Como são as celas de cadeia em diferentes países do mundo

Cada vez mais pessoas passam seus dias atrás das grades. De acordo com um levantamento do Instituto Para Pesquisas e Políticas Criminais, o número ao redor do mundo já passa dos 10 milhões, entre homens e mulheres. Do ano 2000 para cá, a população carcerária feminina cresceu 50%, e a masculina 18%.

As estatísticas mais atualizadas se referem a outubro de 2015, então é possível que esses números já tenham aumentado. Além disso, o levantamento inclui tanto pessoas presas provisoriamente enquanto aguardam julgamento quanto aquelas que já foram sentenciadas.

O Brasil é o quarto país com mais presos na lista, com um total de 607 mil detentos. Os Estados Unidos aparecem no topo do ranking, com mais de 2,2 milhões de presidiários, seguidos pela China, com 1,65 milhão, e Rússia, com 640 mil.

O site Bored Panda compilou fotografais de celas de prisão em diferentes países ao redor do mundo para mostrar como os conceitos de punição e reabilitação podem variar radicalmente entre uma nação e outra. Confira:

Halden, Noruega

Aranjuez, Espanha

Essa prisão permite a interação constante entre detentos e familiares

Lilongwe, Malawi

Onomichi, Japão

Manaus, Brasil

Cartagena, Colômbia

À noite, as detentas cujas penas estão chegando ao fim trabalham no restaurante em um pátio da prisão para estimular a transição para a vida em liberdade.

Califórnia, EUA

Montreal, Canadá

Landsberg, Alemanha

San Miguel, El Salvador

Genebra, Suíça

Cidade Quezon, Filipinas

Yvelines, França

Cebu, Filipinas

A dança é uma atividade diária neste presídio filipino

Arcahaie, Haiti

Fotos: Reprodução/fonte:via

Espécie de ‘Lolita ao contrário’, roteiro perdido de Stanley Kubrick é descoberto após 60 anos

Um professor de cinema da Universidade de Bangor, no País de Gales, encontrou um dos “cálices sagrados” da história do cinema: um roteiro co-escrito pelo diretor americano Stanley Kubrick há 60 anos. Segundo o professor Nathan Abrams, a lenda do roteiro de Burning Secret (algo como Segredo Ardente, em tradução livre) era conhecida entre os fãs do diretor, mas ninguém supunha que o trabalho havia de fato sido feito.

Inspirado em livro de mesmo nome do escritor austríaco Stefan Zweig, o roteiro foi desenvolvido por Kubrick em parceria com o escritor Calder Willingham, tendo como mote de sua história uma premissa quase que precisamente ao avesso de Lolita (filme de 1962 dirigido por Kubrick, inspirado no clássico livro de Vladimir Nabokov, de 1955).

Enquanto em Lolita um homem começa uma relação com uma mulher por conta de sua obsessão pela filha de 12 anos de tal mulher, em Burning Secret um homem se aproxima de um menino de 10 anos como meio para seduzir a mãe casada da criança – “uma história de adultério e paixão em um resort”, segundo Abrams.

Com mais de 100 páginas, o roteiro descoberto por Abrams encontra-se, segundo o professor, quase pronto, podendo ser concluído por cineastas contemporâneos. Datado de 24 de outubro de 1956, ainda que o roteiro possua um selo do estúdio MGM, Abrams acredita que o filme tenha sido considerado muito arriscado para ser realizado.

Um dos maiores nomes da história do cinema, Kubrick dirigiu uma série de clássicos além dos já citados, como 2001: Uma Odisséia no Espaço, Laranja Mecânica, O Iluminado e Nascido Para Matar, entre outros. O tesouro cinematográfico foi encontrado enquanto Abrams realizava uma pesquisa para um livro sobre o último filme de Kubrick, De Olhos Bem Fechados.

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