Fotógrafa registra casamento indígena na taiga selvagem da Mongólia

A fotógrafa que se identifica como BatzayaPhotography viajou para a Mongólia com alguns amigos de profissão e, além de fazerem um tour fotográfico padrão pela Mongólia, foram também convidados para um casamento da tribo Tsaatan nas remotas montanhas da taiga, lar de renas nômades e de nativos do local. Os jovens casais chegavam montando lindos cavalos brancos em vez de um carrão preto. “Fiquei imaginando o quão diferente é da cerimônia de casamento ocidental”, conta.

Foi uma experiência cultural e aventureira indescritível, começando a viagem a partir da cidade capital da Mongólia, se reunindo com um guia de fotografia da Mongólia e equipe de aventura. No dia seguinte, o grupo voou para a cidade de Murun, o centro administrativo da província de Khovsgol. “Fiquei impressionada quando vi pela primeira vez as minivans 4WD russas no aeroporto local e senti que algo selvagem e aventureiro estaria à nossa espera nos próximos dias”, descreve.

Casamento tradicional da tribo Tsaatan na taiga selvagem mongol

No dia seguinte, o grupo empacotou os equipamento de fotografia e todos os nossos pertences e partiram montados a cavalo. “A rena é o transporte principal do povo Tsaatan, mas não poderem ser usadas como transporte no verão. Então selamos os cavalos e nos encontramos as montanhas da taiga do norte da Mongólia”, conta. “Nós chegamos à tribo Tsaatan em East Taiga, havia algumas tendas, renas, pessoas Tsaatan e seus filhos. Esperávamos que os pastores de renas parecessem mais como os índios americanos, mas eles são tsaatanos mongóis, pessoas Dukha que mantêm suas antigas tradições e ainda vivem a vida primitiva nas montanhas”.

O caminho para o casamento

O grande dia chegou e o fotógrafo acompanhou tudo, desde os preparativos até o final da cerimônia. Batdalai, noiva de 20 anos de idade, e seu jovem noivo é de 18 anos, receberam muitos convidados e parentes. “Os tsaatanos seguem a lei natural para viver e, na dura condição de vida das altas montanhas, eles não têm oportunidade suficiente para conhecer seus parentes”. No dia especial, todos os parentes, crianças e outros visitantes se reúnem.

Na tenda da noiva, os mais velhos têm que se sentar ao norte, simbolizando que eles estão respeitando os mais antigos. O pai do noivo tem que pedir ao pai da noiva para deixar o filho se casar com a filha – este é outro elemento da tradição do casamento. Assim que o pai da noiva aprova o casamento, tudo começa oficialmente. “Outra tradição interessante é que o pai da noiva não concorda com facilidade, ele está agindo como se ele não quisesse deixar sua filha se casar”.

Finalmente, depois de muito tempo implorando, o pai concordou e pegou seu lenço de seda para expressar sua concordância. Tudo na tenda tem significados simbólicos, a mesa de casamento e a comida também, a refeição tradicional, o huushuur, tem que ser oferecido primeiro, depois outras refeições e bebidas. “Eles falam sobre a vida do jovem casal, incluindo quantas renas eles possuirão, o que fazer no caso dos pais ficarem doentes e muito mais coisas para o futuro”.

Era como um conto de fadas em que o noivo procura em sua mulher amada no cavalo branco. Os pertences da noiva são mínimos demais em comparação com os ocidentais, mas havia todas as coisas necessárias para viver nas montanhas.

Rodearam a tenda três vezes enquanto ofereciam leite de rena ao espírito da natureza, à natureza dos elementos xamânicos e à tradição viva dos mongóis.

O homem mais velho tem que tocar o prato principal de cordeiro na mesa e depois oferecer um pedaço de carne de carneiro a todos os visitantes.

Tem até luta na cerimônia.

Depois disso, o casal é convidado para a tenda de novo para trocarem de roupa, o que significa algo profundo que agora eles oficialmente possuem sua nova casa e é hora de se estabelecerem.

Os visitantes davam presentes de casamento ao casal e o estranho era pendurar o dinheiro local, tugriks mongóis, como presente. É um casamento indígena muito misterioso.

“Foi uma maneira incrível de experimentar a cultura da Mongólia, o estilo de vida da tribo étnica e do casamento, além de descobrir o canto mais remoto, a região selvagem da taiga e fotografar todos eles. Foi inacreditável”.

Fotos: BatzayaPhotography/fonte:via

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A sobremesa japonesa que leva uma galáxia inteira ao seu prato

Japoneses parecem ser capazes de encontrar uma solução criativa para tudo. Qual outro povo no mundo seria capaz de lançar um doce especial para comemorar a exploração de um asteroide?

Sim, os moradores da terra do sol nascente acabam de registrar mais esse feito!

Tudo começa em 2014, quando a agência espacial do Japão (a JAXA) lançou a sonda não tripulada Hayabusa2 ao espaçof para explorar o asteroide 162173 Ryugu. Até aí, um pequeno passo para a sonda, mas não tão grande para a humanidade, você poderia dizer.

Bom, recentemente, a Hayabusa2 chegou ao seu destino e está pronta para coletar amostras do solo que serão trazidas para análise na Terra. A rede japonesa de lojas de conveniência Lawson achou que a ocasião merecia ser celebrada da melhor maneira: com comida, claro!

A rede lançou um concurso temático para a criação de uma sobremesa comemorativa. Entre os participantes, uma imagem chamou a atenção dos jurados do concurso – e temos certeza de que não foi por causa das habilidades de ilustração.

Com base nesse esboço, a equipe da Lawson desenvoleu uma ideia de sobremesa que lembra um céu estrelado. O doce ganhou o nome de Butterfly Beauty Pururun Water Gelatin e têm sabor de limão e chá de ervas. Mesmo assim, o destaque não está apenas no sabor, mas na aparência do prato, que conta com flocos de pó dourado em seu interior para representar as estrelas.

A sobremesa estará disponível apenas nas lojas Lawson do Japão a partir de 10 de julho. Surpreendentemente, colocar um céu estrelado no prato não terá custos estratosféricos – o doce sairá por apenas JP¥ 180 (ou pouco mais de R$ 6).

Imagens: Divulgação Lawson

Com informações de Sora News 24 /fonte:via