Para ‘entreter clientes’ restaurante mantém leoa presa em aquário na Turquia

Este café localizado na Turquia está registrado como um zoológico turístico e para entreter seus clientes resolveu manter uma leoa presa em um aquário para peixes. Isso mesmo, o Mevzoo, que fica em Istambul, acredita ser uma boa ideia prender uma felina deste porte em cativeiro para, segundo eles, divertir os clientes.

A questão é que muita gente discorda e os vídeos gravados dentro do estabelecimento estão correndo as mídias sociais, provocando críticas de todos os cantos. E para piorar, 35 coelhos, flamingos, quatro cobras, cavalos, duplas de papagaios e crocodilos e uma iguana são mantidas nas mesmas condições da leoa batizada de Khaleesi.

Em termos legais o café não está infringindo nenhuma lei, entretanto para Oytun Okan Senel, presidente da Câmara de Cirurgiões Veterinários da Turquia, a atitude se enquadra como uma “humilhação. Abuso de animais no ‘centro de reabilitação’ decorando um narguilé café”, criticou em sua conta no Twitter.  

Além do pouco espaço, em função da presença de um grande número de pessoas, o animal vive sob uma grande carga de estresse. O que se comprova pelo vídeo dela perseguindo uma garota de um lado para o outro. Falando em público, é possível dividir a refeição com a leoa por meio de um buraco.

Com a divulgação nos veículos de comunicação uma petição online está pedindo o fim do aquário. Além disso, o Ministério de Manejo Florestal e de Água da Turquia abriu investigação sobre as condições oferecidas pelo café. O problema é que o local está com a documentação em dia, limitando o trabalho da fiscalização para apenas a emissão de uma recomendação pedindo o desmonte do vidro.

Foto: Reprodução/YouTube/fonte:via

Lei anti-plástico reduz em 67% morte de animais marinhos por sufocamento no Quênia

São muitas as notícias sobre a adoção de políticas anti-plástico por países europeus. Contudo, pouco se fala sobre medidas aplicadas por nações fora do ciclo priorizado por redes de notícias internacionais.

O exemplo desta vez chega direto do Quênia, que há um ano intensificou o combate a um dos maiores poluentes do meio ambiente. Por meio de uma lei em vigor desde agosto proibindo a fabricação, venda e o uso de sacolas plásticas, o país da África Oriental está colhendo bons frutos.

Um dos principais exemplos é a redução do número de mortes de animais marinhos por sufocamento provocados por sacolas. Para se ter ideia, antes do veto 3 a cada 10 animais eram encontrados mortos nos oceanos. Desde abril os níveis haviam caído para 1 entre 10. Decréscimo de 67% nos índices.

A fiscalização do governo queniano é dura e prevê multa de mais de 100 mil reais, além de quatro anos de prisão para quem fabricar, comercializar ou usar sacolas plásticas no país.

O avanço é digno de elogios, pois o Quênia já esteve entre os maiores exportadores de sacolas plásticas do mundo. Os objetos são nocivos ao ambiente por dependerem de recursos naturais não-renováveis, como petróleo e gás natural, além de precisarem de cerca de 450 anos para se decompor.

No Brasil o assunto também está em pauta e o Rio de Janeiro já anunciou o banimento dos canudinhos plásticos em bares e restaurantes. Quem desobedecer vai arcar com punição de R$ 3 mil.

“A gente acha que é uma coisa bem simbólica e fizemos pressão para essa matéria ser votada na Semana do Meio Ambiente. É um grande presente a cidade vai receber”, disse ao Globo João Senise, coordenador de mobilização da Meu Rio.

Foto: Pixabay/fonte:via

Ninguém sabe porquê, mas estátuas de Pokemons vêm aparecendo em cidade do interior SP

Se você anda por aí procurando Pokémons, ou se simplesmente é fã dos coloridos bichinhos japoneses, seu lugar pelo visto é na cidade de Suzano, no interior do estado de São Paulo. Por motivos ainda não explicados, diversas estátuas de Pokémons vêm aparecendo nas praças de Suzano, de forma misteriosa, trazendo tipos diferentes de Pokémons – com direito a placas explicativas. A autoria também é ainda misteriosa.

O fenômeno começou a ocorrer em março, inicialmente com a estátua de um Bulbassauro. Depois apareceu um Mew, em maio surgiu um Charizard e, mais recentemente, um Squirtle. Aparentemente as estátuas aparecem em relação ao Dia Comunitário de Pokémon GO em cada mês – um dia em que, por algumas horas, o jogo disponibiliza um Pokémon em estado selvagem para ser encontrado. Assim, nesse dia é comum que pessoas joguem juntas em parques e praças como as de Suzano.

