BBC revela como seria o corpo perfeito para vivermos mais e é totalmente assustador

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Da próxima vez que você desejar ter um corpo perfeito, é bom pensar duas vezes sobre o que isso significa.

Em uma tentativa de definir qual seria biologicamente a melhor estrutura física para os humanos, a BBC convidou a  antropóloga física e professora da Universidade de Birmingham Alice Roberts para repensar nosso corpo. Alice foi desafiada a criar uma versão 2.0 pensada para que a humanidade vivesse mais – e ela definitivamente não se encaixa no que você esperaria de um “corpo perfeito”…

Como mostra um vídeo divulgado pela emissora (veja abaixo, em inglês), o humano perfeito teria pernas de emu e a lombar de um chimpanzé para sustentar uma postura ereta, orelhas maiores e olhos sensíveis à luz. O modelo 2.0 de nossa espécie seria equipado ainda com o coração de um cachorro, os pulmões de um cisne, pele de réptil e pequenas bombas nas coxas que funcionariam como auxiliares na circulação sanguínea.

Por último, as mulheres ganhariam ainda uma bolsa para carregar os bebês semelhante à dos cangurus, o que garantiria um parto sem dor. Com a ajuda dos escultores Scott Eaton e Sangeet Prabhaker, um modelo em tamanho real desta Alice “perfeita” foi criado e está em exposição no Science Museum, em Londres, até dezembro deste ano.

Nós queríamos mostrar que nosso corpo não é perfeito. É isso que a evolução faz, ela cria organismos que agem no aqui e no agora. Evolução é sobre criar um corpo que funcione, não é sobre perfeição”, declara Alice em entrevista ao RT.

Foto 1: Reprodução Twitter

Fotos 2 e 3: Reprodução YouTube/fonte:via

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‘Ibaré Lewá’: ensaio fotográfico retrata amizade bonita entre Orixá e natureza

O Orixá é uma divindade. Mas o Orixá também é energia presente nos elementos da natureza. Na água doce dos rios e cachoeiras; na salgada dos mares; em meio aos caminhos de florestas e matas, fato é que ‘kosi ewe kosi orisà’. ‘Sem folha não há orixá’.

Entre suas inúmeras filosofias o Candomblé tem como alicerce a preservação da natureza, exatamente com dissemos acima. Mesmo com esta postura amigável e de incentivo ao cuidado com o meio ambiente, a religião seguida por uma parcela considerável da população negra brasileira ainda é alvo de visões equivocadas, repletas de estereótipos e preconceitos.

Ora, quem aí não ouviu alguém se dirigir ao culto aos Orixás de forma pejorativa e até com menosprezo? Para especialistas isso se dá pela presença do racismo na sociedade brasileira. Em função de conceito criminalizatório de tudo que se refere ao negro.

Em artigo publicado no Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro o coordenador de imprensa do Sisejufe Roberto Ponciano chama a atenção justamente para este fator gerador inclusive da intolerância religiosa.

“O ataque aos cultos afro-brasileiros, na verdade, é apenas a ponta do iceberg do racismo velado que existe neste país. A lei do racismo é um avanço, mas, de fato, apenas jogou para debaixo do tapete a sujeira. O preconceito contra o negro não é só preconceito de pele, ele se perpetua porque é, acima de tudo, preconceito contra a cultura negra e contra o legado do negro no Brasil”, analisa.

Diante deste cenário ainda preocupante é fundamental o espaço para iniciativas e obras que tenham como proposta a exaltação dos componentes de formação da cultura negra no Brasil. Neste sentido não há exemplo mais apropriado do que o Ibaré Lewá, que unindo arte, fotografia e religiosidade oferece ao público as cores, os sons, os cheiros e as linguagens artísticas dos Orixás, grandes inspiradores para o projeto.

Em iorubá, língua falada especialmente em países da África Ocidental, entre eles a Nigéria, ibaré lewá quer dizer amizade bonita entre uma pessoa e seu ancestral. Ancestralidade tão bem retratada pela colaboração entre Erica Azeviche, expoente do cenário artístico brasileiro e formada em Artes do Corpo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e a fotógrafa francesa Claire Jean.

Para entender os resultados deste trabalho é preciso voltar no tempo para o ano de 2012, quando Erica, devidamente diplomada pela PUC, vivenciou os costumes Ketu e Efon com a Iyalorisá Maria Helena Ti Yoba na casa de Candomblé Àse Egbé Òmò Yoba Tunde, de Pirituba, na Zona Oeste de São Paulo. Na ocasião a artista e candomblecista aprofundou pesquisas de costumes africanos da antiga civilização iorubana que chegou ao Brasil por meio de pessoas trazidas na condição de escravos.

Tais atividades existem hoje no país em mosaicos culturais de encontros entre africanos, indígenas, portugueses etc. Trocando em miúdos, a cultura africana é a semente base para o desenvolvimento da sociedade brasileira. Tendo isso em  mente, durante seus rituais iniciáticos Erica Azeviche teve a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre seus ancestrais africanos, neste caso, a rainha da sociedade Elekô Yoba.

Por meio de fotografias, a francesa Claire Jean — parceira no projeto — compartilha seu olhar em lentes que vislumbram o corpo nu em sua naturalidade, assim como pontua a existência humana como parte da natureza e não como um ser que a tem. Para compor este cenário nada mais coerente que apresentar o corpo humano entre árvores, sementes, terra, fogo, ar, etc. Um lugar de Orixá, um lugar em que são as forças da natureza que se mostram ao lado de outras maneiras de existir.

Realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria do Estado da Cultura, o projeto Ibaré Lewá já foi exposto em Santos, na Galeria de Artes Braz Cubas, em Cubatão, no Parque Anilinas e no Centro Cultural São Paulo.

O que se vê ao longo das fotografias são retratos de rara beleza. Como não se deixar levar pela singularidade de Obaluaê – Orixá responsável pela cura das chagas e doenças, desfilando seus mistérios no meio do matagal? Aliás, amor é tudo o que inunda os corações ao avistar a representação de Oxum – Orixá das águas doces, colhendo seus lírios na beira de uma cachoeira.  

Para facilitar o acesso às obras, a exposição também está disponível aqui: https://www.facebook.com/ibarelewa/

Fotos: Claire Jean/Guilherme Godoy/reprodução/fonte:via