De novo? Restauração amadora vira novo escândalo mundial

Já dá pra dizer que a restauração de esculturas históricas é uma prática das mais arriscadas. Depois de tentativas frustradas como a do quadro Ecce Homo, foi a vez da imagem de ninguém menos do que São Jorge ser seriamente danificada por uma restauração amadora.

A escultura está sob tutela da Igreja de San Miguel de Estella, em Navarra, na Espanha e mostra o santo católico com uma armadura e lutando contra um dragão. O problema é que este retrato clássico foi deformado por um pároco, que com a intenção de ajustar um ‘espaço que estava sujo’, acabou tirando toda a pigmentação original da obra de, preparem-se, 500 anos de idade.

“Não sabemos a gravidade do dano, mas a impressão é de que se eliminou uma policromia antiga e de que o dano é irreversível”, explicou à BBC Brasil Fernando Carrera, presidente da Associação Profissional de Conservadores-Restauradores da Espanha (Acre).

Especula-se que os danos à obra de São Jorge podem ser mais graves do que os causados ao Ecco Homo em função da relevância da escultura. Lembrando que o Ecco Homo foi repintado por uma idosa, também da Espanha.

“O que não queremos, porém, é que a história vire motivo de festa, piada e gozação, como foi com o Ecce Homo”, finaliza Carrera.

Fotos: foto 1: Artus Restauración Patrimonio/ foto 2: Centro de Estudios Borjanos/fonte:via

Garoto de 15 anos memoriza e desenha animais e eles ficam ainda mais incríveis que os reais

Quando tinha apenas dois anos, o artista sérvio Dušan Krtolica começou a desenhar. O amor pelos traços, no entanto, foi maior do que o desenvolvido pela maioria das crianças…

Aos 4 anos, ele passou a frequentar uma escola de arte para desenvolver ainda mais seu talento, segundo conta em sua página do Facebook. Hoje, aos 15, Dušan já exibiu sua arte em seis exposições solo e, inclusive, ilustrou uma enciclopédia sobre animais pré-históricos.

Seu tema preferido é a natureza e os animais que formam parte dela. Antes de desenhá-los, o jovem memoriza suas características e, assim, não precisa olhar para a foto do animal enquanto está concentrado em suas ilustrações.

Segundo contou ao site Bored Panda, o primeiro animal desenhado por ele foi uma baleia. Hoje, o artista passa algumas horas por dia imerso em suas ilustrações.

O jovem também compartilha atualizações sobre sua arte através de um blog – infelizmente, disponível apenas em sérvio.

Vem conferir alguns de seus desenhos mais incríveis!

10 frutas e vegetais com formas originais irreconhecíveis

Os alimentos com os quais você está acostumado hoje nem sempre tiveram a mesma aparência e gosto.

Diversas frutas e vegetais eram irreconhecíveis em suas versões silvestres, antes de serem cultivadas por seres humanos.

Sua transformação ocorreu através de muitos anos de seleção artificial. Confira:

10. Milho


O milho vem de uma planta mexicana conhecida como teosinte, que originalmente era muito pequena e pouco comestível. Encontrar (e acessar o) milho em uma teosinte era muito difícil, pois sua casca era muito dura. Inclusive, foram necessários vários estudos para encontrarmos a ligação do milho com a teosinte – ninguém sabia de onde vinha o milho, de tanto que ele não se parecia com nada crescido no ambiente selvagem. Muitos anos de seleção das melhores plantas no futuro, finalmente chegamos ao milho que conhecemos hoje, fácil de descascar e mil vezes maior que o original.

9. Abacate


Originalmente, em um ambiente selvagem, o abacate era muito pequeno: cabia na palma de uma mão. Logo, tinha pouquíssima carne. A semente tomava quase todo o espaço da fruta, seu gosto não era bom e sua casca era muito dura. Graças ao cultivo selecionado, abacates modernos têm dez vezes mais carne, que também é mais mole e muito mais saborosa.

8. Pêssego


Este é mais um exemplo de cultivo selecionado para chegar a uma fruta maior e com melhor sabor. O pêssego foi domesticado pelos chineses pela primeira vez em torno de 4.000 aC. Nessa época, tinha o tamanho de uma cereja, e apenas 64% da sua carne era comestível. Supostamente, tinha gosto de lentilha. O pêssego moderno é muito maior, tem 90% de carne comestível e é mais doce.

7. Berinjela


Berinjelas selvagens tinham uma variedade de formatos e cores, sendo que a maioria era redonda e branca (daí o nome da planta em inglês, “eggplant”, semelhante a um ovo). Acredita-se que a domesticação desse vegetal começou na China, Índia e Tailândia, para fins medicinais (aparentemente, berinjelas selvagens deixavam um gosto amargo na boca). A seleção da planta para cultivo levou ao seu atual formato oblongo e cor roxa.

6. Morango


O morango silvestre é considerado a melhor versão dessa fruta, pois era supostamente mais doce. No entanto, era bem menor. Ao longo do seu cultivo, fazendeiros começaram a favorecer plantas maiores e mais resistentes a doença, o que influenciou seu sabor. O cultivo da versão atual aparentemente começou quando um espião francês trouxe um morango chileno – maior e mais branco – para a França, e as duas espécies foram cruzadas.

