisas reluzentes e douradas – e tem muito dinheiro para desperdiçar – o prato é uma pedida certa.


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A internet está se divertindo caçando sósias dos atletas da Copa do Mundo

A Copa do Mundo já monopoliza todas as atenções e estimula o brasileiro a desfilar toda a sua criatividade. Depois do sucesso do Canarinho Pistola e de memes falando sobre o tombo homérico de Tite, a brincadeira agora é encontrar os sósias dos principais atletas competindo no Mundial da Rússia.

A disputa está bastante acirrada, mas alguns candidatos já despontam como favoritos a vencerem a Seleção Sósias. Tipo o Alisson, goleiro titular do Brasil, que foi comparado com o ator Chris Hemsworth – intérprete de Thor e claro, Lionel Messi, para muitos idêntico ao David Tennant, famoso pelas atuações em Doctor Who e Jessica Jones.

Porém Dolby, sósia de Mascherano, talvez seja a melhor de todas.

Fotos: Reprodução/fonte:via

Nesta cidade, você pode ir para a cadeia se for pego usando sacola ou garrafa plástica

Mumbai tornou-se a maior cidade indiana a proibir plásticos de uso único. Segundo a nova lei, locais que forem apanhados com sacolas, garrafas ou copos descartáveis podem receber multas de até 25.000 rúpias (cerca de R$ 1.385) e ainda ir parar na cadeia.

Inspetores foram postados em toda a urbe para flagrar empresas ou indivíduos utilizando produtos plásticos. Diversas empresas, incluindo McDonald’s e Starbucks, já foram supostamente multadas.

As penalidades variam de 5.000 rúpias (cerca de R$ 277) para primeiros infratores até a ameaça de três meses de prisão para aqueles que forem flagrados repetidamente usando plásticos descartáveis.

Lixo plástico mal gerido: a situação dos países

A Índia foi a mais recente anfitriã do Dia Mundial do Meio Ambiente, que este ano se concentrou na epidemia do lixo plástico. Aproximadamente 6,3 bilhões de toneladas de plástico foram descartadas globalmente no meio ambiente desde 1950, a maioria das quais não irá degradar por pelo menos 450 anos.

Metade do plástico do mundo, no entanto, foi criado apenas nos últimos 13 anos. Cerca de metade também é provavelmente descartável, ou seja, produtos plásticos utilizados apenas uma vez e jogados fora, como copos de café para viagem e canudos de refrigerante.

A atitude de Mumbai é muito interessante. Enquanto o uso de plástico na Índia é menos da metade da média global – cerca de 11 kg por ano per capita, em comparação com 109 kg nos EUA -, a Índia tem uma das maiores taxas de má gerência do lixo plástico no mundo todo, de acordo com um estudo de 2015 publicado na revista Science.

A pesquisa classificou os 20 piores países em massa de resíduos plásticos mal geridos, e a Índia apareceu em 12º lugar. O Brasil se encontra em 16º. O primeiro lugar é da China, enquanto o 20º pertence aos EUA.

Pânico em Mumbai

O problema do lixo plástico é bastante visual no país asiático. Embalagens, copos e sacolas espalhadas pelas ruas das cidades e praias indianas são comuns e ocupam papel central nos cenários dos aterros sanitários nas montanhas das principais áreas metropolitanas, como Déli.

“Para a situação da poluição, é bom fazer isso, mas para as pessoas é um grande problema”, disse Kamlash Mohan Chaudhary, morador de Mumbai, em relação à proibição. “As pessoas aqui carregam tudo em sacolas plásticas”.

Chaudhary, que é motorista de táxi, disse que começou a usar uma sacola de pano e que seu vendedor local de carne de carneiro agora embrulha seus produtos no jornal, em vez de folhas de plástico.

A mídia local relatou reclamações de fornecedores, contudo, alegando abuso por parte de inspetores que estão usando a confusão inicial sobre a lei para extorquir dinheiro das empresas.

O descontentamento com a proibição foi agravado na última segunda-feira por chuvas torrenciais que, segundo Chaudhary, encharcaram as sacolas de pano que muitas pessoas passaram a levar como alternativa. Mensagens estão sendo circuladas pela plataforma WhatsApp com histórias de pessoas que foram multadas, gerando medo e cumprimento à nova lei.

fonte:via [TheGuardian, EarthDay]

16 fotografias vintage raras e surpreendentes do cabaré Moulin Rouge

Com mais de 120 anos de história, não há no mundo um cabaré mais conhecido que o parisiense Moulin Rouge. Inaugurada no dia 10 de outubro de 1889, a casa de espetáculos ficou famosa pelas apresentações de grandes dançarinas, e transformou o Cancan em um fenômeno conhecido em todo o planeta.

O nome da casa é inspirado no moinho vermelho que chama a atenção de longe – Moinho Vermelho é exatamente a tradução literal de Moulin Rouge. Artistas franceses, membros da aristocracia e turistas se tornaram frequentadores habituais do local.

Além do moinho, outro item de decoração bastante chamativo foi um enorme elefante de madeira, instalado em 1900, que ficava no jardim, ao lado de um palco menor que o do interior. Havia uma escada que levava à ‘barriga’ da escultura, onde também aconteciam performances.

O Moulin Rouge pegou fogo em 1915, mas foi reconstruído e reinaugurado em 1921. Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto as tropas da Alemanha nazista ocuparam Paris, o cabaré se tornou ponto de encontro dos soldados, que admiravam as apresentações e as dançarinas.

O Moulin Rouge segue famoso, especialmente depois de inspirar o filme homônimo, de 2001, e continua atraindo turistas do mundo inteiro.

1928

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Fotos: Reprodução/fonte:via

Sacolinha de amido de mandioca se dissolve na água quente evitando poluição

“Eu não sou de plástico”, é assim que a sacolinha de amido de mandioca se apresenta. Desenvolvida pela Avani Eco, empresa de Bali, na Indonésia, ela é totalmente biodegradável, pode ser reciclada como papel e dissolve na água.

Por não ser tóxica, a sacola desaparece com um simples copo de água quente e depois pode até ser bebida. Além de contribuir para a diminuição da produção de produtos plásticos, o objeto não-tóxico também ajuda no consumo racional de água. A invenção é resultado do trabalho do biólogo Kevin Kumala.

O preço sugerido para comercialização é de R$ 1, por volta de 405 rupias indonésias. Mas para ser vendida é necessário que os pedidos atinjam a marca de pelo menos 5 mil unidades.

Para especialistas os debates sobre o uso do plástico serão os grandes protagonistas da primeira metade do século 21. Atingindo níveis preocupantes, o item está sendo banido em países europeus e também no Brasil. Recentemente o McDonald’s anunciou a substituição do canudinho de plástico pelo de papel em todas as unidades britânicas. No Rio de Janeiro uma lei prevê o banimento dos canudos em bares da capital fluminense.

Foto: Reprodução/fonte:via