Polícia dos EUA vira notícia ao ‘prender’ uma cachorrinha pug

Dificilmente alguma fotografia de prisioneiros, como as clássicas fotos de rosto, de frente e em perfil, com uma placa de identificação, se destacam pela fofura do detento fotografado – mas foi o que aconteceu em Cape May, na cidade de Nova Jersey, nos EUA, depois que a polícia local “prendeu” um suspeito de nove quilos e sessenta centímetros de altura. A “criminosa” atende pelo nome de Bean, e é um irresistível cãozinho da raça pug que fugiu de casa e foi encontrada solta pelas ruas da cidade. O post no facebook foi a maneira que os policiais encontraram para facilitar sua identificação.

“É isso que acontece quando você foge de casa! Ela foi capturada perambulando por jardins na avenida New Jersey“, diz o post, que foi compartilhado mais de 9 mil vezes.

Como todo suspeito detido, Bean foi fichada e passou a noite em uma cela, até que seu dono apareceu para liberá-la sob fiança – paga em biscoitos, segundo outra postagem bem-humorada da polícia de Cape May. Nos comentários, o trocadilho se fez inevitável: no lugar do “thug life” tradicional, “pug life”.

“Atualização – o dono da pug foi encontrado e ela foi liberada sob fiança” diz um dos posts. A brincadeira deu certo, e Bean voltou pra casa sã e salva. Resta agora saber se a noite no xadrez sob custódia da polícia foi o suficiente para que a cadelinha tenha tomado juízo e passe a se comportar daqui pra frente, ou se trata-se de uma rebelde, desafiando as autoridades em nome de sua liberdade.

© fotos: reprodução/fonte:via

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A beleza geométrica dos campos de tulipas é retratada em imagens aéreas

O fotógrafo e designer alemão Tom Hegen é especializado em fotografias aéreas. Suas fotos destacam principalmente as transformações feitas pelo homem às paisagens naturais. Os produtores de tulipas holandeses cultivam cerca de dois bilhões de flores por ano. Vistas de cima, essas paisagens nos impressionam com sua beleza. Conheça mais o trabalho no Instagram do artista.

Foto: Tom Hegen/fonte:via

Templo asteca secreto é descoberto graças a terremoto de grande proporção

Do coração da tragédia que se sucedeu no México com o terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o país no final do ano passado surgiu uma grande descoberta arqueológica. Cerca de 370 pessoas morreram com abalo, que também danificou a pirâmide principal do sítio arqueológico de Teopanzolco, em Morelo, a 85 quilômetros da capital. Foi para avaliar os danos nas construções astecas do sítio, em especial o impacto estrutural sobre a pirâmide, que pesquisadores encontraram um templo até então secreto, no interior da estrutura principal.

Indícios sugerem que o templo tenha sido construído em tributo a Tláloc, o deus asteca da chuva. A importância da descoberta se dá não somente pelo templo propriamente, mas por sua idade: a estrutura remonta ao período entre os anos 1150 e 1200, tornando-se assim a mais antiga construção descoberta naquele sítio, e evidenciando que a presença humana na região se deu pelo menos dois séculos antes do que havia até então sido comprovada. A pirâmide principal data do século XIII.

O local descoberto após o terremoto

O templo descoberto mede, segundo os arqueólogos, cerca de 6 metros por 4 metros, e no local foram também encontrados artefatos de cerâmica e um queimador de incenso. Infelizmente os danos provocados na estrutura principal da construção fez com que o chão do santuário afundasse por conta do terremoto, deformando-o e tornando-o instável.

Arqueólogo trabalhando no local

Por enquanto os danos estão sendo avaliados e os planos para restauração começam a ser traçados – até lá infelizmente a visitação no local tornou-se impossível.

© fotos: reprodução/fonte:via

Retratos cinematográficos e impressionantes feitos com luz natural por Alessio Albi

Dramáticas e etéreas, as obras do fotógrafo italiano Alessio Albi nos imergem em retratos com estética e emoção quase palpáveis. Trabalhando principalmente por instinto, o artista raramente prepara suas modelos e é guiado pelo ambiente disponível para ele. Ele brinca com as formas, as cores, o caráter das modelos e a luz para um resultado intoxicante e cinematográfico.

“É um paradoxo para mim, sou uma pessoa muito ansiosa em outros aspectos da vida e gosto de organizar tudo! É por isso que a fotografia é para mim como uma terapia e uma maneira de me desligar da realidade. Eu sou inspirado por outras formas de arte; como pintura, desenho, cinema, música e literatura. A natureza também tem um grande papel na minha produção; Crescer no centro da Itália ajudou-me a este respeito, graças ao seu incrível ambiente natural “, diz ele. Siga seu trabalho no Instagram.