5. Tomate

Tomates são selecionados por seres humanos há milhares de anos. Sua evolução ocorreu em dois estágios. Havia um ancestral selvagem, com formatos e cores variáveis, que levou à primeira versão cultivada do tomate, amarela e bem menor. Essa versão eventualmente levou ao tomate cereja, que por sua vez levou ao formato mais comum e procurado do fruto hoje, de tamanho maior. Ele pode ter perdido sabor ao longo dos anos, no entanto. Mas dada toda a seleção genética que já houve no tomate, especialistas acreditam que ele permanecerá igual por um bom tempo.

4. Cenoura


A cenoura originalmente encontrada na Pérsia no século X era branca ou roxa, fina e tinha um gosto amargo. Após anos de seleção na Europa, a planta ficou maior e mais saborosa. A atual versão laranja, contudo, surgiu por motivos políticos. Os holandeses, conhecidos como fazendeiros de cenoura no século XVII, favoreceram essa cor em homenagem a Guilherme de Orange – e pegou no mundo todo.

3. Pepino


A versão silvestre dessa planta ainda existe e é relacionada a sua versão moderna, cultivada. Contudo, o pepino selvagem não é comestível – é considerado tóxico. Além disso, é esférico e cheio de espinhos. O alimento que consumimos hoje provavelmente se originou na Índia, onde era cultivado por razões medicinais. Ao longo do tempo, ficou muito maior, cheio de sementes e comestível.

2. Banana


As bananas originais não eram comestíveis. Cheias de sementes duras, acredita-se que elas eram cozinhadas para servirem como alimento, ou não teria valido a pena cultivá-las. A versão moderna pode ter começado na região da Papua Nova Guiné, dez mil anos atrás. Ela é um híbrido entre duas espécies selvagens de banana, que levou à fruta amada com casca amarela. Alguns especialistas acreditam que a banana ainda precisa evoluir, entretanto, pois não tem diversidade genética. Isso a torna vulnerável à extinção.

1. Melancia

A primeira versão registrada da melancia é de 5.000 anos atrás, no Egito. Muito menor, com apenas alguns centímetros, tinha um gosto amargo. O cultivo selecionado ao longo dos anos levou ao aumento do tamanho da fruta no século XVII, mas ela ainda era muito diferente da versão atual por dentro. Sua carne era mais clara, e havia padrões distintos de semente. A melancia moderna é hoje 1.500 vezes maior que a original, mais doce e mais vermelha.

fonte:via[BeAmazed]

Empresa do Reino Unido constrói estradas com plástico retirado do oceano

Se a extração e o uso de petróleo já provocam por si um terrível impacto ambiental, é também a partir dessa matéria-prima fóssil que se fabrica o plástico que, depois de utilizado, se tornará um dos tipos de lixo mais duradouros e poluentes. Inversamente proporcional ao mal que tal ciclo é capaz de provocar ao ambiente é a brilhante solução que a empresa inglesa MacRebur encontrou para combater tal cadeia como um todo: construir estradas a partir dos resíduos plásticos retirados dos oceanos e de aterros sanitários e lixões.

Tal qual o plástico, o asfalto utilizado tradicionalmente para a feitura de rodovias também tem no petróleo sua matéria-prima. Com isso, após 18 meses de testes a fim de reutilizar as toneladas de plástico desperdiçadas como substituto do petróleo na feitura de estradas, a empresa chegou ao MR6, um “aditivo aglutinante de alto desempenho” criado a partir da mistura do plástico com betume, capaz de oferecer não só uma utilidade para todo esse lixo plástico, como também de diminuir o uso do próprio petróleo na fabricação de asfalto.

O impacto é, no entanto, ainda maior: o MR6 constrói estradas até 60% mais resistentes e duradouras que o asfalto tradicional com um custo consideravelmente menor – e ainda reduzindo a presença devastadora do plástico no mar e na natureza de modo geral. Segundo os sócios da MacRebur, uma tonelada de asfalto reutiliza de três a dez quilos de resíduos, e potencialmente ainda pode ser capaz de aquecer mercados e até mesmo criar novas oportunidades de emprego ao redor da coleta e reutilização do lixo plástico.

São três desafios globais resolvidos com uma só grande ideia: oferecer utilidade às milhões de toneladas de plástico dispensadas, reduzir os custos bilionários da feitura de novas estradas e ruas, e criar asfaltos mais resistentes e duradouros, reduzindo assim também os custos da manutenção e reparo de tais asfaltos.

A animação abaixo ilustra o nascimento da empresa e seu ciclo de produção – e o futuro, quem sabe, ilustrará o impacto positivo de tais iniciativas.

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© fotos: reprodução/fonte:via

Funcionário de limpeza é surpreendido por estudantes com £1,500 para ver família na Jamaica

Um grupo de estudantes da Universidade de Bristol, na Inglaterra, deu um grande exemplo ao juntarem pouco mais de 1 mil libras, por volta de 5 mil reais, para viabilizar a viagem de Herman Gordon para a Jamaica.

