Cafeteria que demitiu funcionária por beber água durante expediente é condenada pela justiça

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Uma franquia da rede Casa do Pão de Queijo foi condenada pela Justiça do Trabalho de São Paulo a pagar 35 mil reais somando indenização e verbas relacionadas com a demissão sem justa causa de uma funcionária, que pasmem, foi mandada embora por beber água.

Uma jovem de 21 anos, trabalhando há pelo menos três anos na unidade do Terminal Rodoviário do Tietê, Zona Norte da capital paulista, foi informada pelo gerente sobre uma quebra de conduta. Os motivos? Foi filmada pelas câmeras de segurança do estabelecimento bebendo água.

A moça, que todos os dias se deslocava por pelo menos 1 hora de ônibus de Arujá, cidade da Grande São Paulo, disse ter sido obrigada pelo gerente a assinar o termo demissional atestando a demissão por justa causa.

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“Na volta do almoço, o gerente imediatamente me chamou para comparecer ao RH, onde me mostraram uma foto minha bebendo água. Perguntaram se eu sabia que a atitude era quebra de procedimento da loja e insistiram para que eu assinasse o documento que atestasse a minha própria demissão por justa causa. Eu respondi que sabia da existência da câmera de monitoramento e não vi qualquer problema em ser filmada tomando água. Me recusei a pedir demissão”, disse ao portal G1.

Em sua decisão a juíza Luciana Bezerra de Oliveira, do Tribunal Regional do Trabalho, alegou que além da empresa não dispor de filtro, a conduta é um “desrespeito ao mais elementar direito de qualquer ser humano”.

“A reclamada não contratou robôs. Seus empregados são seres humanos. Não se trata de luxo ou capricho, mas de necessidade fisiológica. A atitude de despedir sua empregada por justa causa por beber uma garrafa de água é, além de um exagero, um exemplo de desrespeito ao mais elementar direito de qualquer ser humano, que é o de matar a própria sede”, relatou na sentença.

A unidade da Casa do Pão de Queijo vai recorrer alegando que “a versão não reflete o verdadeiro motivo da demissão e não condiz com as condições de trabalhos oferecidas aos seus colaboradores”, explicou em nota a GR Serviços e Alimentação.  

 

Fotos: Pixabay e Wikipédia/fonte:via

Para melhorar o ar, Cidade do México transforma pilares de viadutos em jardins verticais

Se o efeito da ação humana vem sendo devastador e aparentemente incontornável, ao mesmo tempo a própria força da natureza é capaz de transformar essa perspectiva apocalíptica em um cenário verde e melhor. É isso que prova o projeto Via Verde, que, para melhorar o ar da Cidade do México, vem transformando os pilares dos viadutos que cruzam a metrópole em jardins verticais.

Além de embelezar a própria cidade, a inovação do projeto impacta de forma profunda e a longo prazo objetivamente a vida da população mexicana. Os jardins, afinal, absorvem CO2, calor e até mesmo a poluição sonora que tanto caracteriza uma cidade grande como essa. Como se não bastasse, é comprovado que tais iniciativas reduzem o estresse e a ansiedade dos moradores.

O projeto é totalmente sustentável, com estruturas feitas de material reciclado, sistema de irrigação autossuficientes de água de chuva coletada. A seleção de plantas prioriza justamente espécies que trazem benefícios urbanos, como baixa necessidade de água e alta resistência. A ideia é que o projeto completo traga 2,2 milhões de plantas para a Cidade do México.

A mão de obra para a realização do projeto vem sendo feita toda como um programa de reabilitação social e trabalho para presidiários locais. O que era uma selva de concreto cinza vai aos poucos se transformando em um mar verde, trazendo benefícios para a cidade e para a população a curto e longo prazo.

© fotos: divulgação/fonte:via