Kama Sutra ganha nova versão ilustrada por uma mulher e vai muito além do sexo

Kama Sutra de Vatsyayana ou simplesmente Kama Sutra é aquele livro que ficou conhecido no ocidente como um verdadeiro tratado sobre posições sexuais. Mas, na verdade, a obra vai muito além disso.

Escrito há cerca de 2 mil anos, o texto pode ser considerado como um livro de instruções sobre o sexo, o amor e a busca da felicidade na sociedade indiana da época. Entre seus conselhos, estão dicas para escolher um parceiro com quem possa viver de maneira virtuosa e como construir um lar feliz para ambos.

O que pouco se fala é sobre a parte mais “moralista” do livro, segundo a qual, homens e mulheres devem ser educados nas 64 artes e ciências antes de se entregarem aos prazeres da carne. Estes ofícios incluem tatuagem, magia e até mesmo ensinar papagaios a falar.

Pela primeira vez, a obra ganha ilustrações de uma mulher. Lançada pela Folio Society, a edição foi ilustrada por Victo Ngai. Natural de Hong Kong, ela já é considerada uma das melhores profissionais de sua área com menos de 30 anos e empresta seu estilo a esta edição limitada da obra. Ao invés de desenhos muito explícitos, a versão traz ilustrações que apenas sugerem o erotismo, segundo os editores.

Apenas 750 cópias do livro foram impressas. Cada uma delas é numerada e está sendo vendida pelo equivalente a £ 395 (cerca de R$ 2.000).

A obra é vendida em uma caixa própria e traz 25 ilustrações em preto e branco representando diferentes posições sexuais, além de uma impressão assinada pela própria artista. Veja abaixo algumas das imagens encontradas nas páginas deste novo Kama Sutra:

Imagens: Victo Ngai /fonte:via

Anúncios

Imagens que captam o início do surfe nos mergulham em nostalgia e no desejo de surfar

Muito mais do que somente um esporte, o surfe é um estilo de vida – uma maneira de estar no mundo, e de enxergar o prazer do contato com o mar e o respeito pelas forças da natureza como princípios. A história do surfe é ancestral, remetendo a povos antigos da Polinésia, das ilhas do Pacífico e da América Latina.

O surfe moderno, no entanto, se populariza a partir do Havaí, no início do século 20 – e, desde então, tornou-se uma forte cultura, com seus códigos, linguagens, gírias e personagens próprios em cenários espetaculares. E alguns fotógrafos estavam presentes nos primeiros dias em que esses surfistas que tornariam o hábito quase milagroso de “andar em ondas” uma mania mundial.

Tom Blake foi um desses fotógrafos, que registrou surfistas no Havaí ainda nos anos 1930. A lenda conta que Blake foi a primeira pessoa a surfar as ondas da famosa praia de Malibu. A partir de seu trabalho, uma verdadeira linhagem de fotógrafos de surfe passou a registrar as espetaculares ondas e os corajosos aventureiros que primeiro as enfrentaram sobre então pesadas pranchas de madeira. Além de revolucionar as fotos de surfe e ajudar a disseminar essa cultura, Blake viria a transformar também a própria feitura das pranchas.

Um de seus discípulos mais diretos foi Don James, fotógrafo que começou a surfar ainda adolescente, na Califórnia dos anos 1930. Vivendo nas areias, dormindo em barracas e vivendo de frutas conseguidas em fazendas locais, James e seus amigos viviam a vida pelo surfe.

Aos 16 anos, James, inspirado pelas fotos de Blake, começou a tirar suas primeiras fotos, utilizando uma Kodak Brownie, a primeira câmera comercializada para fotógrafos amadores. Quando, na década de 1960, o surfe havia se transformado em uma cultura imensa, lucrativa e popular, James se tornou um importante documentarista do esporte.

São imagens espetaculares, que nos fazem pensar não só no incrível surgimento de uma cultura hoje tão forte e popular, como também na própria natureza, e na complicada relação que mantemos com ela e, em especial, com o mar. Além disso, tais fotos parecem acender em cada um de nós aquele desejo, velado ou não, de um dia subir em uma prancha e elegantemente descer uma onda.

© fotos: Tom Blake/Don Jones/fonte:via