Empresa do Reino Unido constrói estradas com plástico retirado do oceano

Se a extração e o uso de petróleo já provocam por si um terrível impacto ambiental, é também a partir dessa matéria-prima fóssil que se fabrica o plástico que, depois de utilizado, se tornará um dos tipos de lixo mais duradouros e poluentes. Inversamente proporcional ao mal que tal ciclo é capaz de provocar ao ambiente é a brilhante solução que a empresa inglesa MacRebur encontrou para combater tal cadeia como um todo: construir estradas a partir dos resíduos plásticos retirados dos oceanos e de aterros sanitários e lixões.

Tal qual o plástico, o asfalto utilizado tradicionalmente para a feitura de rodovias também tem no petróleo sua matéria-prima. Com isso, após 18 meses de testes a fim de reutilizar as toneladas de plástico desperdiçadas como substituto do petróleo na feitura de estradas, a empresa chegou ao MR6, um “aditivo aglutinante de alto desempenho” criado a partir da mistura do plástico com betume, capaz de oferecer não só uma utilidade para todo esse lixo plástico, como também de diminuir o uso do próprio petróleo na fabricação de asfalto.

O impacto é, no entanto, ainda maior: o MR6 constrói estradas até 60% mais resistentes e duradouras que o asfalto tradicional com um custo consideravelmente menor – e ainda reduzindo a presença devastadora do plástico no mar e na natureza de modo geral. Segundo os sócios da MacRebur, uma tonelada de asfalto reutiliza de três a dez quilos de resíduos, e potencialmente ainda pode ser capaz de aquecer mercados e até mesmo criar novas oportunidades de emprego ao redor da coleta e reutilização do lixo plástico.

São três desafios globais resolvidos com uma só grande ideia: oferecer utilidade às milhões de toneladas de plástico dispensadas, reduzir os custos bilionários da feitura de novas estradas e ruas, e criar asfaltos mais resistentes e duradouros, reduzindo assim também os custos da manutenção e reparo de tais asfaltos.

A animação abaixo ilustra o nascimento da empresa e seu ciclo de produção – e o futuro, quem sabe, ilustrará o impacto positivo de tais iniciativas.

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© fotos: reprodução/fonte:via

Funcionário de limpeza é surpreendido por estudantes com £1,500 para ver família na Jamaica

Um grupo de estudantes da Universidade de Bristol, na Inglaterra, deu um grande exemplo ao juntarem pouco mais de 1 mil libras, por volta de 5 mil reais, para viabilizar a viagem de Herman Gordon para a Jamaica.

Aos 65 anos, o homem é responsável pela limpeza de uma das instituições de ensino mais conceituadas da Inglaterra e há tempos nutre o desejo de se reunir com os familiares em sua terra natal. O problema é que Gordon não tinha como arcar com a viagem sozinho.

“Ainda estou tremendo diante deste gesto”, declarou ao Daily Mail.  

Tudo foi viabilizado por meio do sistema de crowdfunding, ou vaquinha virtual aqui pra nós brasileiros. Ao todo foram registradas mais de 200 doações para levá-lo ao lado da mulher Denise para uma temporada de férias na Jamaica. ❤

A boa ação coloca fim em uma separação que dura desde os 12 anos, idade em que Gordon, hoje com mais de 60, deixou a cidade de Kingston, no país da América Central.

“Eu nunca vi tanto dinheiro na minha vida. Tem grana suficiente para mais de duas semanas. Estou negociando com um agente de viagem para garantir um bom contrato”, encerrou bastante emocionado.  

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Companhia aérea decide proibir transporte de pit bulls e causa revolta nas redes sociais

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Recentemente, a Delta anunciou que estaria trabalhando em suas políticas de animais de assistência.A partir de agora, passageiros poderão voar acompanhados de apenas um animal de assistência e os pit bulls que sirvam para este fim não poderão voar na cabine junto a seus tutores. As mudanças, anunciadas no dia 20 de junho, entram em vigor a partir do próximo dia 10, embora existam dúvidas sobre sua legalidade.

Segundo um comunicado oficial da empresa, este seria o “o resultado direto de crescentes preocupações com segurança após incidentes recentes em que vários funcionários foram mordidos“. De acordo com a empresa, uma das motivações para a restrição foi um acidente envolvendo um passageiro mordido por um cão de assistência – no caso reportado, o animal tratava-se de uma mistura entre um labrador e um pointer.

Ainda segundo os dados do comunicado, houve um aumento de 84% em incidentes envolvendo animais de assistência desde 2016. Entre os casos estão situações em que os bichanos urinaram ou defecaram no voo e mordidas. O documento não detalha, no entanto, que porcentagem de casos envolveria animais da raça pit bull, o que sugere que as novas políticas da empresa seriam baseadas apenas em estereótipos sobre a raça.

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A medida causou revolta nas redes sociais, com diversos usuários utilizando a hashtag #BoycottDelta para demonstrar sua insatisfação. “Voar com a Delta é mais aterrorizante do que o meu Pit Bull“, declarou uma usuária. “O que há de tão ameaçador no meu Pit Bull? Dá um tempo, Delta“, diz outro tweet publicado na rede.

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Confira neste link todas as informações sobre as novas políticas para o transporte de animais de assistência na empresa.

 

Fotos: Unsplash /fonte:via