Nesta cidade, um salário anual de R$ 450 mil é considerado baixo

Você toparia largar seu emprego atual por uma posição com um salário de R$ 450 mil ao ano?

Se a vaga for em São Francisco, nos Estados Unidos, é melhor pensar duas vezes antes de aceitá-la…

Na cidade, uma família de quatro pessoas que ganhe esse valor seria considerada de “baixa renda”. Considerando que essa família seja formada por dois adultos e duas crianças, o salário mensal de cada adulto precisaria ser equivalente a mais de R$ 18 mil.

Além disso, famílias do mesmo tamanho que recebem menos de R$ 282,8 mil por ano já são consideradas como de “muito baixa renda”, segundo um estudo divulgado pela BBC.

Como explicar esses valores? Tudo parte do método utilizado pelo governo dos Estados Unidos para definir o que seria uma família de baixa renda. No país, normalmente são consideradas assim famílias que ganhem menos de 80% da remuneração média de outros núcleos familiares de mesmo tamanho na mesma região.

E aí vai um ponto a favor de São Francisco: os salários na cidade são altos em comparação ao restante do país. É lá que moram os profissionais mais bem pagos do nosso vizinho do Norte. Em 2016, a remuneração média dos habitantes era de US$ 63 mil por ano (cerca de R$ 240).

Em contrapartida, o custo de uma moradia no município é altíssimo e isso faz com que a média salarial para que uma família seja considerada de baixa renda suba. No caso da cidade, essa média é de US$ 117 mil (cerca de R$ 450) – valor quase igual à remuneração média de uma família de quatro pessoas por lá, que fica em US$ 118 (ou R$ 454).

Fotos: Unsplash /fonte:via

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Cientistas descobrem qual a última refeição de homem que viveu há 5 mil anos ao vasculhar múmia

Mais de 5300 anos atrás, a vida de um homem chegou ao fim enquanto ele se deslocava pelos Alpes entre as atuais Itália e Áustria. Encontrado em 1991, seu corpo foi preservado graças à neve, e hoje a ciência é capaz de apontar até qual foi sua última refeição.

Batizado de Ötzi, em referência ao Vale de Ötztal, local onde foi descoberto, o homem é uma das múmias mais antigas que a ciência conhece, e vem sendo estudado há quase 30 anos.

Entre as conclusões dos cientistas está a causa da morte de Ötzi, que foi atingido por uma flecha perto do ombro, lesionando uma artéria e o fazendo sangrar até perder totalmente os sentidos. A ponta da flecha continua cravada no local, e biólogos acreditam que ele estava caçando, provavelmente junto de um ou dois companheiros, antes de ser atingido em confronto com um grupo rival.

Um estudo recente analisou seu estômago e concluiu que a última refeição do homem foi composta por carne de íbex, uma cabra típica dos Alpes, e de veado, além de trigo e um pouco de folhas de um tipo de samambaia – que os cientistas acreditam ter sido ingerida como remédio, como parte da refeição ou mesmo por acidente, depois de serem usadas para embalar as carnes.

Os testes de laboratório indicam que a carne foi consumida fresca ou levemente desidratada. De acordo com os cientistas, a dieta de Ötzi era especialmente rica em gorduras, sendo que 46% do material encontrado em seu estômago era composto de gordura animal.

Por viver em uma região em que as temperaturas baixas eram comuns, faz sentido que sua dieta fosse rica em gordura, ótima fonte de energia. E esse conhecimento não era o único de Ötzi, que teria morrido com idade entre 30 e 45 anos.

Ele morreu vestindo três camadas de roupas, incluindo casaco e sapatos feito de couro – os sapatos tinham a parte superior em couro de veado e a sola de pele de urso, à prova d’água e em formato largo, que facilitava o caminhar pela neve. Tufos de grama envolviam os pés dentro do calçado, servindo de isolante térmico.

Ao ser encontrado, Ötzi continuava carregando os mesmos artefatos que há 5300 anos, tão bem preservados quanto seu corpo: um machado de madeira com lâmina de cobre, uma faca feita de rocha e madeira, uma aljava com algumas flechas e um arco maior que seu próprio corpo – ele media 1,65m.

Outro detalhe interessante são as 57 marcas no corpo de Ötzi, parecidas com tatuagens, e em pontos que coincidem com os da acupuntura, alguns exatamente no mesmo lugar, outros próximos deles, o que pode indicar um conhecimento científico primitivo impressionante.

Atualmente, uma reconstrução do corpo de Ötzi, feita por artistas holandeses, está exposta no Museu de Arqueologia de Bolzano, na Itália, junto dos artefatos que foram encontrados com ele. Paralelo a isso, cientistas continuarão estudando seus restos mortais em busca de novas descobertas.

Fotos via Museu de Arqueologia de Bolzano /fonte:via