Brasileiro concorre ao ‘Oscar dos Quadrinhos’ com HQ sobre a escravidão

Os mais de três séculos de escravidão no Brasil não tiraram somente a igualdade, a justiça e o direito à vida da imensa população negra brasileira – tiraram também a possibilidade de contar a própria história. Desde sempre, afinal – e como sintoma direto do próprio preconceito e da desigualdade – foram os brancos que escreveram e disseminaram a história oficial da escravidão e do país. Foi inspirado em tais leituras, e imaginando como seria se as narrativas sobre o Brasil colonial fossem contadas da perspectiva negra, que o quadrinista paulistano Marcelo D’Salete decidiu criar “Cumbe”, uma história em quadrinhos que relata justamente a resistência dos escravos em solo do Brasil-colônia, e que acaba de ser indicada ao Eisner 2018, o maior prêmio de quadrinhos do mundo.

Composta por quatro contos inspirados em documentos reais da época, a história originalmente em pesquisas do autor sobre o Quilombo de Palmares, rapidamente D’Salete percebeu que seria preciso expandir seu ponto de vista para dar conta de sua ambição – era preciso contar a história também de outros quilombos para poder retratar de fato a sociedade escravista do ponto de vista negro.

Páginas de “Cumbe”

Com quase 200 páginas em preto e branco, narrando em poucos diálogos a perspectiva do escravizado e ficcionalizando relatos reais e casos específicos de conflitos entre escravos e senhores, “Cumbe” foi publicado em 2014 – e tornou-se o único trabalho brasileiro indicado ao Eisner nesse ano, na categoria de melhor edição americana de material estrangeiro.

Segundo D’Salete, o grande motivador de realizar sua pesquisa e a história foi o exato desconhecimento da população sobre tal sombrio passado no país, assim como sobre as populações trazidas para cá. A relação das populações quilombolas com a terra, suas culturas e mesmo linguagens – o nome “Cumbe” vem significa, em quimbundo, idioma de origem banto, força, luz, fogo como o ideal de liberdade – moveu a realização tanto de “Cumbe” quanto de “Angola Janga”, sua mais recente e extensa publicação, contando exatamente a história de Palmares.

O prêmio será entregue na próxima sexta-feira, dia 20, em um evento dentro da feira Comic Con, em San Diego, na Califórnia.

© foto: Rafael Roncato/reprodução/fonte:via

© artes: Marcelo D’Salete

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Esta coleira de LED é perfeita para passeios noturnos com seus cachorros

Passear com seu cachorro é parte fundamental para o bem-estar do animal, e um passeio noturno pode ser perfeito para noites quentes ou para encaixar essa tarefa em meio às atribuladas agendas que pautam nossas vidas. São diversos, no entanto, os perigos que podem atravessar o caminho de um cão e seu humano em um desses rolês – e é aí que entra a Nitey Leash, a primeira coleira pensada especialmente para os passeios noturnos, com um atrativo impactante, estiloso e que traz segurança: trata-se de uma coleira que acende.

Anunciada como “a primeira coleira iluminada por fibra ótica do mundo”, a Nitey Leash é feita com luzes de LED, que funcionam com pilhas AAA. Com mais de 1,5 metros de extensão, à prova d’água e nas cores azul, verde e rosa, a coleira noturna é vendida na Amazon por 24.95 dólares – o equivalente a cerca de 96 reais.

Segundo Joseph Hassan, inventor da Nitey Leash, seu produto foi pensado pela segurança do animal e o tratamento especial votado aos cães.

Quando acesa a coleira pode ser avistada a até 400 metros de distância – e, em modo piscante se torna ainda mais visível, impedindo eventuais esbarrões e até atropelamentos em potencial.

“Os donos de cachorro procuram produtos que tratem os animais como os membros importantes da família que são”, disse Hassan.

Assim, o produto foi desenvolvido para ter um “impacto direto em suas vidas e na vida dos animais”.

© fotos: reprodução/fonte:via