Baobás milenares africanos estão morrendo e assustando pesquisadores

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Árvore fundamental para a filosofia africana, a morte de baobás está gerando preocupação dos pesquisadores. De acordo com alerta publicado pela AFP nesta semana, registros apontam que este processo se arrasta há pelo menos 10 anos.

Para os pesquisadores as ‘mortes sem precedentes’ desta espécie tão representativa é resultado da mudança climática, isso porque as regiões onde a maioria dos registros foram feitos são justamente as áreas mais atingidas pelo aquecimento global na África.

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Entre as vítimas deste fenômeno preocupante está uma tríade de baobás de pelo menos 2 mil anos de idade locadas no Zimbábue e na África do Sul. Os baobás também são considerados os maiores do mundo com um tronco com mais de 10 metros de diâmetro. Em mais de um década 9 dos 12 principais baobás mais velhos estão sem vida.

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“Durante a segunda metade do século XIX, os grande baobás do sul da África começaram a morrer, mas nos últimos 10 ou 15 anos seu desaparecimento aumentou rapidamente por causa das temperaturas muito altas e da seca”, explica o pesquisador Adrian Patrut da Universidade romena Babe-Bolyai.

O baobá é um dos alicerces da cultura africana. Além de testemunhas do passar do tempo, estas árvores são cercadas de fundamentos. Sua presença se dá na religiosidade, como no caso dos Iorubás, que associam sua existência como conexão entre o mundo material e imaterial. No Candomblé o baobá é considerada a ‘árvore da vida’ e fundamental para a realização do culto. Segundo a tradição ela nunca deve ser cortada ou arrancada.

Foto: Pixabay/fonte:via

Escolas de Rondônia serão obrigadas a hastear bandeira do Brasil Império

Você já deve ter ouvido falar sobre um grupo de pessoas que defendem a instauração da monarquia no Brasil. Até o momento o debate estava restrito aos grupos de Facebook ou WhatsApp, entretanto agora um projeto de lei de Rondônia obriga as escolas do Estado a hastear a bandeira imperial.

A lei é de autoria do deputado Eurípedes Clemente (MDB), que mesmo se dizendo “apenas um simpatizante” do período, diz que seu gabinete é formado por “monarquistas de carteirinha”.

Quase 130 anos depois do fim da monarquia, ao lado dos pedidos por intervenção militar, o fetiche monárquico vem ganhando adeptos, principalmente entre os jovens. Os monarquistas, como são conhecidos, estão inclusive se mobilizando para o financiamento de uma viagem dos herdeiros da família imperial pelo país. A ideia é arcar com os 7 mil reais necessários para a excursão do casal dom Antônio de Orleans e Bragança, o terceiro na linha de sucessão imperial e dona Christine.

Porém a empolgação pela volta da monarquia parece não ter contagiado a população. Em Rondônia por exemplo, quase ninguém sabe sobre esta lei do deputado Lebrão, como é conhecido em função do que chama de “orelhas bonitas”.

“Nunca falaram nada”, disse ao BuzzFedd News o diretor da escola municipal de Porto Velho Maria Casaroto Abati.

Segundo especialistas ouvidos pelo próprio BuzzFeed, a ação do deputado Lebrão é ilegal, pois a Bandeira Imperial não é um símbolo nacional. Os símbolos regidos pela lei 5.700/71 são a Bandeira Nacional, Selo Nacional, Armas Nacionais e o Hino Nacional.

“Eu entendo como propaganda e o próprio autor [Lebrão] diz isso quando fala que é um simpatizante da monarquia”, diz o advogado Fabio Konder, que enxerga também uma “ilegalidade flagrante” na medida.

fonte:via