Fotos: Alessio Albi/fonte:via

Em experimento homem negro discute manifestação do racismo pela aparência

O que pensei enquanto estava todo arrumadinho: Eu estava muito mais confiante com o que eu estava vestindo. Fiquei aliviado sem o paletó porque com ele parecia que eu trabalhava no Serviço Secreto ou como um jornalista que cobre grandes conferências, e sem ele eu era apenas mais um executivo fazendo coisas de adulto. Esse conforto foi despedaçado assim que o barulho dos meus sapatos anunciou a minha chegada. Eu prefiro ser visto, não ouvido. Mas agora passei a respeitar mais o galope dos cavalos. Experiências: Eu fui para a academia, inseri meu número de telefone, entrei com a minha impressão digital e fui cumprimentado com um "Tenha uma ótima malhação, Pedro". Na farmácia, o caixa disse "Como está, chefe?" e eu recebi um "boa noite" do recepcionista na livraria The Last Bookstore, no centro. Como meu amigo Ice Cube diria, "Hoje foi um bom dia."

O racismo estende seus tentáculos de diferentes formas. Uma espécie de camaleão, esta horrenda manifestação preconceituosa exerce efeitos profundos na autoestima de uma pessoa.

Ao pensar nesta prática histórica e recorrente até os dias de hoje, são muitas as variáveis e formas de manifestação. Entre as nuances está a aparência. Durante décadas a pessoa negra, especialmente o homem, foi desenhado pelos veículos de comunicação e o senso comum como uma ameaça. Aquela cena clássica da pessoa mudar de calçada, esconder a bolsa ou ‘ficar de olho’ nos passos de um rapaz da pele cor da noite é uma verdade absoluta.

Para expor este hábito preconceituoso o jovem Pedro, de 24 anos, resolveu fazer um teste baseado no tipo de roupa que vestia. A ideia era estudar a reação das pessoas diante de uma escolha, digamos, mais aceitável socialmente e quando confrontadas com trajes mais informais. O resultado, infelizmente, não causou surpresa.

Abaixo você confere direitinho os resultados do experimento, que se estendeu por sete dias e foi publicado no BuzzFeed News.

“Por toda a minha vida, sofri uma série de micro-agressões. De funcionários me seguindo em lojas, a mulheres segurando suas bolsas com força ao me verem. Aos 13 anos de idade, fui detido por policiais que suspeitavam de algo que eu não fiz. Pouco tempo atrás, uma mulher agarrou seu filho e correu para uma loja para se afastar de mim quando eu estava andando pelo quarteirão. Eu não quero ser mais uma estatística e ter minha aparência culpada por isso.

Mas eu não vou me resignar e mudar minha aparência só para fazer as pessoas se sentirem mais confortáveis perto de mim. Eu me visto exclusivamente de acordo com o meu humor, e geralmente a minha escolha é algo “confortável / que me permita andar de skate” chique, ou alguma coisa assim. ¯\_(ツ)_/¯ Eu estou curioso para ver o efeito que minhas escolhas de vestuário têm na minha vida com um jovem homem negro de Los Angeles.

No primeiro dia, a escolha ‘socialmente aceita’ foi o clássico terno. Já a roupa ‘suspeita’ foi um inofensivo moletom.

Quando estava todo arrumadinho: Eu me sinto pretensioso, desconfortável e envergonhado, especialmente por causa do paletó. Um certo verso de Kanye West veio à mente “So I don’t listen to the suits behind the desk no more / You n****s wear suits ‘cause you can’t dress no more”, em “Last Call”. Eu tive que caminhar com cuidado, para tentar diminuir o barulho insuportável dos meus sapatos, meu cinto precisava ser constantemente ajustado e, somado a tudo isso, essas calças faziam minha cueca subir.

Experiências: A mulher que trabalhava na 7-Eleven me cumprimentou com um sorriso e instantaneamente perguntou “Por que isso? Reunião ou entrevista?” “É pro trabalho”, respondi enquanto pegava meu troco para o ônibus. Ela ergueu as sobrancelhas e sutilmente acenou com a cabeça. Isso tudo nos 10 minutos do meu dia e eu pensei comigo mesmo, caramba, essas duas semanas vão ter vários acontecimentos. Meu ônibus passou e meu cartão de passe não tinha crédito suficiente, mas antes que eu pudesse usar o troco que eu peguei na 7-Eleven, o motorista disse que não tinha problema. Foi por pouco. Consegui economizar meu troco.

Quando estava todo arrumadinho: Eu me senti uma nova pessoa! Gostei da gola rolê porque ela cobriu o meu pescoço, que é grande pra caramba. Não sou um fã de paletó, mas a gola rolê compensou. E após o terceiro dia, essas roupas elegantes não eram tão ruins.