Segundo a prefeitura da cidade, por trás da brincadeira está um grupo de jovens fãs que querem permanecer anônimos. A internet naturalmente tem ido à loucura com tal iniciativa, e pessoas em outras cidades estão pedindo que o mesmo seja feito em suas praças. Foi o mesmo grupo quem possivelmente levou um Larvitar para o Parque Ibirapuera em dos dias comunitários recentes – e o mistério continua. Encontrar um Pokémon em Suzano, de todo modo, se tornou bem mais fácil.

© fotos: reprodução/Twitter/fonte:via

Com 450 obras, mostra MASP-Tomie Ohtake exibe a linda herança cultural do povo africano

Museus e galerias são geralmente ambientados em um cubo branco. Das paredes ao público, essa é a cor que predomina nos espaços de arte. Em uma parceria, o Museu de Arte de São Paulo (MASP) e o Instituto Tomie Ohtake fazem o oposto ao reunir um enorme acervo de arte onde o povo negro é autor ou retrato exposto. Na mostra Histórias Afro-Atlânticas, que percorre cinco séculos em 450 obras de 210 artistas, questiona o lugar - literal, figurado e visceral  dos negros nas Américas. Os espaços te convidam a inverter papéis e a enxergar de uma vez por todas que ser latino é ter sangue negro fluindo nas veias.

Na exposição, os afrodescendentes são artistas que assinam as obras e/ou personagens retratados nas mesmas. Tapeçarias, esculturas, instalações e pinturas compõem a enorme coleção. O conjunto apresentado é, em sua maioria, oriundo de coleções diversas, particulares e mais de 40 museus internacionais, como o Metropolitan Museum de Nova York, Museo Nacional de Bellas Artes de Havana (que recomendo muito!) e a National Gallery da Jamaica. Dividida por núcleos, a mostra passa por Mapas e Margens, Cotidianos, Ritos e Ritmos, Retratos, Modernismos Afro-atlânticos e Rotas e Transes: Áfricas, Jamaica e Bahia. No Tomie Ohtake, entram ainda Emancipações e Resistências e Ativismos.

A artista Loïs Mailou Jones pega referências egípcias para compor Egyptian Heritage (Legado Egípcio), uma tela forte que coloca Cleópatra e outras duas mulheres negras na posição central, sendo que uma delas pode ser a própria artista, que olha diretamente para o espectador. É também uma maneira de lembrar que os povos egípcios foram igualmente embranqueados por livros, filmes e demais representações.

Todas as fotos por © Brunella Nunes/fonte:via

Ela provou que dinheiro pode comprar felicidade ao ganhar – e doar – R$ 2,9 mil vitalícios por semana

Dizem por aí que dinheiro não compra felicidade, mas, se depender de Rachel Lapierre, a máxima terá de ser adaptada: ela tem se sentido muito feliz a cada semana ao receber – e abrir mão de – um prêmio de mil dólares canadenses.

Tudo começou em 2013, quando Rachel jogou na loteria e teve a incrível sorte de ganhar o prêmio de C$1000 (cerca de R$2900) por semana, garantidos pelo resto de seus dias. O que fazer com o dinheiro? Mudar para uma casa enorme, comprar coisas que sempre sonhou, fazer a melhor viagem da vida? Nada disso: ela criou uma instituição de caridade.

A Le Book Humanitaire paga pela educação de crianças carentes de Quebec, distribui alimentos, roupas e brinquedos a outras instituições, além de oferecer serviços telefônicos para ajudar pessoas que se consideram em necessidade e de organizar viagens humanitárias para levar assistência a outros lugares do mundo.

Dinheiro é dinheiro. Quando você nasce, não tem nenhum, e quando vai embora, não leva nada além de memórias. Você se vai com o que fez durante a vida”, afirma Rachel. “Acho que a felicidade vem do coração. É legal ter um carro ou casa novos, pode ser bem divertido, mas você não precisa disso para ser feliz”, completa.

Hoje com 55 anos, Rachel Lapierre dedicou boa parte da vida a ajudar o próximo. Em 1982, ela, que era modelo, ganhou o concurso Miss Quebec e viajou pelo Canadá. Pouco depois, decidiu deixar o estilo de vida para trás e começou a trabalhar como voluntária em diferentes organizações, além de ter se tornado enfermeira para cumprir com o desejo de ajudar as pessoas.

O desejo de fundar a própria ONG sempre existiu, e foi possibilitado graças ao prêmio da loteria, já que Rachel pôde largar o emprego como enfermeira e se dedicar totalmente à instituição, que exigiu um investimento inicial de 70 mil dólares canadenses e conta com 10 voluntários que trabalham em período integral.

Fotos: Divulgação/Le Book Humanitaire /fonte:via