Encontraram livros envenenados numa biblioteca da Dinamarca como em ‘O Nome da Rosa’

No livro O Nome da Rosa, o escritor italiano Umberto Eco, uma série de crimes ocorrida em uma abadia medieval é investigada, para se descobrir, por fim, que livro apócrifos, considerados proibidos pela igreja, haviam sido envenenados – levando à morte diversos monges. Pois se o primeiro livro de ficção de Eco levou o então conceituado professor de semiótica a se tornar uma estrela internacional dos romances, a vida real tratou de recentemente se apropriar do mote: três livros cobertos de veneno foram encontrados por pesquisadores dinamarqueses na biblioteca da Universidade do Sul da Dinamarca.

Nas capas de duas obras de história e uma biografia de personagem religiosos foi encontrada uma das mais tóxicas substâncias existentes, o arsênio, que pode causar irritação intestinal, náusea, diarreia, lesões na pele, problemas pulmonares e, dependendo da quantidade e da duração da exposição, até câncer ou mesmo à morte. Como se não bastasse, o poder de intoxicação não diminui com o tempo e, por isso, o fato dos livros datarem dos séculos XVI e XVII não reduz o perigo de seu veneno.

Diferentemente do enredo de O Nome da Rosa, no entanto, os pesquisadores, junto de professores de química, física e farmácia da Universidade, que estudaram os livros, concluíram se tratar não de um complô, mas sim de um caso muito mais mundano: os três livros estavam cobertos por uma tinta verde, o que os levou à conclusão de que alguém simplesmente utilizou uma tinta que continua arsênio para pintar os livros. Antes da toxidade desse elemento ser descoberta no século XIX, era comum se utilizar arsênio em tintas de tal cor.

Desde a descoberta – que se deu por acaso, por conta da dificuldade de estudar os textos por conta da justa tinta verde – os livros foram transferidos para armários especiais e ventilados, e agora só podem ser manuseados com luvas. O ocorrido, no entanto, abre as portas para que infinitas obras acadêmicas antigas, publicações e peças de museu – principalmente as tingidas no tom “verde Paris”, encontrado nos livros dinamarqueses – também estejam contaminados.

© fotos: reprodução/fonte:via

Conheça o hotel mais antigo do mundo, gerido pela mesma família há mais de 1300 anos

No hotel japonês Nishiyama Onsen Keiunkan, ou simplesmente The Keiunkan, a ideia de que em time que está ganhando não se mexe é levada ao extremo: inaugurado no ano de 705 e funcionando portanto há mais de 1300 anos, o hotel é gerido desde sua fundação – novamente, em espanto: desde sua fundação – pela mesma família. São 52 gerações de descendentes cuidando do mais antigo hotel do mundo.

Localizado nos arredores da cidade de Kyoto, o Keiunkan é também possivelmente a mais antiga empresa em funcionamento no mundo. Com 37 quartos e água quente vindo diretamente das fontes termais naturais de Hakuho, a justificativa para o (realmente) longevo sucesso do hotel começa em seu cenário: localizado aos pés das montanhas Akaishi e próximo ao sagrado Monte Fuji, a espetacular natureza ao redor do local oferece não só a água pura e quente como uma vista imbatível.

Ainda que obviamente o hotel tenha sido algumas vezes restaurado e renovado, é também seu espírito tradicional, luxuoso em sua simplicidade e elegância, que fazem do lugar um perfeito retiro – com direito a uma atração diretamente do passado, inequivocamente eficaz para um descanso especial: a ausência de internet. Aos desconectados hóspedes, são oferecidas refeições de qualidade superior, banhos naturais, karaokês impagáveis, e a insuperável imersão na natureza.

Seus mais de 1300 anos de história o levaram a ser reconhecido pelo Guiness como o hotel mais antigo do mundo. O hotel foi fundado por Fujiwara Mahito, filho de um ajudante do imperador e, desde sua inauguração o Keiunkan já recebeu um sem-fim de personalidades – entre samurais e imperadores do passado, chefes de estado, artistas e celebridades das mais diversas épocas – todos atrás desse preciso encontro entre tradição e inovação, com um segredo realmente atemporal: a hospitalidade.

O preço de um quarto capaz de receber entre 2 a 7 hóspedes é de 52.000 ienes, ou cerca de 1.780 reais.

© fotos: reprodução/fonte:via