Ninguém sabe porquê, mas estátuas de Pokemons vêm aparecendo em cidade do interior SP

Se você anda por aí procurando Pokémons, ou se simplesmente é fã dos coloridos bichinhos japoneses, seu lugar pelo visto é na cidade de Suzano, no interior do estado de São Paulo. Por motivos ainda não explicados, diversas estátuas de Pokémons vêm aparecendo nas praças de Suzano, de forma misteriosa, trazendo tipos diferentes de Pokémons – com direito a placas explicativas. A autoria também é ainda misteriosa.

O fenômeno começou a ocorrer em março, inicialmente com a estátua de um Bulbassauro. Depois apareceu um Mew, em maio surgiu um Charizard e, mais recentemente, um Squirtle. Aparentemente as estátuas aparecem em relação ao Dia Comunitário de Pokémon GO em cada mês – um dia em que, por algumas horas, o jogo disponibiliza um Pokémon em estado selvagem para ser encontrado. Assim, nesse dia é comum que pessoas joguem juntas em parques e praças como as de Suzano.

Segundo a prefeitura da cidade, por trás da brincadeira está um grupo de jovens fãs que querem permanecer anônimos. A internet naturalmente tem ido à loucura com tal iniciativa, e pessoas em outras cidades estão pedindo que o mesmo seja feito em suas praças. Foi o mesmo grupo quem possivelmente levou um Larvitar para o Parque Ibirapuera em dos dias comunitários recentes – e o mistério continua. Encontrar um Pokémon em Suzano, de todo modo, se tornou bem mais fácil.

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Com 450 obras, mostra MASP-Tomie Ohtake exibe a linda herança cultural do povo africano

Museus e galerias são geralmente ambientados em um cubo branco. Das paredes ao público, essa é a cor que predomina nos espaços de arte. Em uma parceria, o Museu de Arte de São Paulo (MASP) e o Instituto Tomie Ohtake fazem o oposto ao reunir um enorme acervo de arte onde o povo negro é autor ou retrato exposto. Na mostra Histórias Afro-Atlânticas, que percorre cinco séculos em 450 obras de 210 artistas, questiona o lugar - literal, figurado e visceral  dos negros nas Américas. Os espaços te convidam a inverter papéis e a enxergar de uma vez por todas que ser latino é ter sangue negro fluindo nas veias.

Na exposição, os afrodescendentes são artistas que assinam as obras e/ou personagens retratados nas mesmas. Tapeçarias, esculturas, instalações e pinturas compõem a enorme coleção. O conjunto apresentado é, em sua maioria, oriundo de coleções diversas, particulares e mais de 40 museus internacionais, como o Metropolitan Museum de Nova York, Museo Nacional de Bellas Artes de Havana (que recomendo muito!) e a National Gallery da Jamaica. Dividida por núcleos, a mostra passa por Mapas e Margens, Cotidianos, Ritos e Ritmos, Retratos, Modernismos Afro-atlânticos e Rotas e Transes: Áfricas, Jamaica e Bahia. No Tomie Ohtake, entram ainda Emancipações e Resistências e Ativismos.

A artista Loïs Mailou Jones pega referências egípcias para compor Egyptian Heritage (Legado Egípcio), uma tela forte que coloca Cleópatra e outras duas mulheres negras na posição central, sendo que uma delas pode ser a própria artista, que olha diretamente para o espectador. É também uma maneira de lembrar que os povos egípcios foram igualmente embranqueados por livros, filmes e demais representações.

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