Experiências: Eu tive que correr atrás do meu ônibus e embarcar no próximo cruzamento. A motorista sorriu para mim quando eu agradeci. Quando alguns adolescentes negros entraram no ônibus, eu me senti como o pai deles por causa das minhas roupas. Eu fui ao Beverly Center e imediatamente me senti muito formal e rígido, como um completo panaca. Eu decidi ir das lojas de nível intermediário para as luxuosas. Na Express Men, o funcionário foi bem cordial e me contou sobre as promoções e me deixou comprar.

Quando estava com uma roupa mais descontraída: Eu adorei esse moletom e ele provavelmente entraria no meu guarda-roupa se não fosse tão grande. Eu estava inseguro sobre como as pessoas me tratariam no shopping dessa vez, mas eu não estava tão auto-consciente como na semana anterior.

Experiências: Eu fui até a Express Men e não havia um funcionário à vista então eu fiquei andando por lá. Finalmente, uma mulher apareceu e perguntou se eu precisava de alguma coisa; eu disse que estava só dando uma olhada e a peguei me encarando algumas vezes enquanto eu olhava os itens. Quando eu pedi para ver o tamanho de uma peça na Club Monaco, a mulher pareceu irritada, mas finalmente encontrou a camisa.

Encerrada esta longa jornada, que exige um controle emocional daqueles, o norte-americano concluiu que para se sentir ‘sociável’ precisa optar pelos paletós, gravatas, cintos e sapatos. O que para ele era uma alternativa desconfortável.  

No caso das vestimentas casuais, Pedro, de 24 anos, se diz incomodado o pensamento coletivo de que homens negros, pelo simples fato de existirem são uma ameaça. Uma anormalidade.

Perceba também que o racismo está presente em outras características do rapaz, como o cabelo com dreadlocks. Quantas vezes não se ouviu por aí associações com este tipo de cabelo com o crime ou até piadas pejorativas ligando os dreads com o uso de drogas. Bingo, mais uma constatação do racismo! 

“Essa predisposição que as pessoas têm para pensar que homens negros podem ser criminosos violentos faz com que os maus-tratos que recebemos sejam vistos como algo normal, e não como preconceito ou injustiça”

Fotos: Reprodução/Pedro/BuzzFeed/fonte:via

Como transformar sua janela numa misteriosa paisagem noturna

A empresa ucraniana HoleRoll projetou cortinas no mínimo diferentes. As persianas são na verdade painéis para janelas cuidadosamente cortados para reproduzir a silhueta de cidades famosas pelo mundo. A sala ou o quarto são transformados em verdadeiras paisagens noturnas, com belos efeitos de luz.

Durante o dia claro, as cortinas criam um efeito maravilhoso do lado de dentro. Pela noite, o efeito é inverso e quem olha do lado de fora vê uma cidade iluminada. Para descobrir mais, role para baixo e veja as imagens:


Foto: reprodução/fonte:via

Último sobrevivente de sua tribo, índio aparece isolado em vídeo feito pela Funai

Antes da chegadas das caravelas portuguesas ao que se conhece hoje pelo Estado da Bahia, a população indígena reinava soberana nas terras brasileiras. Com o passar dos séculos estes números na casa dos milhões foram recuando, recuando, até atingir níveis preocupantes.

Estudos realizados pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e publicados na EBC, comprovam que em 13 anos 891 indígenas foram assassinados no Brasil. Só em 2015, 137 perderam a vida no território nacional. Os maiores registros de mortes no período chegam do Mato Grosso Sul, onde 36 índios foram mortos. Sendo 34 deles do sexo masculino.

O cenário genocida se dá principalmente pela disputa de terra e fez com que um homem viva nos dias atuais em completo isolamento. Para entender esta história é preciso retroceder aos anos 1980, tempo em que a tribo dos Tanaru sofria com ataques de fazendeiros e seus capangas em Rondônia.

Em 1995 veio o grande golpe, a dizimação quase que completa do povoado. Só sobrou um índio. Justamente o que é visto vagando solitário nas matas da região Norte a procura de um rumo.

O conteúdo é resultado de um acompanhamento de duas décadas dos hábitos do ‘índio do buraco’. O trabalho feito pela Fundação Nacional do Índio (Funai) mostra o homem, sempre sozinho, caçando, se alimentando e cultivando alimentos agrícolas, como milho e banana.

Considerado o ‘homem mais sozinho do mundo’, o índio Tanaru foi alvo de 57 ações de monitoramento da Funai e durante o percurso foram encontradas 48 moradias, que devem ter sido construídas no tempo em os membros da tribo eram vivos.

“Esse homem, que a gente desconhece, mesmo perdendo tudo, como o seu povo e uma série de práticas culturais, provou que, mesmo assim, sozinho no meio do mato, é possível sobreviver e resistir a se aliar com a sociedade majoritária. Eu acredito que ele esteja muito melhor do que se, lá atrás, tivesse feito contato”, disse em comunicado Altair Algayer, coordenador da Funai.

Fotos: Divulgação/FUNAI/fonte:via