China não sabe onde descartar 111 milhões de toneladas de plástico

Há 30 anos que praticamente metade do plástico jogado fora de todo o mundo é exportado para a China, onde o material é reciclado e transformado em novos produtos de plástico. No final do ano passado, no entanto, o governo chinês determinou o fim de tal processo, e proibiu a importação de lixo plástico para o país. A decisão cria um hiato prático assombroso: cerca de 110 milhões de metros cúbicos de lixo plástico produzido até 2030 por países europeus e pelos EUA, entre muitos outros, agora simplesmente não tem onde ser despejado.

O processo de limpeza e reciclagem é custoso e trabalhoso, e os 10 milhões de metros cúbicos que somente os EUA enviaram para a China nas últimas três décadas significarão, no futuro, um investimento que o país não querem gastar – conforme confirma estudo recente que a analisou a situação após a decisão do governo chinês. A proibição na China visa diminuir as emissões de gases poluentes no país – incluindo os emitidos pelo processo de destruição e processamento do plástico.

O paradoxo, porém, permanece: ainda que o desejo da China de se tornar um país menos poluído e poluente seja legitimo e importante, basta uma decisão como essa para desestruturar todo um sistema – que, na prática, significa um impacto tremendo, considerando que somente no ano passado o país importou mais de 7 milhões de toneladas de lixo plástico.

Novas soluções imediatas serão tomadas – como o envio para outros países ou a incineração, ambos processos, no entanto, poluentes e custosos. A verdadeira solução, portanto, permanece sendo o combate ao desperdício e ao uso de produtos plásticos que são utilizados somente uma vez – e a escolha por reutilizáveis como norte fundamental. O futuro, para existir, precisará ser livre do plástico – e exigirá que os países se responsabilizem diretamente pelo próprio lixo que produzem.

© fotos: divulgação/fonte:via

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Grafite espacial: Esta artista cria murais de galáxias que brilham no escuro

 

“Acredito que procurar por respostas é indispensável na vida, e olhar para as coisas de jeitos diferentes pode nos ajudar a entender mais – até sobre nós mesmos. Quando penso nas pessoas fechadas em seus ambientes ou mentes, tenho vontade de anima-las do modo que puder”.

A declaração da artista húngara Bogi Fabian provoca o pensamento ao mesmo tempo em que promete algo difícil de cumprir. Mas seu trabalho deixa claro que ela é capaz de transportar as mentes de quem observa suas obras.

Bogi teve experiências com outras formas de arte, como o canto e a dança, antes de perceber que seu caminho seria a pintura. Seus retratos e lhe renderam reconhecimento na Europa, mas foi ao descobrir a luz ultravioleta e tintas que brilham no escuro que ela alcançou um novo nível.

Ela já apareceu no Hypeness em 2015, e continua evoluindo e criando trabalhos ainda mais impressionantes, cada vez mais inspirada em galáxias e universos oníricos.

“Estou tentando criar atmosferas de sonhos, pintando paredes e pisos e tentando iluminar minha arte com e sem uma fonte de energia”, escreveu. “Meu objetivo é criar espaços únicos, dando a eles identidade e alma, onde relaxar e mesmo viver sejam uma experiência”.

Bogi ressalta que se esforça para que as obra sejam interessantes com ou sem luz. Através de financiamento coletivo, ela desenvolveu uma maneira de imprimir alguns trabalhos e vende-los pela internet.

À luz do dia

No escuro

Com luz ultravioleta

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Fotos: © Bogi Fabian/fonte:via