Aos 65 anos, o homem é responsável pela limpeza de uma das instituições de ensino mais conceituadas da Inglaterra e há tempos nutre o desejo de se reunir com os familiares em sua terra natal. O problema é que Gordon não tinha como arcar com a viagem sozinho.

“Ainda estou tremendo diante deste gesto”, declarou ao Daily Mail.  

Tudo foi viabilizado por meio do sistema de crowdfunding, ou vaquinha virtual aqui pra nós brasileiros. Ao todo foram registradas mais de 200 doações para levá-lo ao lado da mulher Denise para uma temporada de férias na Jamaica. ❤

A boa ação coloca fim em uma separação que dura desde os 12 anos, idade em que Gordon, hoje com mais de 60, deixou a cidade de Kingston, no país da América Central.

“Eu nunca vi tanto dinheiro na minha vida. Tem grana suficiente para mais de duas semanas. Estou negociando com um agente de viagem para garantir um bom contrato”, encerrou bastante emocionado.  

Fotos: Reprodução/fonte:via

Companhia aérea decide proibir transporte de pit bulls e causa revolta nas redes sociais

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Recentemente, a Delta anunciou que estaria trabalhando em suas políticas de animais de assistência.A partir de agora, passageiros poderão voar acompanhados de apenas um animal de assistência e os pit bulls que sirvam para este fim não poderão voar na cabine junto a seus tutores. As mudanças, anunciadas no dia 20 de junho, entram em vigor a partir do próximo dia 10, embora existam dúvidas sobre sua legalidade.

Segundo um comunicado oficial da empresa, este seria o “o resultado direto de crescentes preocupações com segurança após incidentes recentes em que vários funcionários foram mordidos“. De acordo com a empresa, uma das motivações para a restrição foi um acidente envolvendo um passageiro mordido por um cão de assistência – no caso reportado, o animal tratava-se de uma mistura entre um labrador e um pointer.

Ainda segundo os dados do comunicado, houve um aumento de 84% em incidentes envolvendo animais de assistência desde 2016. Entre os casos estão situações em que os bichanos urinaram ou defecaram no voo e mordidas. O documento não detalha, no entanto, que porcentagem de casos envolveria animais da raça pit bull, o que sugere que as novas políticas da empresa seriam baseadas apenas em estereótipos sobre a raça.

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A medida causou revolta nas redes sociais, com diversos usuários utilizando a hashtag #BoycottDelta para demonstrar sua insatisfação. “Voar com a Delta é mais aterrorizante do que o meu Pit Bull“, declarou uma usuária. “O que há de tão ameaçador no meu Pit Bull? Dá um tempo, Delta“, diz outro tweet publicado na rede.

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Confira neste link todas as informações sobre as novas políticas para o transporte de animais de assistência na empresa.

 

Fotos: Unsplash /fonte:via

Conheça as opções de peixes e carnes mais prejudiciais ao meio ambiente

Sim, você já ouviu mil vezes falar sobre os malefícios das carnes para o meio ambiente e que todo mundo deveria ser vegetariano. Mas a verdade é que, embora o número de pessoas que não comem animais esteja aumentando, pouca gente está disposta a fazer essa mudança.

Para auxiliar essas pessoas a fazer escolhas mais conscientes na hora de comer, um estudo da Universidade de Washington analisou diversos tipos de peixes e carnes para definir quais causavam os piores danos ao planeta.

A pesquisa analisou quatro métricas para chegar a uma conclusão sobre quais seriam os tipos de proteínas animais “mais sustentáveis”: emissões de gases do efeito estufa, uso de energia, liberação de nutrientes, e potencial de emitir substâncias que causam chuva ácida. Com esses dados, foram analisados frutos do mar cultivados, peixes selvagens e a carne de gado.

De acordo com os resultados encontrados pelos cientistas, o bagre de criação e a carne bovina são os tipos de proteína que mais causam danos ao meio ambiente. Em contrapartida, os mais sustentáveis são os moluscos cultivados, como vieiras, ostras ou mexilhões, e pequenos peixes capturados na natureza, como a sardinha. Além disso, o bacalhau e a pescada selvagens tiveram um impacto razoavelmente baixo, assim como o salmão criado em viveiro.

Outra descoberta surpreendente foi o fato de que a produção de gado exigia menos energia do que a aquacultura da maioria dos frutos do mar. Mesmo assim, a carne bovina foi responsável pela geração de cerca de 20 vezes mais gases do efeito estufa do que a galinha, o salmão e moluscos criados em viveiro.

Os pesquisadores sugerem ainda que uma dieta com frutos do mar criados em aquacultura e peixes selecionados capturados na natureza tenha um impacto ambiental até menor do que a adesão a dietas veganas ou vegetarianas. A informação, no entanto, pode ser vista com desconfiança, visto que o estudo foi parcialmente financiado pela Seafood Industry Research Fund, segundo informa o site da universidade.

Fotos: Unsplash /fonte:via