Empresária Alcione Albanesi cria cidades autossustentáveis para combater seca no nordeste

“Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova à beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai. Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. Não tinha mais alguns anos de miséria à frente da vida, para cair depois no mesmo buraco, à sombra da mesma cruz.” Ainda que publicada em 1930, a obra O Quinze, de Raquel de Queiroz, continua mais atual que nunca. Na obra consagrada da autora, a trama narra a histórica seca de 1915, em que Chico Bento e sua família fogem da seca e da fome rumo a São Paulo.

Mas nem todos conseguem, como os personagens fictícios, escapar deste duro destino na vida real: o sertão nordestino amargou a pior e mais longa seca entre 2012 e 2017, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), fenômeno que afetou cinco milhões de pessoas. É neste contexto que iniciativas como a de Alcione Albanesi ganham cada dia mais força e importância.

  

Empresária da FLC, empresa do setor de iluminação e primeira fabricante nacional de lâmpadas LED, há 20 anos Alcione se divide entre conduzir seus negócios e combater a miséria no nordeste. Para tanto, ela criou e gerencia quatro cidades autossustentáveis, que atendem 60 mil pessoas nas áreas de educação, saúde, trabalho e infraestrutura.

A ideia de tentar minimizar o sofrimento do povo nordestino nasceu em 1993, junto com a instituição social Amigos do Bem. Nela, amigos liderados por Alcione, destinavam doações de alimentos, brinquedos e roupas às famílias do semiárido brasileiro durante as festas de fim de ano. Porém, depois de quase 10 anos de projeto, a líder da Amigos do Bem percebeu que o trabalho podia (e deveria) crescer.

O primeiro passo para construir uma nova realidade para aquelas famílias, dado em 2003, foi identificar e cadastrar as famílias mais necessitadas. Dois anos depois, Alcione inaugurou a primeira Cidade do Bem, que contava com centros de atendimento médico e odontológico, padaria, bicicletaria, casas de alvenaria para a população local e uma plantação de 100 mil pés de caju para gerar trabalho.

Um sonho? Alcione Albanesi julga ser inadmissível que, em pleno século XXI, brasileiros ainda vivem sem recursos básicos para a sobrevivência. Assim, ela sonha que a fome e miséria sejam apenas lembradas como fatos históricos e enredos de clássicos da literatura brasileira.

Reprodução/ Amigos do Bem/fonte:via

Garotinha nigeriana deixou todo mundo boquiaberto com sua beleza

Depois de conhecer o fotógrafo Mofe Bamuyiwa, especializado em retratar a beleza de pessoas negras, a vida da jovem Jare se transformou. Natural da Nigéria, país da África Ocidental, a garotinha de cinco anos está sendo considerada ‘a mais bela do mundo’.

Ao todo foram postados três retratos da pequena nigeriana. Sem muito luxo, ou excesso de maquiagem, pois a ideia era justamente ressaltar seus atributos naturais. Claro, respeitando a idade da criança.  

O fato de todo mundo se impressionar reforça a necessidade do rompimento com estereótipos históricos. No caso de Jare, o que chamou a atenção foi justamente esta quebra.

Ao se apresentar com cabelos crespos, livres de química e com uma produção realçando a beleza negra, a jovem conquistou a todos. “Ah sim, ela é humana! Ela também é um anjo!”, Mofe escreveu.

Ficou interessado? Conheça melhor o trabalho do fotógrafo Mofe Bamuyiwa.

Foto: Reprodução/Instagram/fonte:via